Festival Manuel Padeiro

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Festival de Cinema e Animação acontece em Pelotas
Evento reúne 40 produções audiovisuais de diversos estados selecionadas em quatro categorias

Entre os dias 1º e 4 de dezembro, acontece em Pelotas/RS a 1ª edição do Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação. O evento vai exibir e premiar 40 produções selecionadas de mais de 100 inscrições oriundas de 12 estados brasileiros nas categorias de curta-metragem de ficção, documentário, animação e videoclipe. Os vencedores receberão cerca de R$ 11 mil reais de premiação em dinheiro divididos entre as categorias e sub-categorias.

Além das quatro grandes categorias, que receberão R$ 1500 reais para o melhor filme, os filmes de curta-metragem ficção receberão prêmios de R$ 700 reais para melhor ator, melhor atriz, melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor roteiro e melhor trilha-sonora. A Associação de Críticos de Cinema do RS (ACCIRS) oferecerá o Prêmio da Crítica ao melhor filme de ficção. As sessões de exibição acontecem às 19h30min do dia 1º a 3 de dezembro no Instituto Trilha Jardim, localidade do Quilombo, 7º Distrito de Pelotas. Em caso de chuva, as sessões serão realizadas no mesmo horário, no auditório da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (ASUFPel). Durante estes dias, no período da tarde das 13h30min às 17h, também acontecerá a mostra paralela no auditório do Instituto de Artes e Design com 25 filmes selecionados para exibição. A noite de premiação acontece no dia 4 de dezembro (sexta-feira) às 19h no Theatro Sete de Abril com show do grupo de dança Odara. A entrada é franca.

O nome Manuel Padeiro é uma homenagem ao escravo líder do Quilombo que, durante o século 19, era situado na localidade do 7º Distrito, onde hoje fica o Instituto Trilha Jardim. Uma das propostas do festival, além de servir como janela para as novas produções audiovisuais, é fomentar o turismo rural na região da Colônia de Pelotas. As sessões, se forem realizadas no Instituto, serão com projeção ao ar livre. O júri é composto por professores, críticos de cinema e jornalistas das áreas de cinema e cultura.

A sede da ASUFPel fica situada na Rua 15 de Novembro, 262 e a entrada para o Instituto de Artes e Design deve ser feita pela Rua Benjamin Constant, 1539  (prédio da Arquitetura). O Evento conta com o patrocínio master do Grupo CEEE, Banrisul e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A realização é da Gaia Arte e Cultura, Instituto Trilha Jardim e Instituto de Artes e Design, Curso de Cinema e Animação (UFPEL).

Fontes para contato: http://iad.ufpel.edu.br/cinema/festivalmanuelpadeiro/

Guilherme da Rosa

FOTO: Divulgação

INDIE FRIDAY, no Fox Pub!

O tecladista da Canastra Suja, Vini Albernaz, preparou uma playlist escolhida a dedo com o melhor do Indie Rock mundial. Na sua playlist constam nomes como Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, Libertines, Strokes, Los Hermanos, The Killers e alguns clássicos rockabilly também.

O quê: INDIE FRIDAY – com Vini Albernaz (Canastra Suja)
Quando: Sexta-Feira, dia 27/11, às 23h.vini
Onde: Fox Pub
Quanto:
R$6,00

Fonte: Acessoria Fox Pub

Solo de Piano no Conservatório!

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Hoje no Conservatório de Música da UFPEL acontecerá, dentro da programação do VI Festival Contemporâneo RS, evento acontecendo simultaneamente em Pelotas e Porto Alegre, A apresentação de Piano Solo da Professora Lúcia Cervini.

