Conservatório de Música promove estreia do Duo Velloso-Duwe

Dentro da programação comemorativa aos 100 anos do Conservatório de Música da UFPel, o duo formado pelo pianista Menan Duwe e pelo saxofonista Rafael Velloso fará sua estreia nesta sexta-feira, dia 27.

O evento será às 19h, no Salão Milton de Lemos do Conservatório de Música (Rua Félix da Cunha, 651) e tem entrada franca.

Duo-VellosoProfessores do curso de Música da Universidade Federal de Pelotas, Duwe e Velloso formaram o duo no final de 2016 com o objetivo de pesquisar e explorar as possibilidades de obras camerísticas tendo em comum um repertório brasileiro para seus instrumentos. Para essa primeira apresentação, a dupla se dedica a obras escritas para saxofone e piano de Radamés Gnattali, interpretando as obras mais conhecidas e recriando parte do repertório do compositor com base na prática de música popular brasileira.

Natural de Porto Alegre, Radamés Gnattali foi um pianista, compositor e arranjador que produziu um repertório variado, baseado na improvisação. Foi parceiro de Tom Jobim e reconhecido tanto dentro da música erudita, como no choro.

A atividade desta quinta é uma promoção do Conservatório de Música da UFPel e tem apoio da Associação dos Amigos do Conservatório (ASSAMCON). A coordenação é do professor Rafael Velloso.

Sobre os músicos

Menan DuweMenan Duwe é pianista e professor de música, formado no curso de Bacharelado em Piano pela UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na subárea de Práticas Interpretativas, sob orientação da professora doutora Catarina Domenici.

rafaelRafael Velloso é bacharel em Música com habilitação em saxofone pela Universidade Estácio de Sá, licenciado em Música e Mestre em Musicologia / Etnomusicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em Musicologia / Etnomusicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entre 2011 e 2015 iniciou a sua pesquisa de doutorado sobre Radamés Gnattali no Departamento de Música da UFRGS trabalhando no grupo de investigação GEM dirigido pela doutora Elizabeth Lucas com o tema História e Agência da Música Brasileira.

Programa
1. Bate–Papo
2. Caminhos da Saudade
3. Monotonia
4. Valsa Triste
5. Devaneio
6. Brasiliana N. 7
7. Uma rosa para Pixinguinha/Rosa
8. Remexendo

Estreia do Duo Velloso-Duwe
Quando: 27 de abril, sexta-feira, às 19h
Onde: Conservatório de Música – Salão Milton de Lemos (Rua Félix da Cunha, 651)
Quanto: Entrada Franca
Evento: https://www.facebook.com/events/187612531858285/

Exposição Sobreviventes de Marcelo Schlee é atração em Pelotas

Até o próximo dia 27, quem visitar o Espaço de Arte Daniel Bellora poderá conferir a mostra ‘Sobreviventes’ do arquiteto e artista Marcelo Schlee. Morando em Florianópolis há 20 anos, esta é primeira exposição de Schlee em sua cidade natal.

Formado em Arquiteto e Urbanista em 1992, pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Marcelo Schlee trabalha atualmente com projetos residenciais e comerciais na capital catarinense. A arte visual, no entanto, faz parte de sua vida desde a infância, com profícua produção de desenhos, ilustrações e pinturas.

sobreviventesO conjunto Sobreviventes reúne 20 telas com técnicas variadas, como acrílico sobre papel e tela, além de laminado em madeira, em diferentes formatos e tamanhos. Schlee conta que a mostra é, essencialmente, sobre seres humanos. “São obras figurativas quase abstratas ou abstratas quase figurativas”, define ele.

Entre suas influências, Schlee cita nomes como Pablo Picasso, Francisco de Goya, Oswaldo Guayasamin e Diego Rivera. Lembra também de outros tipos de artes visuais como cinema e quadrinhos: “Moebius, Quino e Laerte, e os que trabalhavam para Disney como Renato Canini e Carl Barks”. Sobre seu tio Aldyr Schlee, Marcelo afirma ter sido alguém com quem aprendeu muito. “Ele sempre é referência pra mim”, destaca.

Ainda sobre a mostra Sobreviventes, o autor comenta que a atual turbulência pela qual o país se encontra também influencia o trabalho: “temos uma dose de crítica social, com doses de sarcasmo e deboche, num clima meio tenso. Mas nota-se também uma boa dose de bom humor e, apesar de tudo, otimismo”.

Exposição Sobreviventes | Marcelo Schlee
Onde: Espaço de Arte Daniel Bellora (Rua Três de Maio, 1005)
Visitas: de segunda a sexta, até dia 27/04, horário das 9h às 19h
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Massimiliano lança clipe em show no A Vapor Estúdio

Nesta quinta-feira (12), o espaço recebe, às 18h, o show do Massimiliano. Pela terceira vez no ano, o A Vapor Estúdio abre suas portas para o público conferir o trabalho autoral de um artista pelotense.

