Sem alarde Secult conclui outra fase para recuperar Sete de Abril

524b8d50145c79abbff606bf274b9295O corpo técnico da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) soma esforços no sentido de concluir a montagem da planilha orçamentária referente à reforma do prédio do Theatro Sete de Abril. Segundo o titular da pasta, Ulisses Nornberg, esta é a última e mais trabalhosa etapa da elaboração dos projetos, pois o orçamento precisa, necessariamente, contemplar todos os outros projetos de intervenção. Entre eles estão o projeto estrutural, sonoro, climático, elétrico, de prevenção de incêndios, caixa cênica e iluminação cênica. Além disso, a reforma do centenário teatro contempla ainda a colocação de carpete, reformas dos camarins e de seus respectivos banheiros, pintura externa e interna e a substituição da rede de esgotos e de água.

“O Sete de Abril é um patrimônio da cidade, pertence ao povo, e, portanto, suas forças vivas, a exemplo do que a Prefeitura vem fazendo, têm o dever de nos ajudar a concretizar as soluções que já estamos buscando, a fim de devolver este ícone do patrimônio histórico e cultural devidamente recuperado à comunidade. Neste particular, a crítica, tão somente, em nada colabora para que Pelotas resolva a questão”, ressalta Nornberg. Ele salienta que a instância governamental em que a Secult busca parceria para uma total e abrangente reforma do Sete de Abril está em Brasília, junto à direção máxima do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPhan), que conhece em detalhes a importância do Sete para Pelotas, o Estado e o País. O resto não passa de factóide,que nada constrói e apenas confunde a opinião pública”, completa o secretário de Cultura.

Após concluída a planilha de custos, parte integrante do projeto global, ele será enviado para aprovação do Iphan. Conforme o superintendente cultural da Secult, Mogar Pagana Xavier, o Theatro Sete de Abril sempre foi uma prioridade desta administração e do próprio Iphan, constando inclusive entre as principais ações a serem desenvolvidas pelo PAC das Cidades Históricas e cuja pactuação ocorre entre o final do mês de abril e início do mês de maio. Na quarta-feira, o prefeito Adolfo Antonio Fetter cumpre agenda em Brasília, cuja pauta inclui o projeto de recuperação do theatro.

Deste PAC, fazem parte 13 cidades do Estado: Jaguarão, Rio Grande, Piratini, Bagé, São Leopoldo, Porto Alegre, São Nicolau, São Miguel das Missões, Antônio Prado, Caçapava do Sul, Novo Hamburgo e Santa Teresa, além de Pelotas. O projeto formatado pelo Município é o mais adiantado, se comparado com o trabalho desenvolvido pelos outros municípios que participam do PAC. Mogar explica, ainda, que além da intervenção a ser realizada no Theatro Sete de Abril, o projeto apresentado pelo Município dentro do PAC das Cidades Históricas, já aprovado pelo Iphan, prevê, também, o projeto e execução de redes subterrâneas (embutimento da fiação aérea de alta e baixa tensão); qualificação do monumento do Obelisco Republicano e implantação de praça em seu entorno; dotação de infraestrutura, paisagismo, mobiliário urbano e equipamentos, bem como a recuperação da Praça Cipriano Barcellos; qualificação do Largo de Portugal, execução da segunda fase das obras do Grande Hotel, recuperação e reciclagem do prédio da antiga Viação Férrea e dos galpões em seu entorno, e outras ações de igual e estratégica importância.

O Superintendente da Secult comenta ainda que, após o ato de pactuação, do qual participarão representantes dos governos Federal (Iphan), Estadual e Municipal, cada município tem autonomia de escolher as prioridades que serão atendidas. “A escolha destas prioridades é de competência do próprio município, sendo assim, mantemos o firme propósito de restaurar o Theatro em primeiro lugar. Segundo informações recebidas, do próprio órgão, nada será imposto em termos de prioridade na execução”. Xavier explicou ainda que nenhuma das intervenções anteriores sofridas pelo Theatro Sete de Abril teve a participação do Iphan, tendo sido executadas por meio da LIC e do próprio Município. “Até este momento, o único ato do Iphan, com relação ao Theatro, foi o tombamento”, explica o gestor.

Criação da ACHRS
O superintendente da Secult informou ainda que, entre os dias 16 e 77 deste mês, esteve participando, no município de Caçapava do Sul, da reunião que criou a Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul. A reunião contou com a presença de representantes dos municípios de Jaguarão, Rio Grande, Pelotas, Piratini, Bagé, São Leopoldo, Porto Alegre e São Nicolau, e ainda com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Turismo, do Iphan e do presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, Anderson Cabido.

A Associação, sediada em Minas Gerais, é uma das mais antigas do país, completando 10 anos de existência e congregando 34 municípios. Na mesma ocasião, os participantes deliberaram e aprovaram o estatuto da nova entidade e elegeram sua primeira diretoria, que ficou assim constituída:
Presidente – Prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins
Vice-Presidente – São Nicolau – Prefeito Benoni de Oliveira Dias
Secretário – Caçapava do Sul – Prefeito Zauri Tiaraju de Castro
Tesouraria – Piratini – Prefeito Wilson Argelino Gomes;
Conselho Fiscal
Adolfo Antonio Fetter – Prefeito de Pelotas
Luiz Eduardo Colombo – Prefeito de Bagé
Fábio de Oliveira Branco Prefeito de Rio Grande

Fonte: pelotas.com.br

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