O quê: Piano Solo de Lucia Cervini
Quando: Dia 23 de novembro, às 20h.
Onde:
Conservatório de Música da Ufpel
Entrada Franca

Isis Araújo – Equipe e-Cult

Peça Teatral “Dez (Quase) Amores”, de Cláudia Tajes, no Sete!

dezmgicojpg“Dez(quase)Amores” é uma comédia baseada no livro de Claudia Tajes, com todas sessões lotadas em suas temporadas. A adaptação teatral do livro foi feita por Bob Bahlis e sob supervisão de Claudia Tajes.
Assim como no livro, a peça traz  Maria Ana, que sem pudor e bastante humor, percorre  as vielas de amores absurdos, vivendo-os como se  o amor fosse pra sempre. A peça mostra esses Encontros e desencontros, vividos na infância, adolescência, amadurecimento e (quase) maturidade de Maria Ana. Ela é uma dentre tantas – parecidas, mas não idênticas – mulheres.É vaidosa, sensível e frágil, mas não se descabela quando o fim de um relacionamento – que parecia ser o perfeito – é anunciado.

Feminismo barato e apocalíptico não há. Há mais comédia que romance, ou, quase.
Maria Ana inicia sua trajetória amorosa com Bejair, onde dá o primeiro beijo no cinema: “Ele disse que ia ligar e não ligou.”O coração partido de Maria Ana regenera-se rapidamente e na faculdade conhece Reginaldo,  estudante profissional e esquerdista com quem faz sexo pelapelotasorgasmo primeira vez.

A procura do amor, Maria Ana encontra pelo caminho Henrique, o pintor, e seu amigo Augusto; Tarugo, o estudante de educação física, e Roger Moreira, o vizinho casado;  Luiz, o Papai do Noel do shopping center; Eduardo Suki, o médico japonês; e Machadov, o mágico do circo.

Ao final da peça contabiliza-se quase dez amores e vários desencontros.
É o amor visto pelo lado feminino, sem água e sem açúcar, mas com a malícia que um retrato da mulher livre contemporânea requer. Através dos amantes de Maria Ana, podemos ter uma idéia de como funciona o comportamento dos homens, alguns caçadores, outros – presas.  Eles sintetizam em poucos traços as características essenciais de determinados tipos sociais.

O quê: Peça “Dez (Quase) Amores”, adaptação do livro de Cláudia Tajes.
Quando: Dia 03 de dezembro (quinta-feira) às 21h.
Onde: Theatro Sete de Abril
Quanto: R$20,00

Fonte: Teatro Sete de Abril
Fotos: Divulgação

Adaptação de Obra de Carpinejar “Filhote de Cruz Credo” no Sete!

dsc00061O espetáculo teatral infantil “Filhote de Cruz credo” é inspirado no livro de Fabrício Carpinejar: “Filhote De Cruz-Credo: A Triste Historia Alegre De Meus Apelidos”. Além do livro, o diretor da peça Bob Bahlis adaptou outros textos de Fabrício, em que o poeta lembra-se da infância. O espetáculo infantil mostra a prática do Bullying, dentro e fora da escola, e retrata a infância do escritor e poeta Fabrício Carpinejar, que sofreu de Bullying durante boa parte da infância. O bullying na maioria das vezes é uma prática quase invisível aos olhos dos adultos, pois quando praticado pelas crianças é às escondidas.

dsc00113Esta peça teatral imita a vida e nos faz ver e conhecer um pouco mais sobre o bullying, cada vez mais praticado na nossa cultura. Partindo da idéia que a infância às vezes pode ser muito triste, principalmente pra quem é perseguido por um colega, ou uma turma, o espetáculo traz uma atmosfera gótica, com imagens sombrias. É um espetáculo infantil com uma pitada de humor negro, combinado com uma estética dark. Assim como no livro, a peça mostra a história quase autobiográfica de Fabrício Carpinejar e de tantas outras pessoas, que quando criança, tiveram vergonha de um apelido. Para evitar chacotas, Fabrício preferia ficar desenhando sozinho durante o recreio na sala de aula. Essa implicância comum entre as crianças é narrada com humor, sem, no entanto maquiar a angústia que ela causa.

