Lagoa dos Patos, a bolsa feita de rede – por Renata Gastal

A bolsa Lagoa dos Patos faz parte da coleção da Associação de Artesãos Redeiras do Extremo Sul.

As artesãs redeiras, moradoras da Colônia Z3, narram o reconhecimento recebido desde que expuseram na Paralela Gift em 2010 em São Paulo. Hoje, dirigido por nove mulheres, elas tem autonomia e garantem a sustentabilidade do negócio. Uma atividade que até então era exclusiva das mulheres, agora conta com o envolvimento maior da comunidade.

Redeiras - Foto: Lucas Cuervo
Redeiras – Foto: Lucas Cuervo

A coleção adota o conceito de upcycling. As bolsas confeccionadas manualmente têm como material principal as redes descartadas pelos pescadores de Pelotas, Rio Grande e São José do Norte. As redes relatam a cultura piscatória da região. A matéria prima marcada pelo desgaste do gesto do pescador é reconstruída pelo gesto da artesã através da costura, dando novo significado às redes rejeitadas na margem da Lagoa dos Patos.

O artesanato existia na Colônia Z3 desde 2008, mas foi através de uma ação de design que foi possível remodelar a preparação da matéria prima, o processo de confecção e o desenvolvimento de uma coleção própria. Fabricadas com lona, algodão e outros acessórios, as bolsas absorvem cores variadas. Os corantes impregnados nos fios fazem referência à vegetação local. O peso do material ainda é limitador na exportação do produto final para outros continentes.

O tempo de trabalho moroso é característico das peças. Cada bolsa leva no mínimo um dia a ser confeccionada. O primeiro momento da lida é destinado à obtenção da matéria prima, a rede. Começa pela coleta do material próximo aos barcos, a lavagem para a retirada dos resíduos orgânicos, e o recorte da rede para o preparo do fio. O segundo momento é dedicado à produção da bolsa, da tecelagem ao tingimento, e por último à confecção da peça.

A bolsa Lagoa dos Patos é produzida há oito anos pelas redeiras, com um padrão de produção implementado pelo design e mantido pelos membros do grupo, garantindo a qualidade do produto e estimulando a percepção e a sensibilidade das redeiras.

A demanda dos clientes de outras regiões é alta. Além do mercado nacional — São Paulo, Rio de Janeiro, Belém do Pará e Porto de Galinhas —, os produtos das redeiras de Pelotas têm encontrado espaço no mercado internacional, sendo comercializados nos países Espanha, França e Alemanha.

Arrive – Revista aborda a cultura Drag Queen em Pelotas e região sul

Revista criada por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas – UFPel – apresenta temas como: cultura drag queen, feminismo do século 21, moda e muito mais.

revistaO mundo está perdido!? Que nada! Licença poética aos mais conservadores, mas, o mundo foi é descoberto e o melhor? Sem rótulos ou siglas que contemplem a diversidade. Estamos imersos no viver com as diferenças, aliás, se tem uma palavra que nós, editores da revista digital Arrive e de iFox usamos e até nos atrevemos a dizer que é a palavra do século 21, é, a diversidade.

Sabemos que apesar de haver muita diversidade, ainda há resistência, porém, acreditamos que um dia, graças a tantos movimentos como o Think Olga, casas culturais e pessoas magníficas, a intolerância, dará lugar ao respeito e é claro, ao amor. Pensando em responder uma série de dúvidas e tabus criados lá atrás pelas gerações anteriores e, posteriormente, desmistifica-los, trazemos uma revista repleta de multiculturalidade.

Na capa, a Cultura Drag Queen como forma de libertação, esclarecendo através da história de vida de drag queens de Pelotas e Herval, dúvidas sobre o que é ser drag no século 21. E a fotografia desse editorial maravilhoso e de toda a revista, é assinado pela fotógrafa e aspirante a jornalista, Débora Letícia.

Confira a matéria completa via ifox365.blogspot.com.br.

Posto São José investe em ações que incentivam uma melhor qualidade de vida

O Posto São José, filial da Félix da Cunha, iniciou 2018 passando a ser o primeiro Posto de Gasolina do Rio Grande do Sul a abrir mão da venda de cigarros.

psj ecultNa quinta-feira, 21 de dezembro de 2017, a filial da Félix da Cunha do PSJ recebeu a visita da prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, junto com representantes da Câmara Pelotense de Pelotas e da Universidade Católica de Pelotas – UCPel. Paula cumprimentou o proprietário Marcelo Riemke pela adesão à proposta.

Iniciado 2018 o estabelecimento adere definitivamente à campanha Fumo Zero – um dos ramos do Programa UCPel Mais Saudável, desenvolvido pela Universidade Católica de Pelotas e coordenado pelo médico homeopata e professor Roni Quevedo. O vereador Daniel Trzeciak esteve presente e é um dos apoiadores da campanha Fumo Zero.

“O Brasil precisa de bons exemplos. Renunciar a receita em prol da saúde é um exemplo positivo que privilegia a qualidade de vida”, afirmou a prefeita Paula.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

FumoZero – Relembre
No dia 29 de agosto de 2017, o PSJ aderiu ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, abrindo sua loja de conveniências sem nenhuma carteira de cigarros em seus expositores, consecutivamente, não efetuando vendas de fumo durante todo o dia. A ação foi uma parceria com a Universidade Católica, através do Programa Ucpel Mais Saudável, incentivando o Dia Nacional de Combate do Fumo.

Cardápio Mais Saudável
O posto conta com padaria própria, diversos produtos de qualidade, espaço lounge e recentemente vem investindo em opções gastronômicas que proporcionem praticidade e alimentos saudáveis para seus clientes. Entre os pratos que já estão sendo oferecidos, estão: sanduíche natural, ovos mexidos, tapioca, crepioca, suco natural de laranja, açaí na tigela, tortas e empanadas integrais e veganas.

vc + bike
Reinaugurado a pouco mais de um ano após uma reforma completa, o PSJ da Félix da Cunha oferece um sistema de calibração para os ciclistas da cidade e um serviço de empréstimo de bicicletas, que devido ao sucesso, deverá ser ampliado em breve.

Zero Views – Visibilidade as pessoas com situação de rua em Pelotas e Porto Alegre

E se pudéssemos impulsionar o que ninguém vê pela cidade? Foi essa pergunta que deu a origem ao Projeto Zero Views.

22136895_135986147037352_2483448939866373314_oCom o objetivo de proporcionar ferramentas para que mais pessoas vejam aqueles que quase nunca são vistos, tornando público os seus pedidos e as suas necessidades. Assim nasceu o projeto Zero Views.

“Eles tem algo a dizer e nós temos que ouvir para tentar entender.”

Além de ouvir as pessoas que estão em situação de rua, inicialmente em Pelotas e Porto Alegre no RS, o projeto também pretende mapear aqueles que prestam apoio. Atuando como ferramenta para essas organizações que trabalham ajudando e precisam de doações.

Zero Views é uma parceria entre o Share e a Carma e a ideia é mostrar um pouco além das bolhas em que vivemos, dando voz para pessoas em situação de rua.

Quem quiser pode entrar em contato através da fanpage para dúvidas, sugestões ou mandar algum depoimento. Nós vamos disponibilizar as artes para quem quiser replicar a ação em outro lugares.

