Grupo Tholl e Teatro Bolshoi em Brasília

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Na próxima Segunda-feira (23/11 às19h) o THOLL estará apresentando-se no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica em Brasília-DF. Conforme divulgado no site do fórum, juntamente com a Trupe Circense de Pelotas – Grupo Tholl o evento contará com a apresentação da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e a participação do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do evento.

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil fica em Joinville (SC) e é a única Escola do Bolshoi fora da Rússia. Seu ideal é o mesmo da Escola Coreográfica de Moscou, criada em 1773: proporcionar formação e cultura por meio do ensino da dança, para que seus alunos tornem-se protagonistas da sociedade.

Deco Rodrigues – Equipe e-Cult

Em Cena: Júpiter Maçã em Pelotas

Foto: Isis Araújo
Foto: Isis Araújo

Em cena: Júpiter Maçã – Flávio Basso –  aclamado pelos fãs ávidos pela sua presença, que esperaram até às 2 horas da madrugada para curtir seu estilo inconfundível – que  encarna como ninguém a alma e a psicodelia do Rock gaúcho.

Com a Frase: “Recém cheguei, mas já to com vontade de chegar de novo”, Júpiter acende de vez a platéia que se aglomerava na Cervejaria Original Bier.

Em meio a seus passos de dança frenéticos, comunicando-se ora em português, ora em inglês,

Foto: Deco Rodrigues
Foto: Deco Rodrigues

caretas um tanto bizarras e até mesmo rebolados, essa personagem cativou um por um dos presentes que pularam e cantaram todas as suas músicas em alto e bom som. No entanto, o delírio foi extremo com “A Marchinha Psicótica do Dr. Soup”, “Talentoso” e “Eu e minha ex”.

Outro ícone aclamado pelos fãs foi Thunder Bird – ex MTV – com seu baixo sempre preciso e vestimenta impecável (a qual perdeu uma peça depois do show, mas foi rapidamente encontrada).

O show não teve muito tempo de duração, constatou-se depois. No entanto, o tempo naquela madrugada na Original Bier nada significava diante de tamanho espetáculo psicodélico.

Veja as Imagens Exclusivas deste espetáculo. Clique para ampliar as imagens.

Isis Araújo – Equipe e-Cult


Inflação de obras novas na Feira do Livro

A Editora da UFPel comemorou seus 40 anos com um projeto que ao mesmo tempo favoreceu a comunidade intelectual pelotense e fez a entidade marcar um recorde nacional entre as editoras universitárias brasileiras (veja a notícia). A inovação foi o selo OPEL (OPortunidade de Editar um Livro) e o recorde consistiu em lançar nada menos que 121 títulos, de uma só vez (19 destes não ficaram terminados).

O projeto teve alta aceitação pois permitia editar obras em baixa tiragem, sem cores e a baixo custo – para o escritor e para o comprador. Foi desenhada uma capa básica para todas as obras, onde o título de cada uma diferenciava a apresentação externa. Logo, o autor escolhia o número de exemplares que poderia pagar inicialmente (de 30 a 300).

Houve tantos interessados que o pouco pessoal da Editora (oito funcionários) não conseguiu terminar todo o trabalho, mesmo com a recente modernização do parque gráfico (impressora digital colorida, encadernadora, laminadora para plastificar capas, perfuradora de espirais e seis computadores). Os 121 títulos envolveram 278 autores, e originaram-se 8.780 exemplares, totalizando 1.273.100 páginas no tamanho A5 e 1.250 páginas A4.

A pressão dos prazos e a quantidade de nomes também causaram problemas na organização da Feira do Livro, que teve um total próximo a 170 obras em lançamento (incluindo as da UFPel e as demais). Com vários autores pedindo mudanças de datas ou simplesmente não chegando às sessões de autógrafos, a consequência foi que a imprensa não dispôs a tempo das listas de escritores e o público em geral não ficou sabendo quem autografava em que dia.