Massimiliano é um projeto do músico e compositor Alex Vaz. A apresentação será acompanhada pelo lançamento do clipe da faixa “Peso”, terceira do álbum Briza a ganhar um trabalho audiovisual.

Foto: Nathalia Grill
Foto: Nathalia Grill

Lançado em novembro de 2017, Briza é o terceiro álbum de Alex Vaz com seu projeto Massimiliano. O disco saiu pelo selo Escápula Records, conta com 11 faixas, que transitam entre rock, MPB, milonga, entre outros estilos. O trabalho está disponível nas principais plataformas de streaming (ouça aqui) e sua edição física pode ser adquirida em avapordiscos.com.br.

Para o show desta quinta, Vaz conta que além das faixas de seu último lançamento, apresentará canções do álbum anterior, “Desconstrução”, e, em primeira mão, algumas músicas inéditas. Diferente das duas edições anteriores, realizadas no pátio, este Ao Vivo A Vapor será dentro de um dos estúdios de gravação. Devido a limitação de espaço, os interessado devem reservar lugar, via mensagem pela página do A Vapor, pelo e-mail estudio@avapor.com.br, ou pelo Whatsapp (53) 99979.1156.

Clipe PESO
Desde 2015, Alex Vaz trabalha com o fotógrafo e cinegrafista Felipe Yurgel em uma série de vídeos para suas canções. Ano passado, os dois começaram a produzir os vídeos para as faixas contidas no Briza. O clipe de “Peso ” será o terceiro desta série (confira aqui O pampa não tem culpa e Volta pra casa https://www.youtube.com/watch?v=BhYAheW1ovI). A ideia é fazer um vídeo para cada uma das 11 canções do disco.

Massimiliano - Divulgação - Nathalia Gril
Massimiliano – Divulgação – Nathalia Gril

Segundo Vaz, a canção PESO nasceu de uma viagem/turnê que ele faz para o Uruguai em 2013. “O capital e sua contradição, é um lance que muito me fascina e me parece esteticamente maravilhoso que a moeda dos nossos países vizinhos tenha um nome tão emblemático e que sintetize tão bem a definição metafórica que o dinheiro tem em nossa sociedade”, declara ele sobre a temática da faixa.

Faixa 5 do álbum, a canção que ganhará o clipe conta com o soneto do cantautor uruguaio Chito De Mello, a quem Vaz define como “um anarquista de fronteira, irônico, folclórico e vanguardista”. O poema versa sobre a admiração de Chito por José Carbajal e o poder do cantor e seu canto.

Sobre a oportunidade de apresentar o trabalho autoral ao público, Alex comenta o quanto enxerga Pelotas na contramão do Brasil: “Em qualquer cidade de pequeno porte, temos casas culturais, teatros e coletivos que recebem e promovem shows de artistas independentes. Pelotas deve isso a sua população. Então, eu acho maravilhoso que o A Vapor tenha tomado essa iniciativa para recomeçar um movimento de consumo de música autoral na cidade”.

Ao Vivo A Vapor – Massimiliano: Peso
Quando: 12/03, quinta-feira, 18h
Onde: A Vapor Estúdio (Avenida Juscelino Kubitschek, 1368)
Quanto: R$ 20,00 (na hora, em dinheiro e cartões de débito e crédito)
Evento: https://www.facebook.com/events/1794238287305169

Com 1º álbum recém lançado, grupo Kiai marca presença em festivais da região

Os riograndinos do Kiai já são conhecidos no cenário da música instrumental do Estado por suas diversas participações em festivais e parcerias com outros músicos.

Em fevereiro, o grupo deu mais um importante passo em sua carreira ao lançar o primeiro disco de estúdio. O álbum “Além” saiu pelo selo pelotense Escápula Records e está disponível nas principais plataformas digitais.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Formado no ano 2014, o Kiai é composto atualmente pelos instrumentistas Marcelo Vaz (teclado/piano), Lucas Fê (bateria) e Dionísio Souza (baixo elétrico). O guitarrista Isaías Soares, que chegou a participar da gravação do disco, deixou a banda recentemente.

A gravação do disco ocorreu em Pelotas no A Vapor Estúdio (confira Making-of: https://goo.gl/PRGFhw). A masterização foi feita em Porto Alegre por Marcos Abreu. Com mais de 70 minutos de duração, o álbum que conta com 8 faixas instrumentais, foi destaque no site Miojo Indie, onde recebeu nota 9 em resenha que o descreve como “climático e intimista, feito para ser apreciado sem pressa”.

kiai capa
kiai capa

Pé na estrada
O som instrumental jazzístico e experimental do grupo já marcou presença em diversos eventos e festivais, como o Festival de Jazz de Pelotas, Festival Pira Rural, Festival Porto Alegrense de Bandas Instrumentais, entre outros. No último mês, o Kiai foi uma das atrações do Festival Psicodália, um dos maiores festivais nacionais de música independente e arte, em Rio Negrinho, Santa Catarina. Sobre este evento, Vaz afirma que foi “uma experiencia surreal, muita arte, muita troca e muitas bandas com um trabalho incrível”.