A peça aborda o “Bullying”, um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencional e repetida, praticada por um indivíduo, ou um grupo de indivíduos (a turminha lá da escola). O objetivo? Intimidar outro indivíduo (Fabrício), incapaz de se defender. A história se passa neste circo de horrores, narrado por um apresentador dark. No plano estético, tem-se a temática Expressionista, fantástica, sobrenatural; névoa, neblina, fumaça; preto x branco / luz x sombra; surrealismo; terror cômico; humor irreverente; heróis problemáticos, estranhos e incompreendidos … No final, o personagem consegue reagirfilhotinho de modo surpreendente e, sem precisar brigar com ninguém, consegue o respeito dos colegas além da menina mais bonita da escola. No elenco está a jornalista Laura Medina, apresentadora e editora chefe do Programa Vida e Saúde da RBS TV.

O quê: Filhote De Cruz Credo.
Quando: Dia 03 De Dezembro (Quinta-Feira)Onde: Theatro Sete De Abril, as 15h.!
Quanto: R$10,00.  Os ingressos começam a ser vendidos dia 24/11 na bilheteria do Theatro Sete de Abril. Contato p/ escolas: (51)92186068

Fonte: Theatro Sete de Abril
Fotos: Divulgação

Papo Cult com Caio Lopes

zx8k1m8Um cara curioso que quer experimentar a vida, pois nossa passagem aqui é muito curta; que são no máximo 80/90 anos para uma pedra? Uma pedra qualquer que ninguém dá bola está na terra há muito mais tempo que qualquer um de nós, sendo que nós temos a vantagem de estarmos vivos, sentir, pensar, quero tirar o melhor proveito disso, então faço o que gosto, procuro me manter digno com isso, procuro ser uma pessoa ética que não passa por cima de ninguém, porém, não deixo ninguém querer passar por cima de mim, não acho que ninguém que ocupe uma “posição social” tenha alguma autoridade sobre mim, somos meros mortais em aprendizado constante.

Qual a principal lembrança do seu início como produtor cultural, ou dos seus primeiros eventos?

Eu sou técnico em informática por formação, mas a arte sempre esteve em meu sangue, vivi minha vida toda buscando a arte sobretudo a música, que sempre esteve presente de alguma forma, seja nos primeiros rádios que tive consciência e ficava grudado pra ouvir, seja quando comecei minha coleção de discos de vinis, onde um mundo se abriu. Meu primeiro evento foi o zd9en4igrande amigo e violeiro de Minas Gerais, “Pereira da Viola” no Conservatório de Música da Ufpel, comecei como um hobby pois tinha meu emprego e ajudava um grande amigo, o Santana de Pedro Osório, que é um capítulo da história da cultura nesse estado, conhecido em todo Brasil, um marginal por opção, lavador de carros, ex -vereador em sua cidade, posto que ele jamais quer repetir, sensibilidade como a do Santana misturar com política é sofrimento na certa, ele realiza coisas fantásticas em Pedro Osorio, cantorias e recitais com nomes que nem por Porto Alegre passam. Santana é meu irmão de alma, nesse eu confio e acredito, não precisa de ternos, gravatas, retóricas e outras mordaças. Após isso tomei gosto por trabalhar com música, tive um programa por 6 anos na Rádio Com 104,5 Fm, chamava-se “Vozes do Brasil”, onde eu trazia os cantadores, violeiros e toda forma de cultura popular; trouxemos muitos cantadores e violeiros nesse período, tive o prazer de ser ouvido em muitas partes do Brasil pois a rádio transmite pela internet; em seguida aprovei o projeto Caixa Cultural onde levamos a cantora Giamarê à Salvador junto ao mestre Baptista, que deu oficinas de construção de sopapo por lá, o projeto era todo baseado na negritude do Rio Grande do Sul; esse projeto contava também com o grupo Odara e foi desenvolvido em parceria com o Alexandre Mattos, esse foi o primeiro projeto aprovado no estado pelo concorrido edital da Caixa, foi uma experiência fantástica levar 23 profissionais entre bailarinos, músicos, técnicos, produção e um monte de tambores e instrumentos até Salvador, fomos super bem recebidos lá, ovacionados na terra do tambor, foi parar sopapo na França através de uma percussionista baiano que dava oficinas por lá, sendo que a produção local desse evento foi feita por um ouvinte do programa de rádio que eu fazia.