Mesmo com tais problemas, a iniciativa é um bom sinal, pois mostra a capacidade de produção dos autores pelotenses, o crescimento quantitativo da Universidade e a necessidade de melhor administrar e divulgar esta produção.

trupeAlguns autores com mais imaginação e ousadia souberam promover seu trabalho, como o músico Alex Cruz (autor de “O grande circo sem lona dos nossos dias”) e sua colorida e teatral trupe de palhaços – na foto (dir.)com a artista Rejane Botelho, que produziu pesquisa escrita e fotográfica em “Detalhes de uma Princesa”.

Para este blogue, fica a relativa frustração de só poder informar de menos que a décima parte das 170 obras.
Fotos de F. A. Vidal – pelotascultural.blogspot.com
Inflação de obras novas na Feira do Livro

Show de Nei Van Soria em Pelotas

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Foto: Laureano Bittencourt - Passagem de som
Foto: Laureano Bittencourt - Passagem de som

Nei Van Soria, com sua voz melodiosa e músicas um tanto românticas, um tanto melancólicas, lotou o Teatro Sete de Abril ao lançar o DVD comemorativo aos seus 40 anos.

Antes do início do Show, a Equipe e-Cult realizou o sorteio da Promoção Nei Vansória,

Foto: Isis Araújo
Foto: Isis Araújo

premiando os fãs com dois CD’s e uma revista autografados.Representando o e-Cult, o músico Junior Noble realizou o sorteio e fez a chamada de Nei Van Sória e sua banda ao palco do Teatro.

Inovando no instrumental, Nei foi do piano – remetendo à Black Music – na música “Chove em Porto Alegre”, à gaita de boca, na música “O Dia Mais Feliz da Minha Vida”.

O Tempo, Suzy, Lobo da Estepe – pedido fervorosamente pela platéia – e Jardim Inglês, Nei reservou para o Grand Finale, com a interação completa da platéia.

Nei Van Soria ainda fala que o público deveria prestigiar mais o Belo Teatro Sete de Abril, e

Foto: Deco Rodrigues
Foto: Deco Rodrigues

em como ele gostaria de ter um espaço dessa magnitude histórica em Porto Alegre.

Ao final do show, Nei realizou uma sessão de autógrafos no saguão do Teatro. Alguns fãs utilizaram o Impresso e-Cult para pegar o autógrafo do músico, que elogiou bastante este meio de acesso à cultura da Cidade.

Veja agora Imagens Exclusivas captadas pela Equipe e-Cult da passagem de som, show e sessão de autógrafos. Clique para ampliar as imagens.

Isis Araújo – Equipe e-Cult

Feira do Livro de Pelotas – Avaliação

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Com quantos Paus se faz uma canoa?

Pois bem, a 37ª Feira do Livro de Pelotas aconteceu. Seu ponto positivo foi ser realizada apesar de tantos problemas que foram ao longo de cinco meses sendo resolvidos para que o maior evento cultural da cidade e região pudesse ser erguido em praça pública, palco de tantas outras edições realizadas.

Qual foi o principal diferencial?
O fato da Prefeitura, ou melhor, da Secult não estar envolvida diretamente com a postura truculenta de um cidadão que está como secretário de cultura e que nas últimas edições foi o centro e alvo de inúmeras queixas de livreiros, expositores, prestadores de serviços, funcionários públicos do município, visitantes, artistas e da produção cultural – parece que isso não foi levado em conta por alguns críticos de plantão – mas o que importa no projeto que foi concebido é, que alcançamos o objetivo primeiro de romper com o paternalismo e dependência que o evento estava tendo do poder público. Não se trata de inviabilizar ou dispensar a prefeitura do evento, ao contrário, somos gratos e reconhecemos o importante papel que a Prefeitura como poder público desempenhou ao longo das edições onde foi a responsável pela organização e programação. Mas estava na hora do evento ser assumido pelos principais interessados, os livreiros. A Câmara Pelotense do Livro assume desde já, o papel de realizadora, seja por força de lei municipal (lei 5.501 de 11 de novembro de 2008) seja pela condição que se criou no momento que se optou pelo enorme desafio de realizar um evento como a Feira do Livro, nos seus mínimos detalhes.

