Festival gratuito exibe 50 filmes produzidos nas periferias brasileiras

Anastácias de Thatiane Almeida - Divulgação

Colocando as periferias brasileiras em primeiro plano, começa nesta quarta-feira (24) a 14ª edição do Festival Visões Periféricas. Realizado em formato online, devido a pandemia, o evento reúne 50 filmes produzidos às margens dos grandes centros que serão exibidos de forma gratuita.

A programação conta com longas, médias e curtas-metragens, destacando realizadores independentes e coletivos de audiovisual de todo Brasil. O resultado é uma coletânea diversificada, que revela marcas, sotaques, paisagens e histórias contadas a partir da vivência de seus produtores, atores e personagens.

O Festival é dividido em quatro mostras competitivas: Panorâmica, com filmes de longa e média-metragem; Fronteiras Imaginárias, que reúne curtas-metragens de realizadores independentes e coletivos de audiovisual; Cinema da Gema, dedicada aos curtas produzidos no Rio; e Visorama, voltada para curtas produzidos em cursos de formação audiovisual no ensino básico e em projetos do terceiro setor.

Os filmes em cartaz em cada mostra ficarão disponíveis por 48 horas para visualização no site do festival.

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Do Getúlio Vargas para o Brasil

Uma das atrações da mostra Fronteiras Imaginárias será o curta pelotense Construção, de Leonardo da Rosa. O documentário de 16 minutos, que acompanha a luta de Andréia e seus filhos por uma casa própria, vem obtendo grande destaque no circuito de festivais.

Construção levou o prêmio de melhor curta gaúcho de 2020 da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, faturou quatro troféus na Mostra Gaúcha no Festival de Cinema de Gramado e, mais recente, conquistou cinco prêmios na Mostra Universitária do festival pernambucano Curta Taquary.

No Visões Periféricas, o curta pelotense ficará disponível, por 48 horas, no site do festival a partir das 19h de sexta-feira (26). Outra produção gaúcha entre os 20 curtas selecionados nesta mostra é o “Quando Te Avisto” de Denise Copetti e Neli Mombelli. O trabalho trata da presença indígena na cidade de Santa Maria, no centro do Estado, e aborda de forma universal a resistência desses povos.

Muitas atrações

Na sessão de abertura, nesta quarta-feira, às 19h30, será exibido o inédito “Anastácias” (2020), de Thatiane Almeida, com tradução em libras. “Anastácias” retrata a vida de cinco mulheres negras de comunidades da região do Jabaquara, zona sul de São Paulo, a partir da premissa do afeto.

Entre os filmes premiados que poderão ser conferidos durante o festival estão títulos como: “A Profundidade da Areia” (2019), de Hugo Reis, “Eu Permaneço Atento” (2020), de Lucas Rossi dos Santos e Henrique Amud, “Bonde” (2020), de Asaph Luccas, e “Perifericu” (2019), de Nay Mendi, Rosa Caldeira e Stheffany Fern.

Além das mostras, o evento apresenta três mesas de debate que vão tratar de temas como os caminhos do audiovisual periférico pós-pandemia e a inserção de jovens da periferia no mercado audiovisual. Os debates serão nos dias 25, 29 e 30 de março, sempre às 19h30, no YouTube, Facebook e Instagram do festival. O ator Babu Santana participará de uma das conversas, na quinta-feira (25).

A programação completa pode ser conferida aqui (https://imaginariodigital.org.br/visoes-perifericas/2021/programacao/datas).

14º Festival Visões Periféricas
Quando: 24 a 31 de março de 2021

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Sobre Cassio Lilge 201 Artigos
Jornalista, estudante de História, obcecado por música. Conhece menos atalhos em seu computador que a sua gata.

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