Eva Schul Corpo e Memória na Usina do Gasômetro em Porto Alegre

Eduardo Severino em Ser Animal - Foto: Lícia Arosteguy

Espetáculo e documentário encerram ciclo em homenagem aos 45 anos de carreira da coreógrafa gaúcha. A entrada é franca.

Eduardo Severino em Ser Animal - Foto: Lícia Arosteguy

O encerramento do projeto Eva Schul – Corpo e Memória irá contar com uma grande homenagem à coreógrafa gaúcha, que completou 45 anos de carreira. O maior destaque da noite será a montagem Dar Carne à Memória II, composta por coreografias de vários espetáculos que marcaram sua trajetória. Também será exibido o documentário Figuras da Dança: Eva Schul, produzido pela São Paulo Cia. de Dança. O evento terá entrada franca e vai ser realizado no dia 5 de julho, às 20h, no Coletivo de Dança Sala 209, da Usina do Gasômetro.

Financiado pelo Ministério da Cultura, o projeto promoveu uma série de atividades, incluindo uma oficina com Eva Schul e apresentações do espetáculo Miragem. Produzido por Marina Mendo, o ciclo integra a programação cultural do governo federal para a Copa do Mundo em Porto Alegre.

SOBRE EVA SCHUL
Considerada uma mestra da dança brasileira, com forte atuação no Rio Grande do Sul, Eva Schul completou 45 anos de carreira. Uma trajetória que começou no New York City Ballet. A coreógrafa teve contato com nomes, como Hanya Holm e Alwin Nikolais. Eva Schul também é professora e se mantém em atividade em Porto Alegre com intensa produção de espetáculos e disseminação de novas pedagogias para o corpo em movimento. Atualmente, dirige o Coletivo de Dança Sala 209, no Centro Cultural Usina do Gasômetro – onde ministra aulas de dança e realiza temporadas de espetáculos e performances.

PROGRAMAÇÃO
Exibição do Documentário Figuras da Dança: Eva Schul e apresentação do espetáculo Dar Carne à Memória II.
Quando: 05/07, às 20h.
Onde: Coletivo de Dança Sala 209, na Usina do Gasômetro (Av. Pres. João Goulart, 551 – Centro)
Quanto: gratuito

FIGURAS DA DANÇA: EVA SCHUL
Direção: Inês Bogéa
Produção: São Paulo Cia. de Dança
Duração: 34min
Produzido pela São Paulo Cia. de Dança, o documentário integra a série Figuras da Dança e tem como protagonista a coreógrafa gaúcha.

Nascida na província italiana de Cremona, Eva Schul reinventou a dança moderna e contemporânea no Sul do Brasil. Em 1963, formou-se bailarina pela Escola de Artes Landes, em Porto Alegre (RS). Descobriu a dança moderna após participar do 1° Congresso da Dança Clássica do Brasil, em Curitiba. Em seguida, viajou para Buenos Aires e estudou dança moderna com as professoras e coreógrafas Renate Schottelius e Ana Itelmann. Nesse período, Eva também estudou a técnica Martha Graham. Em 1964, mudou-se para os Estados Unidos para estagiar no New York City Ballet, onde estudou improvisação e composição coreográfica, conscientização do movimento e o sistema Laban/Bartenieff.

Com importante passagem na área de gestão, Eva contribuiu para a criação dos cursos superiores de Dança e Teatro na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Também assessora-diretora de dança do Instituto Estadual de Artes Cênicas da Secretaria de Estado da Cultura (IEACEN/RS). Entre suas principais criações, as coreografias Ecos do Silêncio, Joplin Blues, Hall of Mirrors, Tiro Liro Livre e Canção da Experiência receberam premiações no Festival de Dança de Joinville.

DAR CARNE À MEMÓRIA II
Concebido e coordenado por Mônica Dantas, o projeto Dar Carne à Memória tem por objetivo recriar e a celebrar o patrimônio coreográfico da dança contemporânea em Porto Alegre, através da remontagem de obras coreográficas de Eva Schul.

Cibele Sastre em O Fio Partido - Foto: Lícia Arosteguy

Dar carne à memória II é formado por solos e duos recriados por intérpretes-criadores que participaram da elaboração dessas obras como integrantes da Ânima Cia. de Dança, nos anos 1990. No roteiro, estão as coreografias de Eduardo Severino em Ser Animal; Cibele Sastre em O fio partido; Mônica Dantas em Caixa de Ilusões; Tatiana Rosa em Tons; Luciana Paludo em Solitude; Luciano Tavares e Viviane Lencina em De um a cinco. Cada intérprete-criador, utilizando os recursos que achou necessário, recriou sua coreografia.

Em coreografias como Caixa de Ilusões, fragmentos de imagens da época são projetados, em vídeo criado por Bruno Polidoro, enquanto a dançarina executa seu solo. As trilhas sonoras têm composições especialmente escritas por músicos como Antônio Villeroy, Ricardo Severo e Guenther Andreas.

Ficha-técnica:
Concepção e direção: Eva Schul e Mônica Dantas; Elenco: Cibele Sastre, Eduardo Severino, Luciana Paludo, Luciano Tavares, Mônica Dantas, Tatiana Rosa e Viviane Lencina; Cenário em vídeo: Bruno Polidoro; Fotos: Lícia Arosteguy;

Fonte: Léo Sant´Anna
Crédito das fotos: Lícia Arosteguy

Mônica Dantas em Caixa de Ilusões - Foto: Lícia Arosteguy
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