Mas é preciso considerar os bastidores – o que envolve uma organização de um evento como a Feira do Livro. São 16 dias de atividades, programação que precisa ser montada, coordenada e organizada. Sessão de autógrafos dos autores, expositores da praça da alimentação, livreiros, expositores de insituições, shows artísticos, exposições diversas, mobilizações de escolas e públicos, e toda uma infra-estrutura de segurança, fornecedores e prestadores de serviços e tudo isso sob uma coordenação geral. Mas como tudo isso foi realizado com poucos recursos que não chegaram a 50% do valor total do projeto? Pois bem, foram cinco pessoas, pasmem!!! Mas a Feira aconteceu por que cinco pessoas estiveram envolvidas no processo de agendamento, organização, produção do evento da feira. É verdade que envolvemos uma agência de comunicação para produzir o site e material de comunicação, mas isso é uma prestação de serviço, o grosso que é agendar, organizar e coordenar, foi realizado por 5 pessoas, tudo isso sob uma enorme pressão de todos os lados, principalmente de fornecedores preocupados com o cumprimento dos pagamentos por material fornecido e serviços.

Houve também, a atitude covarde de um grupo de representantes de uma instituição importante que se retirou da comissão organizadora por não termos um patrocínio para os seus devidos interesses de contribuição com o evento, deixando-nos com uma enorme responsabilidade na formação da programação de shows e atividades de palestras, visto que eram os responsáveis por tal, mas superamos com garra e determinação sem jamais nos abalar ou desistir como foi feito por este grupo que estava sob o comando do Senhor João Alberto, Coordenador de Comunicação da Biblioteca Pública Pelotense. O mais lamentável, é que foram pressionar depois de desistir de ajudar e ir conosco até o fim, que o espaço em edições anteriores cedido à programação da Biblioteca, fosse por nós bancado e ocupado por eles, já que tinha programado um show com um artista importante vindo do Uruguai, claro, queriam que a programação que montamos num único dia, depois da desistência fosse totalmente desconsiderado para privilegiar o seu – negamos é claro. Primeiro por que tínhamos um enorme sentimento de gratidão aos artistas que foram se apresentar sem cachê no evento, segundo, por que este grupo é o mesmo que vive da estrutura da prefeitura para se manter e ao mesmo tempo vivem denunciando atos da Prefeitura nos bastidores, como diz o ditado: come e depois vira o cocho.

Assim, fomos caminhando a cada dia com apreensão e o temor de algum problema maior, além da chuva durante quase toda a semana, prejudicando a visitação de escolas e o público, mas superamos tudo, e por fim, conseguimos concluir uma etapa importante, pois como disse anteriormente, o maior feito desta edição, foi ser realizada com poucos recursos e de forma autônoma, o que nos dá a condição de avaliar os erros, parcerias furadas, o papel da cobertura da imprensa, e é claro, a necessidade de planejar e organizar o evento com maior tempo de antecedência. Por fim, os livreiros venderam bem, mais de 40 mil livros vendidos, artistas se apresentaram e agradaram o público, não houve incidentes maiores, como em outras edições, espaços bem alojados, um saldo positivo para um evento feito sem apoio do empresariado local e com poucos recursos do Município.

Agora é iniciar o projeto da segunda etapa que é formatar o conceito que temos da feira numa nova proposta que atenda a maioria das reivindicações de quem apóia verdadeiramente a Feira do Livro de Pelotas. Creio que é este o resultado que desejamos divulgar junto ao público.

Agradecer aos Vereadores Eduardo Macluf, Eduardo Leite, Milton Martins pelo envolvimento e apoio ao projeto, a Paulo Ferreira pelo patrocínio do Banco Bonsucesso, do deputado Nelson Harter, Adilson Troca e Fernando Marroni por buscar apoios, independentes de terem ou não conseguidos. Agradecer a Lucimara Ferreira, Simone Moreira, Teresa Cunha, Tatiana por terem ajudado a viabilizar o evento, agradecer o apoio aos patrocinadores Universidade Católica, Banco Bonsucesso, Corag, Secretaria de Turismo do Estado e da Prefeitura através do gabinete do Vice-Prefeito Fabricio Tavares que foi responsável pela articulação do apoio da Prefeitura junto ao evento. Agradecer ao pessoal dos blogs e especialmente este site e a imprensa que nos ajudou a divulgar e debater um pouco os problemas de um evento que é maior que todos.