O que achas que deve mudar na política da cultura aqui em nossa cidade?

zm9blgyPelotas tem política cultural? Nossa eu não sabia, em toda minha trajetória acho que usei um único recurso da cidade, uma única vez quando a Bia Araujo era ainda secretária eu fui oferecer um projeto que montei sobre os 50 anos do livro “Grande Sertão: Veredas” onde trouxe a histórica cantora e compositora paraibana Cátia de França, que musicou muitos textos de Guimarães Rosa, lembro que o máximo que conseguimos foi um cachê mínimo que levou 3 meses para ser pago , muito baixo mesmo pra ela participar ao ar livre de uma Feira do Livro, com direito a um debate público, sendo que ela fez mais duas feiras: S. Lourenço e Porto Alegre, que adoraram o projeto e receberam muito bem a cantora, ela é a única autorizada pela família de João Cabral de Mello Neto a musicar e usar os poemas de J. Cabral, Cátia é formidável. Eu sou um produtor independente, apesar desse rótulo estar muito vinculado hoje ao pessoal do rock apenas, acho que de forma errada pois acho que o rock tem muito mais aceitação do que o trabalho com cantadores, violeiros e shows em teatros que desenvolvo, sou um entusiasta do rock, mas não acho que esse termo independente esteja vinculado apenas a uma forma de arte, então o que quero dizer é que pouco ou nada dependo de secretarias de cultura e de políticas culturais, entrei nessa secretaria poucas vezes sendo que uma pra reinvidicar um direito de cidadão junto ao funcionário público que hoje é secretário de cultura, fui tão destratado pelo tal que tive de denunciar ele frente à imprensa, pois não tenho nada a temer e jamais vou tolerar atitudes como essa de ninguém. Acho que os governantes de Pelotas tem de descerem dos casarões suntuosos e irem pra rua verem o que realmente é a cultura, uma secretaria de cultura que ocupa seu orçamento apenas com casarões e com o carnaval em uma cidade que pulsa cultura eu acho uma vergonha, eu teria vergonha de ocupar um cargo público dessa forma inoperante. Acho válido o “movimento cultural” que está formado em torno do Pró Cultura, apesar de não ter participado diretamente do processo, sou sim um entusiasta, acho que a Vigilia Cultural deu resultado e colocou o então secretário de cultura em uma situação vergonhosa com declarações ridículas na imprensa sobre o movimento e depois teve de voltar atrás, espero que o Sr. prefeito tome uma atitude frente a essa questão, pois quando as eleições chegarem acho que vai ser tarde, ele está perdendo a chance de ser o prefeito que implantou uma Lei Municipal de Cultura, de entrar pra história!!

A palavra cultura é muito abrangente, você acredita que as pessoas conseguem definir seus significados?