Curta: projetozeroviews

20 pontos culturais para aproveitar Pelotas

Conhecida como a terra do doce, Pelotas é uma cidade que oferece uma intensa variedade de eventos culturais e pontos de cultura, arte e diversidade.

Iniciando uma série de matérias com dicas especiais, convidamos aos leitores do ecult para que tenham um olhar turístico sobre nossa cidade, aproveitando todos os espaços, sabores e experiencias que Pelotas oferece diariamente. Aproveite para curtir nossa página no facebook e fique por dentro de diversos eventos culturais, muitos com entrada franca.

Começamos nosso tour destacando 20 pontos culturais de Pelotas:

19693860_1045918878872820_8098094656016343375_oBibliotheca Pública Pelotense
Endereço: Praça Coronel Pedro Osório, 103
Funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 18h
Destaques: Local de apresentações de música, dança, teatro, lançamento de livros, debates culturais, saraus, entre outros, normalmente pós expediente e finais de semana.
Facebook: www.fb.com/BibliothecaPublicaPelotense
Telefone: (53) 3222-3856
Saiba mais: Fundada em 1875, a Bibliotheca Pública Pelotense é uma instituição com trajetória que passa por três séculos diferentes, sempre como uma sociedade civil sem qualquer vínculo com o poder municipal, estadual ou federal. Uma instituição que tem sido, ao longo de seus 141 anos, o principal centro de referência cultural da região sudeste do RS. Uma Casa que acumula um acervo de cerca de 200 mil livros e 60 mil jornais e periódicos – fontes fundamentais para reconstituição da memória histórica do Brasil meridional. Uma Casa que prestou e presta, de forma universal e gratuita, serviços que atendem especialmente aos que por eles não poderiam pagar.

lasvulvasCasa Cultural Las Vulvas
Endereço: Rua Padre Anchieta, 949
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades e horários de funcionamento.
Destaques: Local de apresentações de música, dança, teatro, lançamento de livros, debates culturais, saraus, oficinas, entre outros.
Facebook: www.fb.com/LasVulvas
Telefone: (53) 3025-2654
Saiba mais: Uma iniciativa independente, sem fins lucrativos, gerida por um casal de mulheres. Com o objetivo de servir como um espaço para a circulação e desenvolvimento da arte independente, como lugar cultural especial para o protagonismo de mulheres, assim como ponte para a realização de atividades itinerantes para o público infantojuvenil.
Para fins de sustentabilidade da Casa Cultural Las Vulvas e de suas ações, a casa também é utilizada como espaço coworking e hospedagem.

piqueniquePiquenique Cultural
Endereço: Praças e Parques da cidade de forma itinerante.
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades, dias e horários de funcionamento.
Destaques:
Movimento multiartístico que acontece em praças e parques de Pelotas desde 2010.
Facebook: www.fb.com/PiqueniqueCultural
Telefone: (53) 998127-6360
Saiba mais: Além dos artistas convidados a compor a programação do Piquenique Cultural, já é tradicional a participação de artistas independentes, artesãos, culinaristas, estudantes, agentes culturais e sociais interessados em potencializar seu espaço de atuação através da divulgação, comercialização e/ou distribuição de sua produção.

sofaSofá na Rua
Endereço: Porto de Pelotas
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades, dias e horários de funcionamento.
Destaques: Ocupação em parceria com diversos coletivos e pessoas que se apropriam da região do Porto de Pelotas com música, teatro, cinema, economia colaborativa, debates, oficinas e qualquer intervenção cultural ou artística espontânea.
Facebook: www.fb.com/sofanarua
Telefone: (53) 98160-1910
Saiba mais: O Sofá na Rua é uma ocupação realizada pela Casa Fora do Eixo Pelotas em parceria com diversos coletivos e pessoas. As atrações que se apresentam no palco do Sofá são selecionadas por meio de curadoria realizada pelo coletivo Fora do Eixo.

ânimaÂnima
Endereço: Rua Gonçalves Chaves, 2862
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades e horários de funcionamento.
Destaques: Certificada como Ponto de Cultura pela Rede Cultura Viva/Minc, a sua sede é um espaço coworking, inspirado na convivência plural e na interculturalidade, que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos, na formação de uma rede de contatos, dando lugar às diferentes manifestações culturais.
Facebook: www.fb.com/anima.arteculturaeducacao
Telefone: (53) 3307-3888
Saiba mais: Um ambiente colaborativo, propício à democratização da arte, da cultura e da educação, oportunizando o diálogo e a convergência entre identidade, produção cultural. Instituição transdisciplinar especializada em gestão cultural e educativa, produção e execução de projetos culturais, educativos e artísticos de diferentes portes e áreas, com foco em elaboração, produção, gestão, assessoria e consultoria e nas principais Leis de Incentivo e Editais de fomento.

mercadoMercado Central
Endereço: Praça Sete de Julho, 179
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 19h, sábados e domingos, das 9h às 18h
Destaques: Local de atividades comerciais, relevante ponto turístico e gastronômico, intensa vida cultural, com rodas de samba e de chorinho – além de diversas apresentações musicais, teatro, dança, entre outros espetáculos.
Facebook: www.fb.com/mercadocentralpelotas
Telefone: (53) 3225-3733
Saiba mais: Construído entre os anos de 1848 e 1849, o Mercado Público de Pelotas passou por inúmeras transformações ao longo de sua história. Reformado no início de 2013, o Mercado recomeçou suas atividades comercias, recebendo novos empreendedores, reconquistando seu posto de relevante ponto turístico e importante local para bons negócios e aquisição de produtos de qualidade.
Atualmente, o espaço conta com uma intensa vida cultural, com rodas de samba e de chorinho – além de apresentações musicais diversas. Teatro e circo também marcam presença no Mercado Público, bem como campeonatos de xadrez, exposições de arte e fotográficas. A programação especial aos sábados conta ainda com o Mercado das Pulgas na área externa e inúmeras atividades em seu entorno.

mpulgasMercado das Pulgas
Endereço: Largo do Mercado Central de Pelotas
Funcionamento: sábados, das 10h às 17h (Não será realizado em dias chuvosos e num período de verão poderá ser transferido de local)
Destaques: Local de comercialização de bens antigos, usados e outras mercadorias. Eventuais apresentações de música, dança, e teatro.
Facebook: www.fb.com/mpulgaspelotas
Telefone: (53) 3225-8355
Saiba mais: Inaugurado no dia 31 de maio de 2014 e já consagrado como um dos principais pontos de encontro de Pelotas aos fins de semana. O mercado das pulgas (português brasileiro) ou feira da ladra (português europeu) é um local onde diversos vendedores se reúnem para comercializar bens antigos, usados e outras mercadorias, inclusive de fabricação artesanal.

cineufpelCine UFPel
Endereço: Rua Lobo da Costa, 447
Funcionamento: Programação em https://goo.gl/bfgHfy
Destaques: Sala de Cinema Digital da UFPel focada em sessões gratuitas de cinema prioritariamente latino-americano.
Facebook: www.fb.com/cineufpel
Telefone: (53) 3921-6291
Saiba mais: Com programação variada e entrada franca, o Cine UFPel realiza sessões regulares quintas e sextas, às 19hs, além de cineclubes, palestras, seminários e correalização de mostras e eventos ligados à atividade cinematográfica, em parceria com outras instituições públicas ou privadas.