Neste fim de semana de Páscoa, o trio estará presente em mais uma edição do Festival Pira Rural. O evento ocorre anualmente no feriado de Páscoa, no Camping da Cascata, no município de Ibarama, no centro-serra do Estado. A apresentação do trio riograndino está marcada para às 19h20 de sábado, no Palco Ricas Aboboras.

Ouça Kiai em:
Spotify: http://bit.ly/kiaialemspotify
Deezer: http://bit.ly/kiaialemdeezer
YouTube: http://bit.ly/kiaialemyoutube

Ciclo ‘A Filosofia e o Cinema Brasileiro’ começa nesta quinta em Pelotas

A nona edição do Ciclo de Cinema promovido pelo Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) será dedicada ao Cinema Nacional.

A primeira sessão será nesta quinta-feira (22), às 19h, na Faculdade de Odontologia, com a exibição do longa “Limite” de Mário Peixoto.

Após já ter abordado Ficção Científica, Música, Psicologia e Educação em ciclos anteriores, o projeto, coordenado pelo professor – doutor em Filosofia – Luis Rubira, opta por dedicar-se à temas específicos de nosso país. Rubira aponta também “o desconhecimento que paira ainda hoje sobre o cinema brasileiro” como um dos motivadores desta edição. No ano passado, o cinema nacional teve recorde de lançamentos, com um total de 158 títulos. Em termos de arrecadação, no entanto, a fatia do Brasil foi de apenas 8,9% no total de bilheteria.

Limite - Divulgação
Limite – Divulgação

O Ciclo, que começa nesta semana, vai até dezembro, com 40 títulos nacionais em exibição. Seguindo uma ordem cronológica, a primeira sessão exibirá o filme “Limite” de 1931 e encerrará com o longa “Vazante”, que entrou em cartaz em novembro do ano passado. Entre eles, a mostra contará com alguns clássicos como: Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha; Cabra Marcado Para Morrer (1984) de Eduardo Coutinho; e Central do Brasil (1998) de Walter Salles.

Entre a definição do tema, pesquisa e leitura de bibliografia especializada, Rubira conta que o processo de seleção dos filmes e elaboração de cada ciclo demora uns 6 meses. Aberta ao público em geral, as sessões desta edição ocorrem na sala 54 da Faculdade de Odontologia. Após cada encontro, haverá debate entre os presentes, “buscando pensar o tema a partir da filosofia”, como frisa o professor.

Primeiras sessões
O filme escolhido para abrir o Ciclo, Limite, foi o único filme escrito e dirigido por Mário Peixoto. Em seu enredo, o longa mostra a resignação da condição humana, onde tripulantes de um pequeno barco à deriva param de remar e se conformam com a morte, relembrando (através de flashbacks) as situações de seu passado. Lançado em 1931, o longa foi ganhando reconhecimento com o passar do tempo, virando uma referência do cinema nacional. Em 2007, David Bowie escolheu “Limite” entre seus dez favoritos da América Latina para a mostra High Line Festival.

Na quinta-feira da próxima semana, dia 29, o longa exibido será O Cangaceiro (1955) de Lima Barreto. O filme é um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso internacionalmente, levou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes.

Na primeira semana de abril, o ciclo prossegue com Rio, 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos. Na sequência, serão exibidos: O Sobrado, dia 12; Bahia de Todos os Santos, dia 19; e O Pagador de Promessas, dia 26.

Ciclo A Filosofia e o Cinema Brasileiro
Quando: todas as quintas, às 19h
Onde: Faculdade de Odontologia, sala 54 (Rua Gonçalves Chaves, 457)
Entrada franca (retirar senha no dia da sessão)
Programação Completa: http://ccs2.ufpel.edu.br

Ciclo

A Musa mais viajada desse Brasil retorna à Pelotas para show

O ano de 2018 pode ter recém começado para alguns, para a Musa Híbrida, no entanto, já foi tempo suficiente para rodar boa parte desse Brasilzão, incluindo todas capitais do Sudeste e cinco cidades do Nordeste.

Depois de muita estrada, e com a cabeça já no novo álbum, a Musa fará show em Pelotas nesta sexta-feira (16), no projeto Ao Vivo A Vapor.

Arte: Henrique Rockenbach
Arte: Henrique Rockenbach

Esta será a segunda edição do projeto Ao Vivo A Vapor. A primeira foi no dia 31 de janeiro, com o cantor Juliano Guerra apresentando o show Tarja Preta. A produtora e sócia do estúdio, Ana Maia, conta que a proposta surgiu devido a um velho conhecido dos produtores da cidade: a falta de espaços adequados para apresentações musicais.