z1dcu2j5Eu acho que vivemos uma época de um bombardeio de informações muito grande, isso confunde muito. Hoje tudo está acessível a um clique de distância, e hoje quem tem o poder da mídia na mão comanda a sociedade, e isso é muito perigoso, pois ao mesmo tempo que temos toda uma gama de informações à disposição, somos direcionados diariamente a consumir o que nos é estabelecido, e das formas mais sutis, criam-se “personagens” que se dizem significativos pra cultura de um povo e mascaram outras faces dessa mesma cultura. Um exemplo é a cultura gaúcha. Todos sabemos de cor quem são os artistas da “música gaúcha” que estão na mídia, mas pouco sabem que foi Barbosa Lessa, por exemplo, e eu pergunto quem representa mesmo a nossa história como gaúchos? E isso acontece em todas instâncias, no rock, na literatura e por aí afora. Quando comecei a trabalhar com cantadores e violeiros  conheci profundamente a nossa cultura popular e cada vez mais vejo como esse bombardeio de informações afasta muito de nossa origem como brasileiros, acho que podemos e devemos estar atentos a tudo, eu sou um ávido estudante de todas culturas, mas faço questão de me reconhecer profundamente brasileiro. Penso também que o termo cultura passa por nossa vida diária, atitudes como educação no trânsito, gentilezas diárias que demonstram o quanto a pessoa assimilou ou não do que de melhor a raça humana realizou na terra.

Que estratégias pensas que podem expandir a cultura a todos os pelotenses, e não apenas restringir-se a pequena parcela da população?

zsj16w3Não sou um estrategista, mas acho que esse projeto do Pró-Cultura pode vir contribuir e muito nesse processo, pois dará margem para que se escrevam projetos que possam contar com um mínimo de estrutura pra poder descentralizar a cultura. Eu adoraria poder fazer um evento onde não cobrasse um centavo de ingresso e que estivesse ao alcance de todos; conheço muitos artistas da cultura popular brasileira que adorariam vir a Pelotas transmitir seu conhecimento, suas vivências, dar oficinas de cultura popular e semear uma mudança de pensamento, mostrar caminhos diferentes de pensamentos as pessoas, fazer enxergar que valorizando suas vivências mais simples podem se tornarem importantes pra seu local. É quase inacreditável que uma cidade que se orgulha de sua “herança cultural” não tenha uma Lei de Incentivo, Rio Grande possui uma lei e recebo gente que vem em duas, três vans pros eventos que a produtora realiza, reservam ingressos comigo, tem o maior interesse pois lá não acontecem eventos. Então acho que uma politica pública para a cultura é urgente sim, já está atrasada e não tem mais desculpa, espero que as pessoas lembrem disso nas próximas eleições.

Quais os próximos planos e projetos da Caio Lopes Produções Culturais?

Eu estou debruçado como faço sempre em editais nacionais, estou concorrendo a alguns até o fim do ano, aprovamos uma Rouanet pro grupo que trabalho – o Batuque de Cordas – de Porto Alegre para uma circulação pelo Nordeste brasileiro estamos vendo quais desdobramentos disso, e fechamos uma pequena turnê do Batuque de Cordas pela Bélgica e Suíça em 2010. Fora isso, faço a produção local da Branco Produções e lá no meu blog www.caiolopes-caio.blogspot.com tem uma enquete sobre algumas possibilidades de shows pra 2010 aqui em Pelotas que a Branco quer realizar, eventos fantásticos como o Circo Acrobático da China e outros, também alguns shows que quero fazer aqui como a cantora mineira Ceumar e o grupo de jazz bossa Delicatessen que adiamos por conta da paranóia da gripe suína esse ano, tudo ainda depende de muita coisa, apoios principalmente, mas vamos em frente!!

Uma mensagem aos leitores do e-Cult

zru75f9Em primeiro lugar, parabéns pela publicação! Acho que Pelotas carecia de uma publicação desse tipo, de âmbito cultural mesmo. Minha mensagem é para as pessoas irem aos teatros, se permitirem assistir eventos de âmbito cultural, e não apenas o que está na grande mídia; a arte é isso, conhecer novos caminhos, se permitir! Acho também que as pessoas estão priorizando locais onde se pode beber e fumar e pouco está se indo a teatros assistir shows, estamos vivendo a paranóia coletiva da festa pela festa. Minha mensagem é a mesma, se permitam ficar uma hora e meia sem fumar e sem beber e se embebedem de arte, afinal, estamos vivos e a vida passa rápido.