katangasKatangas Nova Geração – Espaço Cultural
Endereço: Rua Coronel Alberto Rosa, 01
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades e horários de funcionamento.
Destaques: Local de apresentações de música, dança, teatro, debates culturais, oficinas, entre outros.
Facebook: www.facebook.com/Katangas-Nova-Geracao
Telefone: (53) 98439-5492
Saiba mais: Localizado à margem do canal São Gonçalo, com mais de 25 anos de história nas imediações do “Quadrado”, espaço democrático de arte, lazer e integração com a natureza. O Katangas foi idealizado por Jorge Luis Chagas Oliveira, conhecido como “Hélio” – falecido em outubro de 2016.

acasadotamborA Casa do Tambor
Endereço: Rua São Leopoldo, 243 – Laranjal
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre atividades, dias e horários de funcionamento.
Destaques: Espaço de Arte na Praia do Laranjal. oficinas, shows e criações com a comunidade do bairro e amigos.
Facebook: www.fb.com/acasadotambor
Telefone: (53) 3307-2102
Saiba mais: Espaço para vivenciar arte, valorizar o tambor e perpetuar a história do Laranjal. A Casa está aberta a outras formas de manifestações artísticas, desde que sejam autorais, e a ideia é envolver, cada vez mais, a comunidade da praia – objetivo que está se constituindo, aos poucos. Além de receber os maradores de Pelotas e turistas em geral.

ficahaiCentro de Cultura Afro Brasileira Clube Cultural Fica Ahí Pra Ir Dizendo – Biblioteca Negra
Endereço: Rua Mal. Deodoro, 368
Funcionamento:
Destaques: Atualmente, no espaço físico do clube são desenvolvidas atividades culturais relacionadas à temática negra.
Facebook: fb.com/ClubeCulturalFicaAhiPraIrDizendo
Telefone: (53) 3305-7874
Saiba mais: O Clube Cultural Fica Ahi Pra Ir Dizendo foi tombado no âmbito estadual por representar um espaço de memória da cultura afro-brasileira no Rio Grande do Sul. Fundado em 27 de janeiro de 1921 por um grupo de negros que resolveram criar um cordão carnavalesco. Após o sucesso do bloco no carnaval de Pelotas, o grupo decidiu continuar o empreendimento fundando dessa forma o Clube, que com o passar dos anos torna-se uma sociedade de negros que se reuniam a fim de confraternizar através de bailes, quermesses, jogos, festivais, etc. Em 1954 foi inaugurada a sede própria do Clube.

ágapeÁgape Espaço de Arte
Endereço: Rua Anchieta, 4480
Funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 19h
Destaques: Ágape, Espaço de Arte: desde 2010 acolhendo as expressões artísticas da cidade de Pelotas.
Facebook: www.fb.com/agapeespacodearte
Telefone: (53) 3028-4480
Saiba mais: O Espaço Ágape é composto pela Galeria de arte JM. Moraes, espaço gourmet, cantinho da moda e lojinha de materiais de arte. Além disso, proporcionamos aulas de arte, arteterapia assim como uma variedade de oficinas.

belloraEspaço de Arte Daniel Bellora
Endereço: Rua Três de Maio, 1005
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h
Destaques: A diversidade de ideias se reflete nesse Espaço Multifuncional que reúne Galeria de Arte, Café, Espaço para Eventos, Espaço Gastronômico e Coworking.
Facebook: www.fb.com/EspaçodeArteDanielBellora
Telefone: (53) 3303-0675
Saiba mais: Localizado em um casarão centenário em pleno centro histórico de Pelotas, o Espaço de Arte Daniel Bellora foi criado com o objetivo de oferecer à cidade de Pelotas-RS um local que venha abrigar manifestações artísticas, eventos literários e culturais, bem como as mais diversas expressões de arte, para, desta forma, contribuir com o enriquecimento sócio-cultural da comunidade. Arte, design, gastronomia, comportamento e cultura jovem em um só lugar.

ArquipélogoArquipélago Casa/Atelier/Espaço de Arte
Endereço: Rua 3 de Maio, 765
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h
Destaques: Espaço dedicado às Artes.
Facebook: www.fb.com/arquipelagoatelier
Telefone: (51) 98220-3707
Saiba mais: Arquipélago casa atelier é formado por:
Cláu Paranhos, Francis Silva, Mario Schuster, Rejane Brayer. Espaço dedicado exposições, mostras, rodas de conversas, entre outras atividades ligadas às Artes.

TheatroGuaranyTheatro Guarany
Endereço: Rua Lobo da Costa, 849
Funcionamento: Consultar a página no facebook para saber mais sobre sua agenda e horários de funcionamento.
Destaques: Fundado em 30 de abril de 1921, o Theatro Guarany se mantém até hoje como um templo à arte e cultura. Conserva seus 5000 m² com locações para eventos como shows, formaturas e palestras. Está aberto diariamente para Visitas Guiadas.
Facebook: www.fb.com/theatroguarany
Telefone: (53) 3225-7636
Saiba mais: Fundado em 1921 o Theatro Guarany foi construído em 16 meses, com 150 trabalhadores revezando-se em três turnos, fruto da opulência artística vivida em Pelotas, desde antes de eclodir a Revolução Faroupilha, que fez com que seus moradores investissem cada vez mais na cultura.

casa2Casa 2 – Centro Cultural Adail Bento Costa – Secult
Endereço: Praça Coronel Pedro Osório, 02
Funcionamento: segunda a sexta, das 14h às 18h
Destaques: Salas de exposições Antônio Caringi e Inah Costa D’Ávila, sede da Secult – Secretaria Municipal de Cultura e palco de eventos artísticos, palestras, oficinas, apresentações de música, dança, teatro, entre outros eventos.
Facebook: www.fb.com/SecultPel
Telefone: (53) 3225-8355
Saiba mais: O prédio denominado “Casa 2” foi erguido a pedido do charqueador Vianna, no início do século XIX. Essa construção em estilo colonial, de telhado com beiral e anterior à 1830 sofreu uma substancial modificação por volta de 1880. O arquiteto José Izella foi quem realizou o projeto e com a intenção de identificá-la com os casarões vizinhos, construiu mais um pavimento coroando-o com uma platibanda vazada. Restam do estilo colonial algumas características, como a ausência de recuos, a falta de porão e a simplicidade de algumas aberturas no térreo.

casa6Casa 6 – Futuro Museu da Cidade
Endereço: Praça Coronel Pedro Osório, 06
Funcionamento: segunda a sexta, das 14h às 18h
Destaques: Sede do futuro Museu da Cidade, que será implantado para disponibilizar uma estrutura onde seja possível pensar, repensar e refletir sobre o passado e o presente, com projeções para o futuro. Atualmente o prédio recebe exposições e intervenções artísticas diversas.
Facebook: Notícias sobre ações na Casa 6 via www.fb.com/SecultPel
Telefone: (53) 3225-8355
Saiba mais: Construído em 1879 pelo engenheiro italiano José Izella Merotti e seu primeiro morador foi o Barão de São Luis, Sr. Leopoldo Antunes Maciel (pai do Barão dos Três Cerros). O prédio foi herdado por uma de suas descendentes, Sra. Otília Maciel, casada com o Sr. José Júlio Albuquerque de Barros que foi prefeito de Pelotas no período 1938-1945. O material usado na edificação foi todo importado da França, como exemplo podemos citar os belos exemplares dos azulejos da cozinha.

