Postmortem Inc exibe alta técnica e maturidade em álbum de estreia

Da esq. p dir. Mou Machado (guitarra), Bruno Añaña (vocal e guitarra), Juliano Pacheco (baixo) e Douglas Veiga (bateria)

Com mais de 15 anos de atividades, a banda pelotense Postmortem fez sua estreia em um registro longo com o lançamento do álbum “The Conqueror Worm”, em novembro. O quarteto, que recentemente acrescentou Inc ao nome, apresenta 10 faixas de um Death Metal atordoante, uma trilha sonora que encaixa perfeitamente no atual momento de pandemia e obscurantismo.

Postmortem em ação no Galpão – foto Rogério Santos

Formada por Bruno Añaña (vocal e guitarra), Douglas Veiga (bateria), Mou Machado (guitarra) e Juliano Pacheco (baixo), a Postmortem Inc é um dos principais nomes da vertente mais extrema do heavy metal no sul do país. Ativa desde 2004, a banda já tocou ao lado de nomes consagrados da música pesada como Dark Funeral, Possessed, Ratos de Porão, Obituary e Krisiun. Eles também são responsáveis pela organização do festival Sounds from the Grave, que ocorre anualmente em Pelotas e em 2019 chegou em sua nona edição.

Nos últimos anos, o quarteto lançou dois EPs, “Atra Mors” (2013) e “Within The Carcass” (2014), o split “Sepulcro Eterno” (2016) e os singles “Confront Your Fears” (2016) e “Warfield Earth” (2017). A Postmortem Inc apresenta agora seu registro mais maduro e técnico, que representa toda a evolução construída ao longo dos últimos anos. O álbum mostra uma banda que encontrou o seu próprio som, temperado por todos os elementos dos grandes nomes do Death Metal.

Capa The Conqueror Worm por Douglas Veiga

O verme vencedor

O “The Conqueror Worm” chegou nas principais plataformas digitais no dia 27 de novembro e ganhará uma edição física no primeiro semestre deste ano, via Rapture Records. O álbum foi produzido e mixado por Bruno Añaña, que é formado em produção fonográfica e atua como produtor de outros artistas independentes da região. A masterização ficou a cargo da Absolute Master. Já a arte de capa é assinada pelo baterista, ilustrador e tatuador Douglas Veiga.

Os dois acima citados são os integrantes que estão desde o começo da banda. Mou Machado entrou na Postmortem em 2006, quando Bruno, até então apenas guitarrista, assumiu também os vocais. Juliano Pacheco completou o atual time em 2010, solidificando a formação. Desde o início da última década, o quarteto vinha planejando e arquitetando o seu aguardado debut.

O nome do disco, The Conqueror Worm, veio de um poema de Edgar Allan Poe (em português O Verme Vencedor). A sugestão foi do guitarrista Mou ao ter contato com uma adaptação do conto feita pelo quadrinista Richard Corben. O texto fala sobre a tragédia da vida humana, cheia de mazelas e desventuras e que, na visão do autor, representa apenas um momento da cadeia alimentar dos vermes. A arte de capa seguiu uma estética tétrica e pesada, como o som da banda, segundo explica Veiga.

As composições também abordam, de uma forma metafórica, a luta antissistêmica e a desesperança na raça humana. Bandas como Nile, Krisiun, Death, Cannibal Corpse e Morbid Angel são apontadas como referências no som que a banda desenvolve atualmente.

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Pandemia e planos

Em julho passado, a Postmortem lançou um mini documentário chamado “The Conqueror Worm e a Pandemia”. O audiovisual, de pouco mais de 25 minutos, mostra um pouco do processo de produção do disco, que teve a sua finalização adiada em consequência da pandemia do Covid-19. No vídeo, são abordadas as etapas de concepção do trabalho, desde a ideia inicial, passando por composição, gravação e produção (confira aqui).

As gravações do álbum ocorreram no estúdio Bokada, em Pelotas, do amigo da banda e produtor cultural Marcelo Rubira. Há uma participação especial do guitarrista Alexandre Fernandes da banda M26 na faixa “Breed Of The Insane”. Essa participação ocorreu devido a uma luxação que Mou Machado teve no braço durante o período de gravação dos solos.

Pouco antes do lançamento do disco, a banda acrescentou ‘Inc’ ao nome, como uma forma de evitar confusões com uma banda alemã também chamada Postmortem. Na sequência, duas músicas foram apresentadas como singles: “State of Conspiracy”, que ganhou um clipe, e “Forgotten Decay”, lançada na sequência com um lyric video. A primeira trata da alienação da população por ações globais dos governos que visam o controle das massas, mostrando-se um tema extremamente atual. Confira o clipe:

Atualmente, a Postmortem Inc vende material de merchan como camisetas e moletons nas mídias sociais e deve lançar uma loja virtual. Eles aguardas ansiosamente o retorno de shows e festivais para apresentar o novo trabalho ao público. Quanto ao resultado obtido no álbum, o quarteto se mostra orgulhoso, “tem a nossa cara”, declara Veiga.

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Sobre Cassio Lilge 186 Artigos
Jornalista, estudante de História, obcecado por música. Conhece menos atalhos em seu computador que a sua gata.

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