Contato Caio Lopes

WWW.CAIOLOPES.COM.BR
http://caiolopes-caio.blogspot.com
“Democracia se faz com Arte”

Equipe e-Cult

Vale-Cultura: Informe-se e Opine!

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Aqui vamos lançar um Desafio às mentes inquietas! Leia o texto e depois opine!

O que é o Vale-Cultura?

É a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Até hoje, todas as ações tiveram foco no financiamento da cultura. Com o Vale-Cultura os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. É uma política de inclusão social. A iniciativa visa estimular a visitação a estabelecimentos de serviços culturais e artísticos com benefícios evidentes na promoção da inclusão sociocultural e na agregação de capital simbólico ao trabalhador.

Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido. O valor do vale leva em consideração o orçamento familiar do trabalhador e possibilitará o consumo de bens culturais sem onerar o beneficiado.

Os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00). Os que ganham mais de cinco salários mínimos também poderão receber o benefício, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados que ganham abaixo desse patamar. Para esse contingente de salário mais elevado o desconto do trabalhador poderá variar de 20% a 90%. Estima-se que, cerca de 12 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados pelo Vale-Cultura.

Como a empresa não será obrigada a conceder o Vale-Cultura, o MinC aposta nas parcerias e benefícios concedidos para fortalecer a iniciativa. De um lado, estão as empresas de lucro real, que podem deduzir até 1% do Imposto de Renda devido, de outro estão diversas as centrais sindicais que já demonstram a intenção de incluir nas negociações coletivas o Vale-Cultura.

Fonte: Ministério da Cultura (Grazielle Machado)

É sabido que existem muitas alternativas Culturais gratuitas em nossa cidade: Projeto Sete ao Entardecer, Sete Imagens, Exposições de Arte, Museus, Apresentações no Conservatório de Música… No entanto, a cultura – mesmo gratuita – geralmente acaba circulando entre os mesmos que podem pagar por ela.
Será que dinheiro resolve a questão?

O desafio está lançado! Envie suas críticas ao participe@ecult.com.br e elas serão inseridas e publicadas neste mesmo texto.
Isis Araújo – Equipe e-Cult


COMENTÁRIOS


Às favas com o Vale-Cultura!  13h02min

O povo brasileiro comemora sua estabilidade economica e sua afirmação de uma liderança políticamente democrática de fato, que iniciou com a eleição de um representante que tem sua origem na classe trabalhadora, o sindicalista Luis Inacio da Silva, o “Lula”. Com a premissa de que justiça social se faça com igualdade a todas as castas da sociedade brasileira, sua campanha foi muito além de fornecer um modo de aliviar a fome dos pobres e com a mesma estratégia, criou-se recentemente o “Vale-Cultura.” De um lado se ve a inovação do estimulo ao consumo da cultura, através de um cartão magnético fornecido ao trabalhador avaliado conforme sua renda familiar, assim, se faz evidente a promoção da inclusão sociocultural e beneficiar as empresas que aderirem a este programa, possibilitando a dedução no Imposto de Renda e o consumo de seus empregados sem lesar em seu orçamento. Porém, aqui se faz necessária uma analise de todo contexto político por trás de sua implementação, pois este sistema começa em todo o país justamente na estréia de um filme baseado na vida do atual Presidente e o mesmo com subsídios fornecidos por empreiteiras que, abnegagadamente, o fizeram de aparente livre e expontânea vontade. Empresas estas que também financiaram por vezes a campanha eleitoral da presente gestão presidencial e que os partidos por exemplo, a posteriori, não sabem como arrecadaram esete montante e, muito menos, conseguem dizer como o gastaram. Portanto, nessa gama de acontecimentos, o Vale Cultura, por todo o mérito de que a justiça social foi feita de uma forma quixotesca, ainda o povo brasileiro se deve perguntar, dentro deste contexto, quem são os verdadeiros interessados e quem são os verdadeiros beneficiados, a fim de que este programa não seja um mero “brioche com mel”, para alimentar bocas famintas de tantas necessidades que o ser humano precisa.   —
Luís Carlos Nunes RODRIGUES Jr.
Twitter: http://twitter.com/latursensu
msn: latinotur@gmail.com
Cell fone: +55 (53) 9947-0989