Rodando o Brasil
O primeiro show da Musa Híbrida em São Paulo foi em 2013. De lá pra cá, a agenda do trio tem ficado cada vez mais cheia, “a coisa vem crescendo com o tempo, muita cidade que a gente vai tocar pela terceira, quarta, quinta vez. O público vai crescendo muito show a show, nesse contato direto, pessoa a pessoa”, confirma a banda.

Foto: Felipe Yurgel
Foto: Felipe Yurgel

Neste meio tempo, a Musa firmou uma parceria com a PWR records – selo, produtora e agência destinada a fortalecer a produção musical feminina. Embora tenha sede em Recife, o selo acaba abrangendo artistas de várias partes do país. Nessa última turnê, o trio realizou apresentações na capital pernambucana em duas ocasiões, dia 20 de janeiro, no Festival Guaiamum Treloso Rural, e dia 9 de fevereiro, em festa promovida pela própria PWR. Nas palavras deles: “conhecer a coisa na prática foi só muito massa! Estar engajado com essa tchurma de Recife, que engloba gente do país todo, é muito massa, é se sentir no meio”.

Além da capital pernambucana, a banda ainda passou, entre janeiro e fevereiro, pelas cidades de Aracaju, Natal, Olinda, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Belo Horizonte, Lagoa da Prata e Curitiba. “Cada lugar tem sua particularidade, cada pessoa que a gente topa pelo caminho tem sua particularidade. Tocar com outras bandas, conhecer outros sons, trazer coisas pra cá e ser transportado pra outros lugares através do som, dessa mistura de gente, isso é muito massa”, completa a banda.

Ao Vivo A Vapor – Musa Híbrida
Quando: 16/03, sexta-feira, 18h
Ontem: A Vapor Estúdio (Avenida Juscelino Kubitschek, 1368)
Quanto: R$ 20,00 (na hora, em dinheiro e cartões de débito e crédito)
Evento: https://www.facebook.com/events/216637859079209/

Entrevista: Luciano Mello dá detalhes de sua colaboração em novo álbum da Elza Soares

Não é exagero nenhum afirmar que o novo disco da Elza Soares está entre os discos mais aguardados de 2018. O sucessor do premiado A Mulher do Fim do Mundo tem lançamento previsto para maio, pela gravadora Deckdisc, e foi batizado de Deus é Mulher.

lucianoO compositor e músico pelotense Luciano Mello está entre os colaboradores deste novo trabalho e contou ao e-Cult um pouco dessa experiência.

Embora já tivesse uma carreira consolidada, com dezenas de discos lançados, o álbum de 2015 representou um grande marco na carreira de Elza. A Mulher do Fim do Mundo foi o primeiro álbum de músicas inéditas da carreira da cantora. Ela fez questão de escolher músicas que enfatizam temas muito presentes na sua vida, como violência doméstica, negritude, vida urbana, entre outros.

Unanimidade entre os críticos, o disco de Elza foi eleito o melhor álbum de 2015 em diversas listas como da revista Rolling Stone e dos sites TMDQA e Na Mira do Groove. Em 2016 foi coroado com o Grammy Latino na categoria de melhor álbum de MPB.

O aguardado novo disco contará com as principais peças do time que trabalhou no anterior, incluindo a produção musical de Guilherme Kastrup e a direção artística de Romulo Fróes. No último dia 24, o jornal O Globo apresentou a letra de uma das músicas que estará presente no novo disco (veja aqui). E eis aí uma surpresa para nós pelotenses e quem acompanha o trabalho do Luciano Mello. A faixa Dentro de Cada Um, parceria dele com Pedro Loureiro, está entre as 11 escolhidas para o disco. A seguir, Luciano detalha o processo de sua participação neste trabalho.

– Desde quando tu conheces o Pedro Loureiro e como que é o processo de criação de vocês?

Eu e o Pedro nos conhecemos desde 2016. O Pedro teve uma carreira artística como cantor e, além de ser um talentosíssimo produtor executivo, é um excelente compositor, ainda que, muito tímido pro meu gosto, pois é difícil fazer com que ele mostre algo.
Dentro de Cada Um foi encomendada pela Elza. Ela pediu ao Pedro uma música com um tema muito específico, ela queria falar do empoderamento feminino, mas ela queria mais: ela entende o empoderamento feminino como uma revolução pessoal. Ela entende que cada um tem necessariamente uma mulher dentro de si e que qualquer repressão contra mulheres, gays, trans e oprimidos em geral só se extinguirá quando cada um deixar fluir a mulher que tem dentro de si. Falando assim, certamente uma grande cota de machistas imbecis (vale para homens e mulheres, sem distinção, machista tem em todo o canto) vão imaginar que estou falando que eles devem se tornar gays ou colocarem alguns desejos secretos em prática, mas a questão é mais profunda. Deixar a mulher que existe dentro de cada um fluir é, pra Elza, pra mim e pro Pedro também, uma forma absolutamente revolucionária de mudar as coisas que estão à volta. A maioria esmagadora da população mundial teve uma mãe ou uma presença feminina forte na sua criação e, a bem da verdade, há muito pouca diferença entre os sexos. Ao contrário do que se prega por aí, o que não é natural é ser tão macho ou tão fêmea. Isso vale pra os que gostam do papo do que é da natureza ou não.

