Kiai segue na busca transformadora pela música em novo álbum

O trio riograndino de música instrumental Kiai está com um novo trabalho nas plataformas digitais. O disco II, lançado no começo deste mês, apresenta cinco faixas em que o grupo transita por diferentes caminhos e sonoridades, aprofundando ainda mais sua liberdade criativa.

Foto: Vitória Proença

O Kiai é formado por Marcelo Vaz no teclado/piano, Dionísio Souza no baixo elétrico/violão e Lucas Fê na bateria. Com mais de seis anos de carreira, o grupo já lançou o álbum Além (2018), e foi responsável pelo instrumental e sonoridades em Costuras que me Bordam Marcas na Pele (2018) com a cantora Paola Kirst e Jazzkilla (2019) com o rapper Zudizilla.

Este novo disco foi gravado ao vivo em apenas dois dias, no estúdio da Pedra Redonda por Wagner Lagemann, que assina a produção, mixagem, masterização e manipulação de efeitos sonoros. O Kiai II deve ganhar uma edição física no formato de vinil, viabilizada por meio de uma campanha de financiamento coletivo a ser lançada.

A capa e o projeto gráfico do disco são assinados por Vitória Proença, integrante da dupla 229 Visuais com Vinícius Angeli, que foi responsável pela captação de vídeo, edição, direção e produção dos materiais audiovisuais que acompanham o projeto. Desta produção de vídeos já foi disponibilizada a session da música Zamba, captada no exato take que foi para o álbum. Confira:

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Capa de “KIAI II” – Arte: Vitória Proença

Kiai II por Kiai

Quando surgiu em 2014, o Kiai veio do desejo de seus integrantes por pesquisar ritmos e experimentar possibilidades sonoras. De certo modo, o grupo segue nesta busca, mas ao mesmo tempo consegue passar ao seu público o quanto a música pode ser transformadora e despertar diferentes sensações.

A segunda faixa do novo disco se chama Tao, que significa “caminho” na filosofia oriental, no sentido de conhecimento intuitivo da vida. E foi intuitivamente, com os conhecimentos e bagagem de cada um, que as canções surgiram.

“As músicas foram criadas quase que totalmente na semana de gravação do disco. Quando a gente compartilhava alguma ideia ou célula musical, parecia que ela estava pronta e cheia de vida”, declarou o pianista Marcelo Vaz.

Lucas Fê – Foto: Vitória Proença

“Eu senti muito fortemente aquela coisa da vivência da composição espontânea e das experimentações que sempre fizemos, da busca por uma sonoridade acontecendo naquele exato momento”, complementa o baterista Lucas Fê. Ele ainda fala sobre o ato de tocar e experimentar:

“O período da gravação foi muito importante, porque a gente não tá mais morando na mesma cidade e vinha se encontrando mais pra fazer os shows ou para tocar em outros trabalhos. Eu tava com saudade das nossas experiências de laboratório.”

Entre as influências deste novo álbum são citados os ritmos latino-americanas, psicodelia e a força do Rap brasileiro. A playlist “Esquenta pra Kiai II”, onde o grupo reuniu algumas referências musicais, traz artistas como Naná Vasconcelos, Miles Davis e Racionais MC’s. O Kiai também busca com sua música ressignificar poeticamente a cultura da rua, colocando em evidência a resistência do povo marginalizado.

Registro das gravações – Foto: Vitória Proença

“Gravar um disco é um ato de resistência, um presente do universo. Fazer arte com liberdade, utilizando todas as influências: clássico, popular, contemporâneo. Desde o início foi uma construção que seguiu a transversalidade de conhecimentos: periféricos, eruditos, música instrumental, poesia”, enfatiza Dionísio Souza.

Escute KIAI II nas plataformas digitais.

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Sobre Cassio Lilge 160 Artigos
Jornalista, estudante de História, obcecado por música. Conhece menos atalhos em seu computador que a sua gata.

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