Diferentes Estilos no Corredor de Arte da UCPel

Eugênio
Obra de Eugênio Carlos Braga

Até dia 16 de novembro a Galeria de Arte da UCPel expôs pinturas de Eugênio Carlos da Vara Braga e Marcos Silva da Silva, respectivamente funcionário e aluno da Universidade. Bem contrastantes no estilo, os dois conjuntos de quadros conviveram duas semanas neste espaço.

Obra de Eugênio Costa da Vara Braga
Obra de Eugênio Carlos Braga

Eugênio Braga é autodidata, pesquisa sobre arte e diz inspirar-se mais em Picasso, Salvador Dali, Di Cavalcanti, M. C. Escher e contemporâneos como Regina Martinez, Fernanda Rodante e E. Cardoso. Desde criança o seu interesse se dirigiu à estética das histórias em quadrinhos. Hoje se concentra no trabalho abstrato, usando basicamente tinta acrílica sobre tela, mas tem a intenção de ampliar as técnicas e depois aperfeiçoar-se em alguma.

Obra de
Obra de Marcos Silva

Marcos Silva estuda Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda. Aos 15 anos, conheceu o surfe e passou a desenhar paisagens marinhas. Hoje com 23 anos, ele considera que seus interesses sempre serão a natureza, o mar e o surfe.

Um ano depois de pegar a primeira onda, passou a desenhar os melhores momentos do esporte nas últimas páginas dos cadernos do colégio. “Ali eu conseguia passar alguns minutos tendo a ilusão de estar em uma praia perfeita, rolando altas ondas. A pintura veio na minha vida como consequência do surfe”.

Texto e Fotos : Francisco Antônio Vidal

Coral de Pelotas em Brasília

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Coral da UFPel se apresentará, de 23 a 27 de novembro, no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que se realizará no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, Distrito Federal. O Coral é regido pelo professor Carlos Alberto Oliveira, tendo como preparador vocal o professor Jonas Klug de Oliveira e o acompanhamento ao piano de Ederson Duarte. Contará também com as participações dos alunos da Oficina de Regência Salatile da Rosa Gomes, Marcus Vinicius Bezerra Dias e Yimi Premazzi Júnior.

O Concerto Sons das Américas, que será executado na capital federal no dia 25, é uma viagem sonora que leva aos ritmos latinos da América Central, passando pela canção latino-americana de protesto, a música popular brasileira e os spirituals afroamericanos, traçando uma trama sonora, rítmica e lingüística do continente americano, através da música de seus povos, parte de uma cultura fervilhante, e  que busca a construção de uma identidade no caldeirão cultural que é o Novo Mundo. Confira o programa da apresentação no arquivo sons-das-americas.doc

Fonte: http://ccs.ufpel.edu.br

Pelotas e o Dia do Músico

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Dia 22 de novembro comemorou-se o dia do músico. Embora envolvido com a divulgação Cultural de Pelotas e tenha alguns amigos e vários conhecidos na área músical, não ouvi comentário quanto a algum evento dedicado à eles durante esta semana que antecedeu tal data – que deveria ter maior destaque em nossa cidade – já que Pelotas, além de ter músicos de renome nacional, possui uma vida noturna intensa e muito bem embalada por um sortimento de músicos de qualidade e dos mais variados estilos.

A Equipe e-Cult parabeniza a todos os músicos de nossa cidade, e pretende progressivamente ser uma ferramenta importante na divulgação e valorização de nossos artistas.