Por Carlos Ferreira – Produtor Cultural
tabladosferreira@yahoo.com.br
(53) 91063139

Nota da Redação: Os artigos sempre são de responsabilidade do autor, por isso são assinados e não refletem, necessariamente, a linha ou pensamento do e-Cult, nem dos profissionais que nele trabalham. Os artigos são escritos justamente para abrir discussões sobre temas importantes.

Olhos Fechados no Sol em Pelotas

Foto: Cintia Bracht
Foto: Cintia Bracht

A Porto Alegre Companhia de Dança apresenta, nesta quarta-feira (18/11), o espetáculo Olhos Fechados no Sol, às 21h, no Teatro Sete de Abril. A montagem foi criada pelo coreógrafo escocês Mark Sieczkarek. Os ingressos custam R$ 10

Olhos Fechados no Sol
A coreografia inaugurou, em 29 de março de 2008, a Porto Alegre Cia. de Dança, grupo recém criado na capital riograndense. Ao som de Dona Edith, Cat Power, Grupo Olá Odum Orim, Gustav Malher, Arnaldo Antunes, Erik Satie e Caetano Veloso, Sieczkarek dá corpo à pesquisa feita na usina de reciclagem da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Movimento dos Direitos dos Moradores de Rua – ACMDMR, em Porto Alegre. Mark conta: “A experiência que tive junto aos trabalhadores  ajudou no processo de criação, a dignidade que estas pessoas conquistaram trabalhando com lixo, sua força de vontade e alegria de viver foram inspiradoras,”diz.

Em cena, contrastes e paradoxos para reverenciar – de forma não linear – pequenos gestos, que vão aos poucos modificando o olhar do público. Os dez bailarinos dançam as contradições dos indivíduos que vivem ao redor do lixo produzido pela população, sem que suas perspectivas de futuro sejam contaminadas por esse trabalho. Homens representando figuras femininas, o lixo sendo transformando em luxo, a felicidade aliada à tristeza, são algumas das imagens sugeridas para se subverter o conceito de arte e beleza.

e1ca694d856bca44c131c9ac1289d6caO Que: Olhos Fechados no Sol

Local: Teatro Sete de Abril

Ingresso: R$ 10,00

Período: 18/11/2009

Horário: 21 horas

Deco Rodrigues – Equipe e-Cult
Fonte: canalaberto.com.br

Pelotas na Temporada de Dança 2009 – RJ

O Espetáculo “Maria, Marias…” da Cia de Dança Afro Daniel Amaro estará em cartaz nos dias 18 e 19 de novembro de 2009 no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (Teatro Angel Vianna) na cidade do Rio de Janeiro.

daniel_amaro_banner_-_maria_mariasA montagem pretende revelar os muitos atributos contidos no universo feminino acumulados na palavra Maria, tendo a força, a fé, a vitalidade, as muitas vidas e muitas mulheres que esta única denominação carrega consigo.
É a partir da referência de Maria da Conceição Pereira Amaro, mãe de muitos filhos, 3 biológicos, 2 adotivos e espirituais pelo menos 70. A avó de 4 netos, madrinha de mais ou menos 30 afilhados, a figura mais lembrada e respeitada dentro da comunidade onde mora, é aquela que vive para amparar o próximo até mesmo quando isso requer sofrimento próprio. A Cia. de Dança Afro Daniel Amaro se baseia em três ganchos, para pesquisa desta mulher que são à religiosidade com referência na umbanda, na dona de casa e na infância quando essa trançava os cabelos das vizinhas, para traduzir em movimento o significado da palavra MARIA: “senhora soberana”, nome que indica serenidade, força vital e pessoa que tem vontade de viver, mulher de muita fé e que carrega consigo a força e peso deste nome.