Compor é uma tarefa íntima, não há exatidão no processo, o rigor e a exatidão estão no resultado. Mas o fato é que eu e o Pedro fizemos a letra por telefone. Conversávamos e eu anotava. Muitas coisas que ele dizia já saiam com métrica e, sem que ele percebesse, eu já estava anotando. Depois de uma hora de conversa eu disse para ele que a letra estava pronta e li, daí eu e ele fomos trocando palavras, adequando à uma métrica geral, procurando, por vezes, algumas rimas. Depois fui pro piano e na mesma madrugada eu tinha uma demo pronta e mandei pro Pedro.

– Como foi o processo de escolha da Elza?

Aí entra a parte difícil. O Pedro é estrategista de carreira da Elza Soares, por uma questão ética ele não poderia colocar uma composição própria na seleção. Eu entrava de carona nessa questão de não poder participar como compositor, por ser muito amigo dele. Mas a gente imaginava que havia uma probabilidade muito grande da Elza querer a canção. Ela ainda não tinha ouvido, mas tínhamos escrito o que ela havia pedido. O jeito foi participar da triagem, como todos os demais participaram. Pelo que sei, mais de 3.000 músicas, foi mais ou menos como quando ganhei o Itaú Cultural em 2001. O Pedro, como bom estrategista que é, teve uma ideia duchampiana: inscreveu a música como se fosse de um compositor chamado Lírio Rosa e torceu pra que ninguém conhecesse a minha voz. O Guilherme Kastrup, produtor musical da Elza, fez a triagem inicial, reduzindo as mais de 3.000 canções iniciais para 30. A partir de então, o Kastrup constituiu um núcleo de cinco jurados: Ele (Guikherme Kastrup), a Elza Soares, o Rômulo Fróes, o Juliano Almeida e, pra piorar de vez nossa situação, o próprio Pedro Loureiro. Havia chegado o grande dia, porém, nossa música não estava entre as 30 finalistas. Mas, o milagre aconteceu: a Elza após ouvir as 30 disse que ficaria apenas com 9 e que faltavam pelo menos duas. Partiram então para mais uma rodada de 30 músicas. Pelo que sei, Dentro de Cada Um, que até então se chamava “A mulher de dentro de cada um”, foi a terceira a ser reproduzida nessa segunda rodada. No meio da música a Elza decretou: “Eu quero essa música!” O Pedro se retirou discretamente, pediu que votassem sem ele, me ligou e contou o que tava acontecendo. Tremi na base! Era a Elza, intérprete absolutamente formativa na minha cultura musical, uma das minhas cantoras prediletas desde que eu me entendo por gente. Quando o Pedro voltou à sala a confusão tava armada, a Elza queria a música a todo custo, porém, ninguém sabia quem era Lírio Rosa, não havia endereço, não havia nada, alguns telefonemas já haviam sido dados e nada. Então o Pedro anuncia: Gente, eu conheço o Lírio Rosa, sou eu! Eu e o Luciano Mello. Explicações dadas, logo em seguida o Pedro me ligou perguntando se eu me incomodava de trocarmos o nome para “Dentro de cada um”, era um pedido da Elza. Só então, o Pedro contou pra ela que era a canção que ela tinha encomendado, porém, que tínhamos optado pela seleção. Pouco tempo depois, dois meses ou menos, eu recebi a foto da Elza gravando com a letra na estante de partituras.

Nota: o álbum incluirá ainda músicas de Tulipa Ruiz, Romulo Fróes e Alice Coutinho, Douglas Germano, Pedro Luís, Mariá Portugal, Caio Pedro.

– Tu costumas trabalhar com parcerias em tuas composições?

Meu processo de composição é, na maioria das vezes, solitário. Tenho, inclusive dificuldades de compor em parceria. Até mesmo minhas parcerias anteriores foram feitas de forma solitária, não existe pra mim essa coisa de “Vamos fazer uma música!” e a música acontecer. Com o Pedro, no entanto, é diferente, existe uma fluência muito intensa. Já compusemos mais outras duas músicas, também a pedidos. Encontramos uma maneira de compor por encomenda e isso é ótimo, é uma parceria que, como disse, flui. Essa fluência vem desde a vez em que trabalhamos juntos na estratégia da carreira de um artista que produzi e que iríamos lançar juntos. Também montamos uma equipe coordenada por mim, pelo Pedro, pelo Patrick Tedesco e pelo Bira Massaut com a Projetar do Rio de Janeiro e a CKCO de Pelotas para trabalhamos na pesquisa das gravações da Elza Soares, fizemos o levantamento desde sua primeira gravação e isso sempre gerava muitas e longas conversas com o Pedro.