casa8Casa 8 – Museu do Doce
Endereço: Praça Coronel Pedro Osório, 08
Funcionamento: terça a domingo, das 14h às 18h
Destaques: Sede do Museu do Doce e palco de eventos artísticos, palestras, oficinas, apresentações de música, dança, teatro, entre outros eventos.
Facebook: www.fb.com/museudodoce
Telefone: (53) 3921-6291
Saiba mais: Criado em 30 de dezembro de 2011, configura-se como órgão suplementar do Instituto de Ciências Humanas da UFPel e tem como missão salvaguardar os suportes de memória da tradição doceira de Pelotas e da região e como compromisso, produzir conhecimento sobre esse patrimônio. A casa histórica que sedia o Museu do Doce foi construída em 1878 a mando de Francisco Antunes Maciel, político pelotense que foi Conselheiro do Imperador. Em 1950, a família mudou-se para o Rio de Janeiro e alugou a casa para uso do Comando da atual 8 Brigada de Infantária Motorizada do Exército Brasileiro”. Em 1977, a casa foi tombada em nível federal pelo Iphan e comprada pela UFPel em 2006. Em 2010, a UFPel deu início ao processo de restauração e adequação das instalações para uso do Museu. Em 2013, o restauro foi concluído e o Museu do Doce instalou-se na casa.

malgMALG – Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo
Endereço: Rua General Osório, 725
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 19h
Destaques: Encontra-se em exposição permanente objetos e obras do artista pelotense Leopoldo Gotuzzo, além de exposições temporárias de artistas convidados, obras pertencentes às coleções do Museu e exposições em parceria com outras instituições..
Facebook: www.fb.com/museuleopoldogotuzzo
Telefone: (53) 3225-9144
Saiba mais: Inaugurado em 1986, o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo é ligado ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas. Sua missão está associada à conservação e divulgação da produção do pintor gaúcho e pelotense Leopoldo Gotuzzo e à produção e comunicação de conhecimento em artes visuais. O acervo possui mais de 3.000 obras divididas em sete coleções: Coleção Leopoldo Gotuzzo, Coleção Ex-alunos da EBA, Coleção Dr. João Gomes de Mello, Coleção Faustino Trápaga, Coleção Luiz Carlos Lessa Vinholes, Coleção Século XX e Coleção Século XXI. Encontra-se em exposição permanente objetos e obras do artista, além de exposições temporárias de artistas convidados, obras pertencentes às coleções do Museu e exposições em parceria com outras instituições.

baronesaMuseu da Baronesa / Parque da Baronesa
Endereço: Av. Domingos de Almeida, 1490
Funcionamento: terça a sexta, das 13h30min às 18h, sábados e domingos, das 14h às 18h
Destaques: Sede do Museu da Baronesa e palco de eventos artísticos, palestras, oficinas, apresentações de música, dança, teatro, entre outros eventos.
Facebook: www.fb.com/museuparquedabaronesa
Telefone: (53) 3228-4606
Saiba mais: Doado pela família Antunes Maciel à Pelotas em 1978, através de um convênio firmado com a prefeitura, o prédio datado de 1863, passou por quatro anos de reformas, que foram orientadas pelo artista plástico e restaurador pelotense Adail Bento Costa. O museu foi então inaugurado em 25 de abril de 1982, possuindo em seu acervo peças das coleções da família Antunes Maciel,de Adail Bento Costa, doações diversas da comunidade e uma coleção da Sra. Antonia Sampaio. Estas peças representam um pouco dos costumes, da maneira de viver, das famílias abastadas do século XIX. Tombado pelo patrimônio histórico do município em 04 de julho de 1985.
No parque, que hoje possui área de 7 hectares há um sobrado no estilo bangalô americano construído em 1935, chamado de Vila Stella (a casa azul); uma torre de banho onde as mulheres da família se refrescavam durante o verão; uma gruta com pedras de quartzo incrustadas, um pequeno castelo; Um Jardim em estilo inglês e um jardim francês; um chafariz e extensa área verde.

Bônus:

gruppelliPelotas Colonial
Endereço: www.pelotascolonial.com.br
Destaques: Pelotas Colonial é uma Rota de Turismo Rural que reúne empreendedores dos setores de hospedagem, alimentação, cultura, lazer, arte e educação ambiental.
Facebook: www.fb.com/pelotas-colonial
Saiba mais: Reduto da colonização italiana, francesa, africana e pomerana, a região oferece diversas opções de entretenimento: museus, belas trilhas ecológicas, revigorantes banhos de cachoeira, a rusticidade das construções antigas, além da deliciosa culinária típica da região e de uma paisagem encantadora. Tudo isto com uma hospitalidade acolhedora que faz com que você sinta como se estivesse em casa.

Campanha “100 Cobertores, Sem Frio” vai ajudar moradores de rua em Pelotas

Com apenas R$ 10 você ajuda uma pessoa a passar menos frio nas noites geladas e úmidas de Pelotas.

A campanha “100 Cobertores, Sem Frio” foi lançada no dia 3 de julho, tendo como objetivo arrecadar R$ 1.000,00 (mil reais) para efetuar a compra de 100 cobertores, direto da fábrica, para doar a moradores de rua e pessoas necessitadas em Pelotas.

100cobertoresA ideia partiu da iniciativa dos amigos Jeferson Sigales e Horacio Severi e em 4 dias já arrecadou 68% da meta. Com encerramento programado para o dia 15 de julho, o valor sugerido para doação é de apenas R$10 (dez reais), mas você pode doar a quantia que achar mais conveniente. Quanto maior a sua colaboração, mais rápido 100 pessoas carentes estarão um pouco mais protegidas do frio neste inverno.

Acesse agora mesmo o página da campanha no site vakinha.com.br
100 COBERTORES SEM FRIO Faça sua parte, DOE!

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Núcleo de Gênero combate a discriminação em Pelotas

Tendo como princípios a igualdade de direitos e a não discriminação por sexo, orientação sexual e identidade de gênero, o Núcleo foi criado para atuar no combate ao machismo, ao sexismo, à misoginia e à homolesbobitransfobia na Universidade Federal de Pelotas.

O Nugen (Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual) da UFPel é um dos núcleos que compõem a Coordenação de Inclusão e Diversidade, diretamente vinculada ao Gabinete da Reitoria. Liderado pela professora Eliane Pardo, o Nugen tem em seu plano de metas planejar e executar ações institucionais propositivas no campo da denúncia, da comunicação, da formação e das políticas afirmativas no campo de gênero e diversidade sexual. Tem como uma de suas diretrizes a vinculação orgânica do ensino superior com o poder público, com a iniciativa privada, organizações da sociedade civil e movimentos sociais.