Interpretes: Janaina Gutierres, Michael Duarte, Karina Azevedo e Fernanda Chagas.
Iluminação: Marcelo Leal.
Figurino: Ana Claudia Santos.
Contra regra: Elves Belis.
Imagens: Arquivo pessoal e Carlos Queiroz.
Trilha: Lambarena Bach to Africa, Yo-Yo Ma e Bobby Mc Ferrin.
Coreógrafos convidados: Carol Pinto e Márcia Loureiro.
Assistente de direção: Fabiana dos Santos.
Coreógrafo e Direção Artística: Daniel Amaro.

Deco Rodrigues – Equipe e-Cult
Fonte: ciadanielamaro.blogspot.com

O Almôndegas vai Ressuscitar

almondegas-1975Em meio ao processo de divulgação do novo disco, Autorretrato (primeiro só de inéditas dede 1989), Kleiton e Kledir articulam para 2010 a reunião do grupo em que começaram, e que tem assegurado lugar de destaque na história da música gaúcha, para comemorar os 35 anos do primeiro disco.

O projeto (inscrito na Lei Rouanet e na Petrobras) prevê shows em Porto Alegre e em outras cidades gaúchas, com a gravação de um CD ao vivo e um DVD. Além deles, estarão no palco os integrantes de todas as formações do Almôndegas – Gilnei Silveira, Pery Souza, Quico Castro Neves, Zé Flávio Oliveira, João Baptista e Fernando Pezão. “As ‘véias’ já estão em ponto de bala”, garante Kledir. O roteiro terá sucessos como Vento Negro, Sombra fresca e Rock no Quintal, Até não Mais, Canção da Meia-Noite, a Aragana e outras menos conhecidas. “gosto da idéia de fazermos duas ou três músicas novas” projeta Kleiton. O produtor já está escolhido: Paul Ralphes, o mesmo de Autorretrato. Kledir: “Agora queremos fazer um registro com toda a qualidade, pois os discos do Almôndegas foram gravados em condições técnicas precárias.

Fonte: Revista Aplauso, edição 102

Viglietti trouxe Benedetti à Pelotas

Foto de F. A. Vidal

O cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti apresentou-se ontem (14), por terceira vez em Pelotas, em memória de mais um aniversário da Biblioteca Pública, fundada em 14-11-1875, e em homenagem ao escritor Mario Benedetti, falecido em maio, aos 88 anos.

A apresentação de Viglietti, atualmente com 70 anos, foi a segunda parte da 5ª Mostra Brasil-Uruguai, a qual iniciou com artistas locais interpretando poesia e música. Foi a principal atividade que honrou Benedetti na 37ª Feira do Livro.

O espetáculo ia ser feito, inicialmente, no palco central da Praça Osório, mas, pela ruptura entre os organizadores da Mostra e os da Feira, as atividades ficaram num estranho paralelismo: no momento em que começava a Mostra, às 19:20, a Banda Musical do Gonzaga iniciava sua apresentação no palco da Feira. Não houve interferência sonora de um show sobre outro.

Sendo o visitante estrangeiro quase desconhecido para os pelotenses – ainda que não para os uruguaios residentes – me pareceu vê-lo no início do espetáculo, anônimo entre o público de pé que se apertava, próximo à escada de acesso ao Salão Nobre. Se não era ele, então havia dois senhores grisalhos, de camisa branca e boné preto.  Na plateia, escritores, poetas, músicos, jornalistas e apreciadores da cultura.

No minúsculo palco, Viglietti esteve só, mas sua concentração e comodidade transmitiram a certeza de estar na agradável companhia de seus amigos, suas lembranças e suas poesias musicais, que expressam sua alegria de viver, apesar de tudo, e a crença num mundo melhor que o já vivido até hoje.

