Música Erudita: Quem dá mais?

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Ainda sobre a música erudita. O Conservatório de Música de Pelotas abre suas portas para as mais variadas vertentes musicais, quebrando o paradigma de que música erudita deve ser música clássica.Na noite de 19 de novembro, cedeu seu espaço à apresentação da “Avante!”, Banda Porto Alegrense que transita pela música a passos de liberdade criativa, em sons que expandem os limites da estética convencional de composição.O grupo foi excelentemente representado pelo pianista Leonardo Cardoso, em uma bela e original audição que certamente aguçou os sentidos e a curiosidade dos presentes pela música contemporânea

Esta poderia ser uma linda matéria em que tudo termina bem, e em que todos voltam para seus cantos felizes para sempre.

Bem, não é.

É fato que a maioria da população não tem acesso – e muitos nem conhecimento – de música erudita. É fato que a maioria dos espectadores que apreciam tal arte clama por maior acessibilidade aos espetáculos – preços mais acessíveis. Mas, o pior fato, e constatado nesta noite, foi o de que estes mesmos indivíduos que lutam por melhores condições de acesso a este tipo de arte não a prestigiam! A sala de audições estava repleta de belíssimas composições e cadeiras vazias. Anacronismo? Hipocrisia?

O Conservatório de Música de Pelotas abriu espaço para vertentes de música contemporânea, e suas portas estão abertas a novas vertentes de composição. Espaço esse de livre acesso à população. Serei mais clara: Gratuito!

Há sempre neste local ótimas audições e recitais.

Onde se encontra o público que diz prestigiar esta arte?


Isis Araújo – Equipe e-Cult

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Jornaleiro/Produtor cultural, social mídia, gestor de conteúdo web, pretenso escritor, autor estreante com o romance Três contra Todos.