Foto Divulgação - UFPel
Foto Divulgação – UFPel

Entre as ações propostas, estão as criações de um conselho consultivo formado pela comunidade acadêmica da UFPel, docentes, discentes e técnico-administrativos e de espaços de convivência e acolhimento. O novo órgão prevê também a realização de campanhas, eventos e debates sobre direitos da mulher e diversidade sexual, a criação de uma ouvidoria para acolher e encaminhar denúncias referentes a essas temáticas e a divulgação, a promoção e o fomento de ações desenvolvidas pela comunidade universitária.

São objetivos ainda o oferecimento de disciplinas sobre feminismos e diversidade sexual, a criação de um coletivo LGBT, a criação e fortalecimento de uma rede de apoio com os movimentos sociais e poder público e o lançamento e a realização do Congen, o Congresso de Gênero e Diversidade Sexual da UFPel.

O I Congen está previsto para setembro de 2017, tendo como tema da sua primeira edição “UFPel Generosa: uma universidade para além dos gêneros”.

Faça parte da Rede Nugen

A Rede Nugen é formada por um coletivo de profissionais, professores, técnico-administrativos, estudantes universitários, lideranças comunitárias, ativistas e artistas. O grupo atua no campo de gênero e diversidade sexual, unidos pelo interesse comum da denúncia, da comunicação, da formação, do atendimento e mapeamento das demandas da comunidade universitária, do fomento e incentivo aos projetos e programas existentes na UFPel, na implantação e criação de políticas afirmativas, na socialização de espaços, entre outras ações.

O Nugen está localizado no campus II, na rua Almirante Barroso, 1202, sala 112. Funciona em período integral com atendimento geral à comunidade universitária.

Para saber mais acesse e curta a página do Nugen no Facebook www.facebook.com/nugenufpel ou envie e-mail para nugen.ufpel@gmail.com .

Fonte: Coordenação de Comunicação Social
Universidade Federal de Pelotas

David Jeske – uma doce maneira de administrar a vida

Empresário lançará a nova coleção de postais da Pelotas Turística, um projeto que visa incentivar o turismo valorizando a história, cultura e tradição da Princesa do sul.

por : Isabelle Domingues

David Jeske - Foto: Arquivo Pessoal
David Jeske – Foto: Arquivo Pessoal

Doceiro, empresário, fotógrafo, astro de rock nas horas vagas… David Jeske é criativo, versátil e, sobretudo, um grande sonhador. Alguém que acredita no lado bom de todas as coisas. Seu positivismo é refletido tanto no modo de pensar como também de agir e estabelecer relações com o outro. Atitudes para Augusto Cury nenhum botar defeito.

A mais nova aposta do jovem empreendedor? Uma coleção de postais que homenageiam a cidade de Pelotas, valorizando o passado, mas também construindo uma nova história. E foi justamente para falar sobre esse projeto, que o e-cult esteve reunido com David Jeske, num bate papo gostoso e descontraído, em meio aos amigos do empresário, onde assuntos como política, logistica, arte e patrimônio também estiveram presentes na roda.

Olhando para o futuro - Foto Arquivo Pessoal
Olhando para o futuro – Foto Arquivo Pessoal

Olhando Para o Futuro
Estava eu a saborear um delicioso cafézinho e aquele quindim dos deuses, nas dependências da Imperatriz Doces Finos, localizada no Mercado Central – parada obrigatória no meu fim de tarde – quando fui surpreendida por Sergio Silveira, proprietário da d’Camaleão. Estava sendo convidada a juntar-me à mesa com David Jeske e seus amigos.
O nosso encontro já estava marcado. O assunto da vez? Pelotas Turística, uma coleção de postais que o empresário lançará esse mês. Mas estar com David Jeske é dividir bons momentos e um bate papo fervoroso e engajado, contando sempre com a participação de tantos amigos for possível. É uma de suas características reunir, agregar, compartilhar, aprender com o outro. “Todo mundo é diferente. Não tem certo ou errado. Tem a troca. Eu posso te somar em alguma coisa e vc a mim”, diz ele.
Há três anos gerenciando o negócio da família, a Imperatriz Doces Finos, Jeske divide seu tempo entre a empresa e as iniciativas ligadas à cultura e turismo na cidade de Pelotas. O empresário, que abastece a página do Mercado Público na internet, também é um dos responsáveis pelo Expresso Quindim, ônibus Chevrolet Brasil, fabricado em 1961, na sugestiva cor de um dos doces mais tradicionais de Pelotas, que leva os visitantes a um gostoso passeio pelo centro histórico da cidade.

Jeske ainda une forças com a arte local, dentre elas, o grupo Tholl. Para ele, valorizar a história, cultura e tradição locais é uma das principais ferramentas para desenvolver a cidade. Em função disso, parcerias são sempre bem vindas.

“Turismo tu não fazes sozinho. Turismo é integração. O Quindim é a justamente isso, veio para complementar essa união. É cultura, respeito, integração, uma nova história para Pelotas. O site gera um canhão de informação cultural, divulgação dos shows, divulgação econômica. É uma ferramenta de comunicação com o pelotense. Esse projeto não foi para divulgar só o Mercado e sim, a cidade como um todo. Hoje temos mais de vinte mil curtidas, pessoas compartilhando e comentando a página. Ela foi feita para mostrar que o pelotense têm coisas boas, que ele pode trabalhar em conjunto e crescer”, comenta Jeske, sobre a página do Mercado Público e o Expresso Quindim, iniciativas do empresário para fomentar o desenvolvimento econômico e o turismo no município.

David e os amigos Eduardo Radox, Sergio Silveira e Leonardo Avila. Foto: David Jeske
David e os amigos Eduardo Radox, Sergio Silveira e Thiago Vieira. Foto: David Jeske

Transformando Vidas
“Quanto mais tu cresces, mais importante é o teu papel na cidade, na comunidade. Um papel importante em vidas, pois tu podes mudar a realidade cultural e histórica de uma cidade”. David Jeske

Em sua missão como empreendedor, David fala da importância de estar sempre se renovando, além de não abrir mão de certos princípios. Para ele, o mais importante, mesmo antes do lucro propriamente dito, vem o criar valor, palavra bastante presente seu discurso. “Hoje o mundo cresce num movimento frenético, mas esquece a sustentabilidade. Não só ambiental, mas de seres humanos, de valores. É preciso crescer com propósito, com uma missão. A missão de construir valores. Quanto mais tu cresces, mais importante é o teu papel na cidade, na comunidade. Um papel importante em vidas, pois tu podes mudar a realidade cultural e histórica de uma cidade”, considera.

“Toda mudança gera algo bom e ruim. Ser imortal é tu morreres e teu serviço continuar. Isso é ter sucesso”. David Jeske

Arquivo Expresso Quindim
Foto: Café Viagem

Quando pergunto ao empresário qual seria o melhor caminho para o sucesso, Jeske aponta alguns ingredientes de sua receita, embora acredite não existir uma fórmula concreta para alcançá-lo. “O sucesso é algo intangível. Não existe um modelo de sucesso, não existe um modelo de se sentir bem. Isso vem de dentro. É transformar uma comunidade, ver funcionários e sua empresa desenvolvendo, ver a cidade mudando. É vc ser imortal, imortalizar a sua história. As vezes tu vês pessoas que criaram serviços de muita importância no mundo. Toda mudança gera algo bom e ruim. Ser imortal é tu morreres e teu serviço continuar. Isso é ter sucesso”, afirma Jeske.

