Darkflix fecha o ano com três festivais online na bagagem e já se prepara para novas parcerias

Entre os meses de julho e dezembro deste ano, a Darkflix, plataforma de streaming voltada ao gênero de terror, foi o palco de três grandes festivais do cinema fantástico, o “XVI Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre”, a mostra “MacaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo” e a décima segunda edição da CRASH – Mostra Internacional de Cinema Fantástico, que terminou no último dia 20.

A disponibilização online e gratuita dos curtas e longas-metragens das programações possibilitou um alcance expressivo e permitiu que pessoas de todo o território nacional tivessem acesso a diversas produções brasileiras e estrangeiras do gênero. No total, foram mais de 280 obras exibidas.

Segundo a Darkflix, o apoio aos eventos trouxe resultados positivos. Somados, eles apresentaram um tráfego estimado de 1,5 milhão de acessos. “É um número expressivo que certamente ampliou nosso alcance e permitiu que pessoas que ainda não conheciam a plataforma se familiarizem com o nosso serviço”, diz a assessoria de imprensa. Outro fator que motiva a empresa é a chance de participar e contribuir com tais iniciativas. “Realmente acreditamos que é nosso dever incentivar o cinema e seus realizadores”, conclui.

E a empresa já se prepara para as novas parcerias. Três festivais estão em negociação para o primeiro semestre de 2021 e em breve devem ser anunciados.

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Mostra Crash

A mostra CRASH foi o evento mais recente veiculado na Darkflix. A edição apresentou ao público 102 obras vindas de diversas partes do mundo entre os dias 09 e 13 deste mês com direito a mais uma semana de prorrogação. O evento foi realizado pela MMarte Produções, empresa comandada pelos produtores Márcia Deretti e Márcio Júnior.

A mostra competitiva contou com 85 produções, as demais fizeram parte das mostras paralelas que homenagearam o cineasta Lloyd Kaufman e o ator alemão Udo Kier, nomes de peso da história do cinema fantástico. Também foi exibida a mostra Blaxplotation, com obras que marcaram o movimento criado nos Estados Unidos no início da década de 1970 com o objetivo de chamar a atenção da indústria para a falta do protagonismo negro no cinema.

A audiência foi democrática e todos os filmes foram visualizados. Se destacaram o brasileiro “O Cemitério das Almas Perdidas”, do cineasta Rodrigo Aragão, que levou o prêmio de Melhor Longa-metragem, “Pesadelo Mortal”, estrelado por Udo Kier e “Shakespeare’s Shitstorm”, do diretor Lloyd Kaufman. Entre os curtas mais assistidos estão o canadense “Moment”, de Geoffrey Uloth, “Slice of Life”, produção croata de Dino Julius e Luka Hrgović e o eleito Melhor Curta-metragem Internacional “Extraneous Matter”, do diretor japonês Kenichi Ugana.

Segundo Márcio Júnior, realizar a CRASH pela primeira vez no formato online foi um desafio. “Nos tirou completamente da zona de conforto, já estávamos acostumados com a realização e com os problemas que existem em fazer um festival de cinema presencial”. Diante da pandemia, ele e sua sócia precisaram se reinventar e se adequar aos novos parâmetros, mas acreditam que valeu a pena. “Agora que o festival já se encerrou, a gente o avalia como uma experiência superpositiva, conseguimos bater todas as metas que havíamos proposto”, diz.

Soabre as vantagens e desvantagens do novo formato a opinião de Márcio é semelhante à dos realizadores dos eventos que antecederam a CRASH. “O ponto positivo foi o alcance exponencial que a mostra teve. O volume de público que a gente atingiu graças a plataforma de streaming da Darkflix é algo que seria impossível em um evento presencial”, explica. “A desvantagem é a pandemia, né? Não podermos encontrar os amigos, dar um abraço, conversar pessoalmente, ou mesmo ter os momentos fora do festival, que são muito importantes. Momentos em que a gente vai para um restaurante, para um bar pater papo ou para uma festa. Estas coisas fazem parte da vida dos festivais, mas nesse modelo são impossíveis de se realizar”.

O produtor ressalta que as lives realizadas com convidados especiais também tiveram um maior alcance de público, o mesmo acorreu com as oficinas realizadas durante o evento, mais pessoas puderam participar das aulas.

A edição deste ano contou com o amparo do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, que possibilitou que o mesmo fosse realizado sem perder suas características e qualidades. Mas Márcio reconhece as dificuldades atuais de se conseguir este tipo de apoio, “ainda não temos muitas perspectivas no momento de novos editais abrindo, então essa é a primeira preocupação, como levantar fundos, como levantar um orçamento para realizar a CRASH com toda a qualidade que achamos que ela exige e que é legal tanto para o público, quanto para as pessoas que estão envolvidas com o evento”, desabafa. “Essa é uma questão de ordem política econômica, que é, digamos, sensível. E é importante pensar nisso também” destaca.

“A CRASH é, antes de mais nada, um festival de cinema fantástico, mas de um cinema fantástico que se posiciona, um festival de resistência, então, de uma coisa já sabemos, em dezembro de 2021, independentemente de qualquer coisa, com ou sem orçamento nós vamos realizar uma edição do evento”, explica Márcio.

O produtor afirma que a mostra deve acontecer de forma hibrida (caso a pandemia já tenha sido superada). “Queremos que os filmes possam ser exibidos em salas de cinema com o público presente, mas também através do streaming. Também queremos muito manter a parceria com a Darkflix, esse é objetivo que para nós já está dado neste primeiro momento”.

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Sobre Deco Rodrigues 6585 Artigos
Jornaleiro/Produtor cultural, social mídia, gestor de conteúdo web, pretenso escritor, autor estreante com o romance Três contra Todos.

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