E criações entre amigos que são compositores acontecem, na maioria das vezes, naturalmente. Já houve caso em que o Vitor Ramil encontrou uma letra que eu tinha acabado de fazer em cima do meu piano e começou a musicar imediatamente. A música No Floor foi pro meu CD Universo Barato, com eu cantando e o Vitor tocando piano e percussão no piano. Teve um outro caso em que o Vitor botou letra numa música instrumental minha, Fórmica Blue (Valsa tola), gravada pela Adriana Maciel. O Arthur de Faria já me mandou músicas pra eu colocar a letra, nunca devolvi, porém, já mandei letras pra ele musicar, em geral ele devolve, fizemos uma música chamada O Olho de Deus, que vai estar no seu novo álbum. Compus algumas músicas com o Fabio Medina, pra mim um dos melhores cantores, excelente arranjador e produtor, um dos artistas mais completos e geniais das safras mais novas no Brasil. Com ele, fiz por encomenda, Sick Of Love. Ele me entregou a letra e disse: me tira da minha zona de conforto, e eu tirei. Depois, ele pediu que eu solucionasse um refrão de uma música que ele tinha composto, reescrevi a melodia do refrão, totalmente baseado na ideia dele que, generosamente, me atribuiu a parceria em Until We Get There, do álbum Keep It Down. Não há critérios para as parcerias se estabelecerem. Essas coisas vão acontecendo, às vezes, muito naturalmente, outras, por encomenda.

– Qual tua relação com a música e obra da Elza Soares?

É uma ligação ancestral. Meu avô era fã da Elza Soares, minha mãe também. Sempre ouvia falar, mas ouvir com atenção mesmo foi quando o Caetano chamou ela pra gravar a música Língua. Eu pirei com aquela voz. Eu sabia quem ela era, adorava a figura, mas ela me destruiu no dia que eu a vi cantando, em 1986, a música Tiro de Misericórdia do João Bosco e do Aldir Blank no programa Chico & Caetano. Nunca mais parei de ouvir. Quando saiu A Mulher do Fim do Mundo, eu entendi claramente que a história estava se encarregando de colocar a Elza Soares no seu devido e justíssimo lugar. O Lugar reconhecido de uma das maiores e mais contemporâneas cantoras do Brasil. Fico imaginando como vai ser agora nesse álbum Deus é Mulher, em que ela tem por parte da mídia e do público o devido reconhecimento. A Elza não é apenas uma cantora, é uma força revolucionária.

– O Histórias em Torno da Queda foi teu último álbum, correto? Atualmente, tens trabalhando em um novo disco ou quais são os projetos para o futuro?

Depois da quedaO Histórias em Torno da Queda é meu terceiro álbum solo. Esse negócio de último é pra artista que já morreu e todas as suas obras póstumas já foram lançadas (risos). Brincadeiras à parte, meu primeiro CD lançado foi como compositor, produtor e arranjador de um projeto chamado “ZURBe”, ao lado de Miguel Feldens, isso foi lá por 1996, saiu CD, vendeu e foi considerada por alguma revista importante do momento como o primeiro lançamento de industrial music no Brasil, na época o Miranda se interessou, mas a ZURBe não era nem o que eu queria fazer, nem o que o Miguel queria, não colocamos o álbum nem nas plataformas de streaming, mas admito que era uma produção bastante sofisticada pra época. Depois veio, ou melhor, não veio o Canções com restos de acordes que seria o meu primeiro álbum e sairia em 1997, porém se perdeu entre negociações com gravadoras e a quebradeira geral que a pirataria já estava começando a causar, mas a gente nem percebia. Só lancei outro álbum, dessa vez exatamente como eu queria, em 2007, Universo Barato, com participações do Vitor Ramil, Nelson Coelho de Castro, Nico Nicolaiewsky, Pezão (do Papas da Língua), mais uma galera alto nível, graças ao Fumproarte-Porto Alegre, que naquela época existia em Porto Alegre, essas coisas maravilhosas que tinham antes das pessoas saírem pras janelas dos seus apartamentos de luxo batendo panelas e fazerem cultos a patos amarelos em frente à FIESP. Entre o Universo Barato e o Histórias em torno da queda, fiz muitas trilhas para teatro, como o Senhor Kolpert e No que você está pensando, ambas dirigidas por Tainah Dadda, a mesma diretora cênica do meu atual show, Depois da queda, e lancei um EP chamado TrêsCaetanos com leituras minhas para três canções do Caetano Veloso. Agora, ainda no primeiro semestre, pretendo lançar o álbum Depois da Queda, que vai ser meu primeiro álbum ao vivo. O Depois da Queda é um show que eu adoro, com vídeos montados pelo artista multimídia Patrick Tedesco, que são manipulados e editados durante as canções. É uma série de aparatos eletrônicos novos e antigos, tudo no palco e eu no meio desses brinquedos. É um show político. Já que uma parcela grande da população quer andar pra trás, é nossa obrigação como artistas, voltar à canção de protesto e tentar empurrar pra frente. É por aí.