Seguindo a dica do produtor cultural Caio Lopes, encerramos convidado a todos para que leiam a carta aberta que o Sr. Alvaro Santi, Coordenador do Fumproarte, enviou ao presidente da OMB.

Deco Rodrigues – Equipe e-Cult

Carta Aberta ao Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil

Senhor Presidente: No mês em que se comemora, dia 22, mais um “Dia do Músico”, acuso o recebimento do habitual boleto bancário, que me envia V. Sa. sem falta desde 1985,  quando recebi com orgulho minha carteira de músico, emitida no exato dia em que completei a maioridade. Acompanha o boleto a habitual missiva, a me lembrar que “a Ordem é dos Músicos”; e o adesivo com a frase “Músico, valor em si”. Uma vez mais, pergunto-me que valor seria este que só o músico tem “em si”. E constato que todo o conteúdo deste envelope me causa a mais profunda frustração.

Sinto pois a necessidade de confessar-lhe, Sr. Presidente, que este ano gostaria de receber outra coisa. Algo surpreendente, como notícias do processo eleitoral. Melhor ainda, a notícia de que o famigerado Código Eleitoral foi alterado, estendendo o voto a todos os músicos, já que há mais de 20 anos só votam os que lêem música, ainda que tal discriminação não tenha amparo legal e, é claro, todos recebam o boleto idêntico.

Mande-nos notícias também sobre os esforços que a OMB, autarquia federal integrada ao Poder Executivo, tem feito em nosso benefício, promovendo o debate e o encaminhamento de questões sérias como a informalidade, a pirataria ou a educação musical (matéria de lei federal recentemente aprovada); entre outras. Quisera conhecer as propostas, elaboradas por V. Sa. e seus pares, mui dignos membros dos nossos Conselhos Federal e Estaduais, para a urgente atualização da Lei 3.857/60, que no ano que vem completará 50 anos sem uma única alteração! Quisera mesmo saber quantos músicos lograram se aposentar no Brasil como músicos, neste período. E quem sabe ainda, que luxo, receber de V. Sa. uma prestação de contas sobre os valores arrecadados neste meio século, especialmente através do célebre Artigo 53 da mesma lei, aquele que destina à OMB 10% do valor do cachê dos músicos estrangeiros, assunto que a imprensa já abordou, apontando o subfaturamento do contrato dos Rolling Stones. Ou ainda, saber de V. Sa. que medidas foram tomadas para que o caso, amplamente noticiado, do jornalista de Carta Capital que recebeu a carteira da OMB sem saber tocar, não se repita. Ou quem sabe, Sr. Presidente, conhecer da argumentação que o insigne departamento jurídico da OMB terá preparado a fim de combater a tese, que nos tribunais vai ganhando força, da “ausência de risco para a sociedade” no exercício da profissão de músico. Tese esta usada, ao abrigo da garantia constitucional da liberdade de expressão artística, com o intuito de desobrigar os músicos de seleção, registro ou pagamento de anuidade à OMB.

Ficaríamos felizes em saber, Sr. presidente, eu e outros que discordam ou têm restrições a essa tese, que a OMB vem recorrendo das sentenças. Argumentando, por exemplo, que quando um jovem toca por diversão em um bar, existe o risco, ou mesmo a certeza, de que mais um artista que há muitos anos escolheu viver da música profissionalmente, terá de encontrar outro meio de sustentar sua família. Como V. Sa. já deve ter percebido, sou um otimista incorrigível e seguirei aguardando essas boas novas. Se não no dia do músico, quem sabe no Natal. Nem precisa enviar pelo correio: ponha tudo no site. Mas se for para me enviar de novo essa tralha, Sr. Presidente, por favor, não gaste mais selo comigo. Economize, que é tempo de crise.

Cordiais saudações.

Álvaro Santi
Titular do Conselho Nacional de Política Cultural
OMB/RS 21.782

Fonte: www.culturaemercado.com.br