Um certo brilho no olhar, repleto de orgulho e satisfação, tomam conta do jovem empresário, quando o assunto é elogiar o bom trabalho de seus funcionários. “Eu tenho um papel além do meu negócio. Empreender é transformar, conversar, valorizar. É cuidar e, ao mesmo tempo, ter dinheiro, porque sem dinheiro tu não fazes essas coisas. Ele é uma ferramenta, mas não é foco. A questão é o diálogo, o sonhar, a importância do que cada um faz. Todo mundo têm importância nessa terra, a gente tem que valorizar cada um em sua individualidade (…) A minha empresa só vai dar certo se eles estiverem dando certo. Eu não sou mais ou menos que eles, eu sou igual a eles. Vc emprega pessoas. Cada um está aqui por uma necessidade. Eles precisam experimentar e crescer profissionalmente ou pessoalmente, aprender a importância do que fazem”.

David e Mister Negrinho comemoram o sucesso do personagem - Foto Arquivo Pessoal
David e Mister Negrinho comemoram o sucesso do personagem – Foto Arquivo Pessoal

A Parceria Que Deu Certo
Foi então que uma longa viagem, diretamente do reino das delicias, trouxe Mister. Negrinho para Pelotas. O docinho que virou gente, após o encantado Beijo de Mulata, hj é só alegria em sua nova morada, o Mercado Público de Pelotas. Mágica, cultura e tradição misturam-se na criação desse doce e talentoso personagem vivido pelo ator e compositor Eduardo Amaro Radox.

Filho do Rei Alberto, cunhado do Bem Casado, mesmo com o Olho de Sogra sempre a espreita, um romance sem igual, daqueles que inspiram até mesmo Romeu e Julieta, mudou o rumo da história de Mister Negrinho. E tudo isso ainda contando com a proteção de Santa Clara. Alguém aí teria dúvidas de que este personagem seria o maior sucesso? Olha, eu nunca tive. David Jeske então, nem se fala. Aliás, fala, sim! E fala com vontade, com orgulho e admiração de seu amigo Radox, a quem apoiou desde o primeiro momento, na idealização de um personagem que já virou patrimônio da princesa do sul.

“Ele transforma uma história triste em algo bonito de ser lembrado. É uma forma de mostrar que o negro teve um papel muito importante na cidade de Pelotas”. David Jeske

Mais do que um personagem criativo e bem humorado, que habita o reino da fantasia e a imaginação de seu público, Mister Negrinho carrega consigo todo um simbolismo cultural. Trata-se de uma referência à história, homenagem ao negro e toda sua colaboração para com o desenvolvimento da cidade. É um resgate histórico, como afirma David Jeske. Aliás, quem melhor do que ele para falar da nova celebridade do Mercado Público de Pelotas, não é mesmo?!

“Ele transforma uma história triste em algo bonito de ser lembrado. É uma forma de mostrar que o negro teve um papel muito importante na cidade de Pelotas. Mostra que é possível se empoderar, ocupar um espaço dito elitizado. Mostra que a cidade é nossa. Ela não é de ninguém, ela é nossa! Ela é do rico, do pobre, do branco e do preto. Eu via o Eduardo sofrendo racismo, não se sentindo valorizado e pensei que nós deveríamos mudar isso. Criamos um personagem cultural, carismático, turístico mesmo. É uma ficção para mostrar que o negro pode, sim, produzir, buscar o seu espaço, trabalhando, mostrando o seu valor. Ele vem para provar que todo mundo pode, sim, ajudar a cidade a crescer com pequenas ações. Tem que empreender, criar valor. O Eduardo passa a ser um patrimônio de Pelotas, agora. Uma figura viva. Ele mostra a cidade como ela é, sem vergonha, com orgulho, tanto da tristeza quanto do que temos de positivo. Transforma toda aquela história que era pesada, de sofrimento, em orgulho. Traz a relação do negro na comunidade e na produção do couro. A relação do negro no sentido de ser negro mesmo, e sua importância para o desenvolvimento de Pelotas. Resgata toda essa história importante e traz a tona de novo”, comemora Jeske, sobre o personagem de seu amigo.

Fotografar é uma das grandes paixões de David - Foto Arquivo Pessoal
Fotografar é uma das grandes paixões de David – Foto Arquivo Pessoal

Um Click Na História
Primeira coleção, quatro fotografias de patrimônios diferentes de Pelotas, Turismo e empreendedorismo aliados em pró da beleza e tradição de nossa cidade. Pelotas Turística é um conjunto de postais que reverencia a história e cultura locais a partir do olhar poético e muito particular de David Jeske e também de um de seus parceiros de criação, o fotógrafo Gustavo Mansur.

As primeiras imagens que compõem o projeto, uma iniciativa privada sem fins lucrativos, estão sendo comercializadas desde o início de abril, na Imperatriz Doces Finos, na loja Doces Lembranças e também pelas mãos de Mister Negrinho. Retratam a fachada do prédio da Secretária de Cultura, a Colônia Z3, o Museu do Doce, ou Casarão 8, como também é conhecido, além de um belo recorte do Mercado Central. Cada ponto registrado nas fotografias exalta características importantes de Pelotas. Fazem referência à construção de sua identidade. Heranças como a gastronomia, arquitetura – influência na Belle Époque européia – a lagoa dos patos e o poderio econômico de uma cidade enriquecida através da produção do charque, são evidenciados nesta primeira coleção. A vendagem de mil postais, alcançada em apenas sete dias de lançamento, e o dinheiro arrecadado, permitiram a criação das próximas coleções.

João Simões Lopes Neto e Mister Negrinho estão entre os próximos temas da coleção Pelotas Turística. Foto: David Jeske
João Simões Lopes Neto e Mister Negrinho estão entre os próximos temas da coleção Pelotas Turística. Foto: David Jeske

Dentre as temáticas que ainda virão tem espaço também para um certo escritor, jornalista e dramaturgo pelotense, muito chegado em contos gauchescos e algumas lendas do sul. Um moço bastante promissor, diga-se de passagem. Comentam por aí que ele continua encantado pelos cabelos da china, gosta de contar “causos” de um certo Romualdo, sem que seja preciso nem mesmo esperar pelo mate do João Cardoso. É que ele se dá muito bem com as palavras e, no que diz respeito ao dicionário gaúcho, te dá uma aula e tanto. Talentoso o moço! Atende pela graça de João Simões Lopes Neto. Quer conhecê-lo um pouco mais? Pois então é só esperar pelas próximas coleções de postais da Pelotas Turística, que homenageia o escritor e também empresário, cuja obra possui valor inestimável à cultura gaúcha.

Quando idealizou o projeto, ao lado dos amigos Sergio Silveira, da d’Camaleão; Renata Magalhães da Nwp Crossmedia; Graça Argoud da loja Doces Lembranças e do fotógrafo Gustavo Mansur, Jeske descobriu que Simões Lopes foi um dos pioneiros na arte de postais em Pelotas. Brasiliana é uma homenagem ao escritor. “São os postais do Simões Lopes. Eu espero com esse trabalho reencontrar essa coleção e trazer isso, homenageando Simões, que foi uma personalidade em Pelotas. O sonho de Simões está vivo! Ele foi um grande fomentador do progresso em Pelotas, um grande empreendedor, um grande homem. Temos que trazer essa imagem de novo. O que ele fez não pode morrer. Trazer tudo que Pelotas foi, é e ainda pode ser. Cuidar do turista, cuidar do pelotense, cuidar do patrimônio”, refere-se David, sobre a nova coleção.