Obs: o CD Depois da Queda foi recentemente aprovado no edital do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Procultura).
Acompanhe Luciano Mello em: https://www.facebook.com/lucianomellomusic

Fim de semana de celebração ao rock gaúcho em Pelotas

O Diabluras Gastronômicas recebe, neste fim de semana, duas festas que celebram artistas consagrados do rock gaúcho.

Por: Cassio Lilge

Nesta sexta-feira (26), dia que o lendário músico Flávio Basso faria 50 anos, um tributo será prestado as várias fases e facetas do artista falecido em 2015. No sábado (27), será a vez da banda Garotos da Rua apresentar, em Pelotas, sua versão reformulada com clássicos e músicas inéditas.

Massimiliano - Foto: Felipe Yurgel
Massimiliano – Foto: Felipe Yurgel

Apple Day – um tributo a Flávio Basso
Figura central na história do rock gaúcho, Flávio Basso foi um dos fundadores das lendárias bandas TNT e Cascavelletes nos anos 80. Na década seguinte, adotando o nome artístico de Júpiter Maçã, ele ampliou ainda mais seu reconhecimento nacional ao lançar seu primeiro disco solo. Considerado um clássico do rock psicodélico nacional, o disco “A Sétima Efervescência” foi eleito, em 2007, como o melhor álbum do rock gaúcho de todos os tempos pela revista Aplauso.

O músico Alex Vaz, responsável pelo tributo em Pelotas, considera Basso o “fundador e maior representante do rock feito no sul do Brasil”. Com a banda que o acompanha no projeto Massimiliano (Bruno Chaves – guitarra, synth e voz, Dani Orttiz – bateria, e Victor Monteiro – baixo e voz), Vaz promete tocar canções de todas as fases da carreira de Flávio. Clássicas como “Eu e minha ex”, “Síndrome de Pânico”, “As tortas e as Cucas” e “Lugar do Caralho” devem embalar a noite.

Garotos da Rua - Foto: Paula Navarro
Garotos da Rua – Foto: Paula Navarro

Garotos da Rua reformulado
Fundada no começo dos anos 80, em Porto Alegre, a banda Garotos da Rua se tornou uma das bandas do rock gaúcho mais bem sucedida nacionalmente naquela década. Seu primeiro álbum oficial, lançado pela gravadora RCA em 1986, trazia sucessos como “Tô de Saco Cheio”, “Você é Tudo que Eu Quero” e “Gurizada Medonha”. Após se apresentar no programa do Chacrinha, ter música inclusa em trilha de novela, a banda passou as duas próximas décadas entre indas e vindas, com diferentes formações. O vocalista Bebeco Garcia, que seguiu uma exitosa carreira solo, faleceu em 2010.

Em 2016, o baterista fundador dos Garotos da Rua, Edinho Galhardi, decidiu reativar a banda. Para isso, reuniu músicos que já haviam trabalhado com ele e com Bebeco Garcia. Recentemente, a banda ainda acrescentou como reforço o guitarrista pelotense Eric Peixoto.

O show que o reformulado Garotos da Rua apresenta atualmente traz um repertório de clássicos da banda, clássicos da carreira solo do Bebeco Garcia, músicas da nova formação e algumas “pérolas não lançadas”. Eric conta que Edinho tinha algumas músicas que a banda compôs nos anos 80 e ficaram guardadas em fitas e cadernos, sem nunca serem lançadas. “A banda presta homenagem ao Bebeco e até toca clássicos dos garotos baseando se nas releituras que ele fazia”, enfatiza Peixoto. Antes de chagar em Pelotas, o Garotos da Rua ainda se apresenta em Rio Grande, nesta sexta, na 45 ª Feira do Livro da FURG.

Apple Day – um tributo a Flávio Basso
Quando? Sexta, 26 de janeiro
Onde? Diabluras Gastronômicas (Félix da Cunha nº 954)
Antecipados na Studio Cds e Diabluras
Evento: https://www.facebook.com/events/1495160863924234/

Show Garotos da Rua
Quando? Sábado, 27 de janeiro
Onde? Diabluras Gastronômicas (Félix da Cunha nº 954)
Evento: https://www.facebook.com/events/1495160863924234/

Suburban Stereotype faz show de lançamento de disco no Estúdio Bokada em Pelotas

A noite deste sábado (16) promete ser de muito barulho no estúdio Bokada, na rua Alberto Pasqualini, 840, em Pelotas.

