Pintor Moçambicano dá oficinas de pintura em Batik para Instituto de Menores em Pelotas

Foto: Assessoria de Imprensa do projeto

O artista visual e multi-instrumentista moçambicano Regino Matimbe, ofereceu o curso chamado Madaucane Arte em Batik para estudantes do Instituto de Menores Dom Antônio Zattera, contemplando 60 jovens na faixa etária de 8 a 17 anos. As aulas, que foram realizadas duas vezes na semana, trouxeram a técnica do Batik, técnica de tingimento em tecido artesanal originária da ilha de Java (Indonésia) e também difundida na África Austral.

Foto: Assessoria de Imprensa do projeto

O objetivo dessa formação foi a possibilidade de geração de renda para os jovens em vulnerabilidade, através da técnica que cria um produto artesanal de notável valor de mercado, dado sua raridade (pouquíssimas pessoas conhecem essa técnica no Brasil), beleza e características especiais. A formação também possibilitou a humanização através da arte, da pintura em Batik, já conhecida e difundida há séculos na África Austral. Com isso, os alunos também puderam aprender sobre a cultura africana que desempenha significativa importância nas raízes culturais brasileiras.

De acordo com Regino, a pintura, através dos Batiks em sua trajetória foi com uma porta que trouxe o sentido que precisava em um momento de dificuldades e privações: “Agora, mais uma vez a vida me colocou diante da oportunidade de repartir um pouco dos meus conhecimentos com quem precisa, assim como precisei um dia. Possuir os conhecimentos sobre uma forma de fazer arte, é como ter um pássaro. Você tem o poder de deixá-lo preso numa gaiola, restringindo a beleza daquele ser apenas a você. Quando uma arte não é ensinada, é como um pássaro enjaulado: privada de sua natureza, não pode embelezar outros horizontes, outras vidas. Enfim, tentei soltar esse belo pássaro dos Batiks, e creio que muitas crianças puderam visualizar suas vidas com um pouco mais de beleza e esperança”, afirmou.

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Foto: Assessoria de Imprensa do projeto

Ao término do curso, foi feita uma confraternização, no Instituto de Menores, com uma apresentação musical de Regino Matimbe, que além de mestre na arte dos Batiks, é músico multi-instrumentista de Afrofazz e ritmos tradicionais africanos. Nesse mesmo dia foi realizada também uma exposição de Batik’s, com as obras de arte produzidas pelos alunos, e também disponibilizada de forma virtual.

O artista também destacou que um dos objetivos do curso foi possibilitar a técnica do Batik como uma fonte de renda para jovens menos favorecidos. “Por isso optei por oferecer o curso de Batik para jovens em vulnerabilidade, para que eles possam, além de gerar renda através da técnica, se humanizar através da arte, da pintura, da técnica do Batik”, finalizou Matimbe.

É importante destacar que o Projeto Madaucane Arte em Batik é executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei 14.017/20.

Foto: Assessoria de Imprensa do projeto

Quem é o Professor?
Regino Reginaldo Matimbe é moçambicano e mora atualmente na cidade de Pelotas/RS. Pintor de Batik, teve como mestre o consagrado pintor de Batik Malangatana Valente Ngwenya. Na ECA (Escola de Comunicação e Arte) da UEM (Universidade Eduardo Mondlane), realizou um curso intensivo de artes integradas.Também é músico, guitarrista e compositor, tocou com grandes nomes da música africana, como Jimmy Dludlu, Sizaquel Matlhombe, Zena Bacar, etc.

Falando sobre sua trajetória Regino destaca: “Antes de me encontrar na arte, já fiz trabalhos operários como: serralheiro, eletricista, pintura predial e tenho muito jeito na construção civil, hoje finalmente posso viver do que realmente me dá prazer e sentido para minha existência”, afirma. Matimbe Já formou alguns jovens na pintura de batik, que também se tornaram grandes mestres na técnica, ressalta que já formou também jovens na guitarra, que também se tornaram grandes mestres e que fazem sucesso em Moçambique.

Ao longo de sua carreira, Regino fez intercâmbio com artistas de várias nacionalidades. O artista veio para o Brasil em 2019 para participar como músico do Festival MozBrasil (festival internacional de culturas africanas, conexão Moçambique) fazendo parte da banda da Cantora Sizaquel Matlhombe. Ao término do Festival, decidiu fazer uma imersão artística/cultural no Brasil, e assim está até hoje por aqui.

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Fonte: Assessoria de Imprensa do projeto

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