Foto de F. A. Vidal
Fonte: pelotascultural.blogspot.com

Clube de Comentaristas de Espetáculos Teatrais de Pelotas

teatro1Está criado, a partir de hoje – 13 de novembro de 2009 -, o Clube de Comentaristas de Espetáculos Teatrais de Pelotas (CCETP), composto, no momento – a intenção é que o número não aumente muito – por quinze pessoas, todas envolvidas de alguma forma com teatro. A ideia de formar-se um grupo que se dispusesse a fazer comentários sobre as montagens teatrais apresentadas no município de Pelotas surgiu a partir de uma conversa, no início de 2009, entre mim e Adriano Moraes, diretor do Departamento de Música e Artes Cênicas do Instituto de Artes e Design da UFPel e meu professor do curso de Teatro Licenciatura da UFPel. Algum dia poderíamos criar um grupo para comentar as peças, cogitamos na ocasião. O momento chegou.
Percebemos a necessidade de se preencher uma lacuna que existe há muitos anos em Pelotas: a ausência quase absoluta de comentários a respeito dos espetáculo teatrais que são apresentados aqui, seja de montagens locais ou vindas de fora. Os comentários são essenciais para quem faz teatro. São um “retorno” a respeito do trabalho – as críticas, se bem construídas podem contribuir para melhorá-lo – e também são necessários, por exemplo, quando se quer inscrever uma montagem em mostras e festivais.

Como acadêmica de Teatro da UFPel ficou latente, por outro lado, a escassez de material sobre as apresentações. Eu e meus colegas da primeira turma do curso encontramos muita dificuldade em conseguir informações – salvo de alguns períodos específicos, em que foram publicados mais artigos sobre as peças – e conhecer o passado teatral de nossa cidade. Infelizmente, se não existe nenhum registro, é como se nunca tivesse acontecido. Este pensamento foi outro motivo que impulsionou a criação deste Clube: queremos que o momento de agora fique registrado nos meios de comunicação para que, daqui a dez, vinte, cinquenta ou cem anos, as futuras gerações conheçam a história que estamos fazendo agora: quem fazia teatro em Pelotas (pessoas, grupos), em que condições, as dificuldades encontradas, quais os recursos cênicos e as estéticas usadas, quais as influências, quem ia ao teatro e quem apoiava as produções, quais os espaços disponíveis, etc..
Que fique claro que o CCETP não é composto por críticos, mas apreciadores e fazedores de teatro, sejam professores, atores, diretores, dramaturgos ou qualquer outra função ligada ao teatro (confira a lista completa neste blog), que estão dispostos a comentar os trabalhos assistidos. A proposta é que se faça um rodízio entre os membros do Clube, a fim de tentar garantir que a maioria dos espetáculos que passem pela cidade sejam comentados – de modo experimental, ao menos no período de um ano.

A comunicação entre os membros será feita pelo e-mail do grupo alguns dias antes da data marcada para determinado espetáculo, para combinar quem ficará encarregado de escrever o artigo sobre ele. Podemos fazer mais de um artigo sobre o mesmo espetáculo – cujas opiniões não precisam estar de acordo, naturalmente, pelo contrário, diferentes pontos de vista só servirão para ampliar as possibilidades.

Os comentários devem ser redigidos e enviados aos jornais locais no mesmo dia ou no dia seguinte à apresentação, a fim de que a publicação do artigo não esteja muito distante da apresentação feita. Faremos comentários francos, apontando aspectos positivos e/ou negativos dos espetáculos, porém sem jamais faltar com respeito à peça ou a qualquer das pessoas envolvidas em sua montagem. Por exemplo, se a direção foi péssima ou se tal ator era muito ruim, a ponto de comprometer a qualidade do espetáculo, não devemos deixar de mencioná-lo, porém usando de bom senso, sem “atacar” a pessoa, mas comentando sua performance. O Clube partirá do princípio de que qualquer trabalho deve ser respeitado – o que, por outro lado, não significa que não poderá ser criticado duramente.
Está dada a largada. Longa vida ao teatro em nossa cidade!

Joice Lima – atriz, jornalista, escritora e
acadêmica de Teatro Licenciatura da UFPel.
Fonte: www.ccetp.blogspot.com