Sergio Silveira diz estar muito satisfeito com o resultado. “Foi uma surpresa. O David me deu a oportunidade, me cobrou. Achei que era difícil, que talvez não fosse a hora, mas ele disse pra eu acreditar. E deu super certo. Deu mais que certo. Em menos de uma semana acabamos com os postais”, comenta Silveira. “Criar valor para a cidade, ver a reação do público, isso não tem preço. O turismo ganha muito com isso”. Silveira destaca que os postais não trazem somente a imagem dos prédios históricos, mas também a história por trás do prédio, no verso do postal, enriquecendo ainda mais a coleção.

Para David o principal objetivo dos postais é revelar a beleza de Pelotas, despertando no pelotense a importância de cuidar do seu patrimônio, além de apresentar ao turista o que a cidade tem de melhor. “São imagens lindas do nosso amigo Mansur, que cedeu as fotos com gentileza, pois entende que é muito importante essa divulgação. Tem fotos minhas também. Eu faço essa brincadeira de fotógrafo que dá certo. A ideia é mostrar que Pelotas é linda. Mostrar o ângulo positivo de Pelotas. Eu espero que mude a cidade como um todo, que faça o pelotense entender que a cidade dele é linda, que ele pode cuidar e pode questionar porque o prédio está abandonado, mal cuidado ou porque a janela está quebrada e, em cima desse diálogo, construa o que Pelotas tem que ser, uma cidade bonita e preservada”, ressalta o empresário.

Dentre as produções da Pelotas Turística, Mister Negrinho também será tema de uma coleção de fotografias feitas especialmente para ele. Outras duas coleções que farão parte do projeto será uma assinada inteiramente por David e outra com imagens de captação de Drones, feitas pela Pelotas Aérea. O lançamento dos próximos postais será dia 25 de abril, no Mercado Público.

David Jeske e o Rock'n Roll, amizade antiga. Foto Arquivo Pessoal
David Jeske e o Rock’n Roll, amizade antiga. Foto Arquivo Pessoal

Oscars 2017 – A Chegada

Retomando a cobertura da corrida do Oscar 2017, onde inicialmente listamos vinte longas cotados para uma indicação a Melhor Filme [parte um  e parte dois], elaboramos agora uma série de análises dos indicados.

Por Calvin Cousin

Todos os filmes figuraram nas listas anteriormente publicadas, sendo eles: A Chegada, A Qualquer Custo, Até o Último Homem, Estrelas Além do Tempo, La La Land – Cantando Estações, Lion – Uma Jornada para Casa, Manchester À Beira-Mar, Moonlight – Sob a Luz do Luar e Um Limite Entre Nós. A Chegada dá início a nossa série (resenha com spoilers).

Amy Adams em A Chegada (Paramount Pictures)

Amy Adams (right) as Louise Banks in ARRIVAL by Paramount Pictures
Amy Adams (right) as Louise Banks in ARRIVAL by Paramount Pictures

Indicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor – Denis Villeneuve
Melhor Roteiro Adaptado – Eric Heisserer
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som
Melhor Fotografia
Melhor Montagem
Melhor Desenho de Produção

A comunicação é o pilar mais importante na construção de uma sociedade. Seja real ou fictícia, ela não apenas apresenta as normas que regem um universo como também pode ser uma poderosa arma para resolução de conflitos. Essa ideia é evidente em A Chegada, obra de ficção-científica que está entre os filmes mais indicados ao Oscar neste ano.

Inspirado no livro História de Sua Vida, de Ted Chiang, o longa-metragem apresenta uma raça de alienígenas, os heptapods (batizados a partir de suas sete pernas), que chegam a Terra em doze espaçonaves espalhadas por lugares aleatórios do globo. Enquanto esperados ataques não acontecem, o exército dos Estados Unidos convoca a linguista Louise Banks (Amy Adams) para encontrar uma maneira de se comunicar com os extraterrestres que aterrissaram em Montana e compreender o propósito de sua visita ao planeta. O que segue é um espelho fantástico e assustadoramente real do que acontece quando humanos se deparam com adversidades: os heptapods possuem uma linguagem (e concepção de tempo e espaço) completamente diferente das conhecidas pela humanidade, abrindo espaço para múltiplas interpretações de seus objetivos e, consequentemente, discórdia entre nações e pânico generalizado.

O roteiro de Eric Heisserer é o principal responsável pelo sucesso do filme, mais cerebral e complexo do que os de recentes filmes do gênero que chamaram a atenção da Academia (Gravidade, Interestelar). A representação de uma sociedade em estado de alerta, que ataca o que é diferente antes de raciocinar e está propícia a seguir teorias da conspiração, é bastante crítica e ressonante, especialmente em meio à onda de intolerância que parece tomar conta do planeta. Ainda, o desenvolvimento dos extraterrestres e suas formas de comunicação é bastante criativo. O fato de os heptapods não compreenderem o tempo como um processo linear, mas cíclico, possibilita que eles (e quem aprenda sua linguagem) enxerguem o futuro, resultando em uma brilhante reviravolta. A montagem de Joe Walker abusa de flashforwards posicionados estrategicamente, a ponto de transformar o próprio formato em conteúdo e vice-versa.

O diretor Denis Villeneuve acerta o ponto no balanço dos elementos humanos da trama com a manipulação da parte técnica, em especial com a fotografia limpa de Bradford Young e a trilha sonora de Jóhann Jóhannsson (deixada de fora da lista de indicadas). Os efeitos visuais não sufocam o espectador, embora sejam ocasionais problemas da obra: ainda que sejam criaturas com, possivelmente, uma composição orgânica diferente das costumeiras, os heptapods não parecem reais, enquanto uma visita de Louise aos aposentos dos aliens, com uma gravidade distinta da terrestre, mostra uma Amy Adams com os cabelos claramente digitais.

O filme gira em torno de Adams como a linguista Baker, que encarna com credibilidade a mulher consciente de que é a pessoa mais inteligente – e tolerante – dos lugares que frequenta. Inicialmente ríspida, a atriz equilibra a intelectualidade da protagonista com um lado sentimental que é onipresente durante os vislumbres do futuro. Amy não foi indicada à Melhor Atriz, mas isso é problema da Academia. Jeremy Renner interpreta o físico convocado junto de Louise pelo exército, que pode não ser o personagem mais interessante entre os retratados (simpático e prestativo, só), mas cumpre seu papel na narrativa. Forest Whitaker é o preocupado e ansioso Coronel Weber, e Tzi Ma é o General Shang, militar chinês carrancudo que incita o ataque aos extraterrestres.

E o ataque acaba sendo desnecessário, uma vez que os heptapods são pacíficos e criaturas superiores aos humanos em todos os sentidos. O longa aponta que somos seres que buscam exterminar tudo que contradiz nossas ideologias, sem ponderar que as tais ameaças talvez estejam tentando nos ajudar de alguma forma. Nesse genial filme, os extraterrestres e Louise representam a importância da paciência e do diálogo como armas de combate à intolerância e à violência. A comunicação é o pilar mais importante na construção de uma sociedade.