O evento “In Bokada We Trust” abre as portas para quatro bandas da cidade, com direito ao primeiro show da Suburban Stereotype em Pelotas, após o lançamento do seu primeiro disco, e a banda Cuzco prestando um tributo a Descendents. Além do espaço para as bandas locais, a festa, que começa às 19h, terá caráter beneficente. A entrada será um brinquedo que será destinado a Casa da Criança São Francisco de Paula, para fazer a diferença no Natal de uma criança da Instituição.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

A banda Suburban Stereotype lançou no fim do mês de outubro o seu primeiro disco cheio. Intitulado Leitmotiv, o álbum foi gravado no estúdio A Vapor e conta com 14 faixas (ouça aqui: https://goo.gl/6ji3BA) Após o lançamento, a banda se apresentou em Porto Alegre, Torres, Esteio e Criciúma/SC. Agora será a vez do primeiro show ‘em casa’ apresentando o repertório do novo trabalho.

Além da Suburban, outras três bandas farão parte da festa. Fazendo aquele que provavelmente será seu último show, a bada Cuzco terá seu reportório todo dedicado a covers da banda californiana Descendents. Curiosamente, a primeira e única vinda da banda do lendário vocalista Milo Aukerman ao Brasil completou um ano há exatamente duas semanas. Na ocasião, os quatro integrantes da Cuzco estiveram representando Pelotas no Tropical Butantã, em São Paulo.

A noite contará ainda com a apresentação da Aborto Podre, que fará o primeiro show com sua nova formação. Há mais de 15 anos na função, atualmente a banda conta com uma escalação que põe medo só pelos nomes: Caveira (voz), Rubira (guitarra), Carniceiro (baixo) e Daniel (bateria). Quem dará início aos trabalhos da noite será a banda Sinais de Fumaça “misturando rock n’ roll e reggae/dub com a vivência no país de Didico e Adriano Gabiru” (segundo eles próprios descrevem seu som).

In Bokada We Trust – Shows com as bandas Suburban Stereotype, Aborto Podre, Cuzco e Sinais de Fumaça
Quando? sábado, 16 de dezembro
Hora? 19h
Onde? Estúdio Bokada (Rua Alberto Pasqualini, 840 esq. Thomas Antônio Gonzaga)
Evento: https://www.facebook.com/events/136597810375265/
bokada

Bandas Water Rats e Deb and the Mentals tocam em Pelotas

Dois nomes emergentes do underground brasileiro se apresentam pela primeira vez em Pelotas nesta quinta-feira (14). A noite de rock garageiro no Diabluras Gastronômicas contará ainda com os caxienses da Jessica Worms e d’Os Bombarderos Suicidas.

Por: Cassio Lilge

Water Rat / Deb and The Mentals
Water Rat / Deb and The Mentals

Formada em 2012 em Curitiba, a Water Rats conta com Alexandre Capilé (Voz e Guitarra), Pedro Grips (Voz e Guitarra), Bi Coveiro (Baixo) e Rene Bernuncia (Bateria). Com apenas 5 anos de atividades, a banda já acumula turnês por países da Europa e Estados Unidos, além de dois discos e dois Eps lançados. “YEAR 3000”, o mais recente lançamento do grupo, aparece na lista dos melhores discos nacionais de 2017 no site TMDQA! (ouça aqui: https://goo.gl/1xm3Rx).

Com alguns anos a menos de estrada, a Deb and The Mentals lançou seu EP de estreia, o “Feel the Mantra”, em 2015. Em março deste ano, ganhando destaque no site da revista Rolling Stone, saiu o primeiro álbum cheio, intitulado “Mess” (ouça aqui: https://goo.gl/WP2ao5). Ambos trabalhos foram gravados no estúdio Costella, em São Paulo, com produção de Alexandre Capilé (o já citado vocalista e guitarrista do Water Rats, que ficou conhecido nacionalmente ao liderar a instituição do hardcore nacional chamada Sugar Kane). Liderada pela vocalista Deborah Babilônia, a Deb and The Mentals conta ainda com Guilherme Hypolito na guitarra, o Giuliano Di Martino na bateria e o baixista Stanislaw Tchaick.

A sonoridade das duas bandas carrega influências em comum do rock de garagem, do punk e do grunge. Enquanto Deb and The Mentals nos faz lembrar de bandas como Sleater-Kinney e L7, o Water Rats aponta nomes como Bad Religion, Black Flag e Bad Brains como suas principais referências. O rock rápido e cru também faz parte do DNA do duo Jessica Worms e do trio Os Bombarderos Suicidas, as bandas da Serra gaúcha que farão a abertura dos trabalho nesta noite de muito Rock and Roll.

Shows com as bandas Water Rats, Deb and the Mentals, Jessica Worms e Os Bombarderos Suicidas.
Quando? quinta, 14 de dezembro
Hora? 21h
Onde? Diabluras Gastronômicas (Félix da Cunha nº 954)
Quanto: R$ 10, somente na hora.
Evento: https://www.facebook.com/events/1525576167531607/