A Chegada (Arrival)
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Duração: 116 minutos

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14264149_830693777030502_5101510297978826840_nCalvin Cousin é estudante no sexto semestre de Jornalismo na UFPel. Não acredita em horóscopo, mas é aquariano com Vênus em Peixes.

 

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Crítica: Elis

Surpreendentemente, Elis funciona melhor na inocência do que no drama.

Por Calvin Cousin

Elis Regina é uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. A gaúcha, cuja performance de Arrastão, de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, talvez marque o início da Música Popular Brasileira, recebeu a honraria de revistas como a Rolling Stone e originou um acervo riquíssimo de canções de MPB, bossa nova, jazz e samba. Seus trabalhos em conjunto com Jair Rodrigues, Tom Jobim e Chico Buarque, entre outros, assim como a sua intensa vida – que resultou em uma morte precoce –, servem de inspiração para obras de diversos artistas em diferentes meios. Elis virou enredo campeão de escola de samba (a Vai-Vai, contando sua história, venceu o carnaval de São Paulo em 2015), de um musical que está em turnê pelo Brasil desde 2013 e de Elis, filme dirigido e escrito por Hugo Prata e estrelando Andréia Horta como a cantora.

Andreia Horta como Elis - Foto: Globo Filmes
Andreia Horta como Elis – Foto: Globo Filmes

Elis começa com a chegada da jovem, junto do pai, ao Rio de Janeiro pouco após da instauração da ditadura militar. Hospedada em um hotel barato e trazendo em sua maleta sonhos de ser cantora profissional e alguns poucos trocados, a tempestuosa Elis sai de um teste vocal muito aborrecida ao ser chamada de “cantora de churrascaria”. Como todos os pais do mundo, o pai insiste que voltem para sua zona de conforto, o sul do país, onde ela se apresentava em bailões. Como todas as filhas do mundo, Elis ignora o conselho e consegue emprego como cantora em uma casa noturna de Copacabana. O que segue é a história de vida de Elis Regina, passando por sua ascensão à fama, pelo programa O Fino da Bossa, o icônico corte dos cabelos, sua travessia do Atlântico e apresentação na França, o casamento com Ronaldo Bôscoli e a eventual separação, o casamento com César Camargo Mariano e a eventual separação, declarações polêmicas sobre os militares que resultaram em problemas com eles, que resultaram em um boicote às suas obras, o envolvimento com o álcool e com as drogas e sua trágica morte.

O filme, cujo roteiro é assinado por Luiz Bolognesi e Vera Egito, além de Prata, segue o mesmo caminho que muitos filmes nacionais utilizam para falar da vida de grandes e fortes personalidades (vem à mente Tim Maia, por Mauro Lima, 2014): um primeiro ato razoavelmente cômico e bastante enérgico, onde as peculiaridades do protagonista o tornam mais simpático para o público, e um desfecho melancólico, que faz sentido tendo em vista o triste fim que muitas figuras marcantes da música encontraram. Ainda que a fórmula seja tradicional, ela carece em dar profundidade para a complexa existência de Elis Regina, uma vez que toda a vida da cantora, seja sobre ou fora dos palcos, é espremida em menos de duas horas de filme. Ao invés de explorar os (muitos) eventos que permeiam a narrativa, a trama se torna episódica em sua segunda metade, quando a vida de Elis, de certa forma, começa a degringolar. Um acontecimento leva ao outro, mas são feitas poucas ligações entre eles, de modo que algumas partes do que é mostrado, como o término do segundo casamento da artista, pareçam forçadas e sem sentido.

Um dos motivos pelo qual a história perde força em seu decorrer é que um de seus principais elementos é quase ocultado: as drogas. A Elis do filme bebe e fuma, mas aparentemente não tanto quanto César diz ao apontar as neuras da personagem. A maconha faz uma ponta (sem trocadilhos) enquanto o pó nem é citado. Ao optar por uma imagem mais limpa da cantora, sacrificou-se o drama e a credibilidade.

A direção de Prata também é tradicional, optando por escurecer a tela antes de iluminá-la novamente quando ocorrem passagens de tempo, o quê contribui para a ideia de episódios consecutivos ao invés de uma única história. Ainda assim, é interessante destacar as contribuições da fotografia de Adrian Teijido, dos figurinos de Cristiana Camargo e da direção de arte de Fred Pinto: visualmente, o filme é gracioso e retrata com precisão o estilo de diferentes décadas. Como quase qualquer filme que retrate os anos de chumbo, as cenas externas têm uma tonalidade que se aproxima da sépia, mas as internas surpreendem com o jogo de luzes e sombras. Em meio à constante fumaça de cigarros, os atores aparentam estar sempre num palco, mesmo quando estão sendo interrogados e coagidos por militares.
O ponto forte da obra é o elenco, que conta com um simpático Ícaro Silva como Jair Rodrigues e um Lúcio Mauro Filho canastrão e amável na medida certa como Miéle. Gustavo Machado interpreta o primeiro marido de Elis, Bôscoli, ótimo num papel detestável, enquanto Caco Ciocler é desperdiçado como César, pelo personagem ser mais raso do que um pires. Contudo, o destaque entre os coadjuvantes é Júlio Andrade como Lennie Dale, um dos maiores amigos de Elis e que a ensinou a ter presença nas apresentações.

E essa presença é muito aproveitada por Andréia Horta, brilhante ao incorporar uma figura tão icônica. Os trejeitos exagerados estão perfeitos, seja no palco ou em cenas mais íntimas, assim como o sorriso: o momento em que a atriz aparece pela primeira vez com os cabelos curtos é assustador, vendo sua semelhança à Elis verdadeira. Dona de uma voz potente e que em nenhum momento desaponta, Horta deve fazer com que qualquer um sorria ao interpretar a “pimentinha”, como era conhecida devido ao temperamento, na primeira fase de sua carreira, com músicas alegres e atitude explosiva. Quando o drama se instaura, a atriz transpassa a tensão que sente sem perder a maneira descolada de falar e agir de Elis. É interessante que o longa de fato termine no momento em que a protagonista morre ao invés de gastar muito tempo mostrando como as pessoas de sua vida estão lidando com isso, afinal, o filme realmente é dela.

Entretanto, a história funciona melhor quando não é tão séria. Ainda que todos os dramas da cantora estejam na tela, e façam a plateia refletir sobre suas atitudes durante o regime militar, os acontecimentos são menos corridos e conseguem causar mais impacto nos momentos inocentes. Os estresses da chegada ao Rio de Janeiro, a alta energia das primeiras apresentações e a mais pura alegria da artista ao saber que cantaria no mesmo palco que Diana Ross mostram a grande personalidade de Elis Regina, um dos motivos pelos quais sempre será lembrada, independentemente do roteiro mediano de qualquer filme. Outro motivo, lógico, são suas canções, que na maior parte do tempo não tocam no fundo, tocam na frente.

Data de lançamento: 24 de novembro de 2016
Duração: 1h55
Faixa etária: 14 anos
Gêneros: Drama, biografia

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14264149_830693777030502_5101510297978826840_nCalvin Cousin é estudante no sexto semestre de Jornalismo na UFPel. Não acredita em horóscopo, mas é aquariano com Vênus em Peixes