Filme pelotense é premiado em Festival Internacional de Cinema no Rio de Janeiro

Vagner Vargas - Divulgação - A Última Morada de João Simões Lopes Neto

No dia 10 de Novembro de 2021, o filme “A Última Morada de João Simões Lopes Neto”, filmado em Pelotas/RS, recebeu 3 prêmios no Rio International Monthly Awards (RIMA), festival de cinema realizado no Rio de Janeiro e que contou com filmes de mais de 10 países.

A produção gaúcha recebeu os seguintes prêmios: Melhor Roteiro, para Manoel Soares Magalhães, Melhor Ator, para Vagner Vargas e Melhor Figurino para Gê Fonseca e Andrea Terra. Além das premiações recebidas, o filme também foi indicado a prêmios nas categorias de Melhor Maquiagem (Gutto Pereira), Melhor Poster e Melhor Direção (Márcio Kinzeski).

Vagner Vargas – Divulgação – A Última Morada de João Simões Lopes Neto

O filme é protagonizado pelo ator Vagner Vargas que dá vida ao escritor pelotense e conta com Roberta Pires Rangel, Hakeen Mhucale e Clemente Viscaino no elenco. Ao longo deste ano, “A Última Morada de João Simões Lopes Neto” tem sido selecionado para participar de diversos festivais de cinema nacionais e internacionais, tais como: 6º Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos, FELITE – Festival Literatura em Tela, MICINE ON – Mostra Independente de Cinema do Nordeste, Mostra Junho Fantástico/Mostra [Em]Curtas, Make Art Not Fear Short Film Festival (Porto, Portugal), Horror Unleashed (Porto, Portugal). De 08 a 12 de Dezembro deste ano, o filme irá participar do Festival de Cinema de Alter do Chão, no Pará, concorrendo com filmes de mais de 37 países. Além destes eventos, o filme ainda está na espera de respostas de outros festivais em que está inscrito a participar.

“A Última Morada de João Simões Lopes Neto” tem obtido muito sucesso e reconhecimento por todos os festivais de cinema para os quais vem sendo selecionado em diversos estados do Brasil e na Europa. A equipe do filme pelotense está muito feliz com as premiações recebidas no RIMA 2021, uma vez que foi um filme realizado de maneira independente, sem apoio institucional, nem verbas de fomento. Apesar disso, o trabalho destes artistas gaúchos têm sido muito elogiado e chamado a atenção por onde tem passado. Não apenas a história, mas as obras e a vida do escritor João Simões Lopes Neto têm sido motivo de muitas perguntas nas redes sociais do filme, assim como o ator Vagner Vargas, apesar de não morar no Brasil, tem dado muitas entrevistas a diversos meios de comunicação pelo país falando sobre este assunto. Juntamente com a história do filme, um pouco da cultura gaúcha é levada aos públicos das mais distintas regiões em que esta produção é exibida.

Roberta Rangel – Divulgação – A Última Morada de João Simões Lopes Neto

Os êxitos deste filme não apenas em território nacional, como no exterior, merecem ser comemorados. A equipe desta produção torce para que o seu trabalho possa ser mais assistido e, assim, a história do grande escritor gaúcho ser levada cada vez mais a caminhos distantes de seu pago. Mas, além disso, com o final da pandemia, vamos esperar que as pessoas possam vir a assistir este filme presencialmente em salas de exibição. Para isto, basta se organizarem e solicitarem nas redes sociais de suas cidades.

“A Última Morada de João Simões Lopes Neto” conta uma história de ficção que flerta com o realismo mágico e fantástico, na qual a estátua do escritor João Simões Lopes Neto (1865-1916), após acordar de seu estado em bronze, caminha pela praça central de sua cidade natal, tentando compreender o que se passou desde à sua morte. Pela primeira vez no cinema, o escritor toma o protagonismo da história para si e reflete sobre como foi tratado pela sociedade pelotense e como as pessoas lidam com os artistas locais de suas cidades.

Quem desejar saber mais informações sobre este filme, pode acessar à página no Facebook.

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Hakeen Mhucale – Divulgação – A Última Morada de João Simões Lopes Neto

Sinopse:

A praça Coronel Pedro Osório, na cidade de Pelotas/RS, recebeu, em 2016, uma estátua em tamanho real, homenageando o grande escritor regionalista pelotense João Simões Lopes Neto (1865-1916). Partindo deste fato, Manoel Soares Magalhães elaborou o roteiro original, no qual o escritor João Simões Lopes Neto (JSLN), de repente, abre os olhos não mais como estátua e percebe ser prisioneiro do bronze. A partir disso, ocorrem situações inusitadas inseridas no universo do realismo fantástico. No filme, JSLN, após “acordar” de seu momento em estátua, perambula pela praça central de sua cidade natal, tentando compreender quem é e o que aconteceu no município. Neste ínterim, o escritor também passa a refletir sobre fatos de sua vida e como foi tratado pela sociedade local em seu tempo. Com isso, apesar de ser uma obra de ficção, o filme convida os espectadores a conhecerem alguns aspectos da vida deste escritor que não costumam ser divulgados. Além disso, esta obra também se propõe a refletir sobre como a sociedade lida e trata os artistas de seu tempo que decidem voltar sua produção e direcionamento de vida diferentemente dos que a sociedade enquadra como os desejáveis.

JSLN foi um comerciante pelotense, Capitão da Guarda Nacional, teatrólogo, poeta e escritor, autor dos clássicos “Contos Gauchescos”, “Lendas do Sul”, “Cancioneiro Guasca”, “Casos do Romualdo”, dentre outros. Suas obras são consideradas como sendo das mais importantes para o registro das tradições e culturas do Rio Grande do Sul. Proeminente figura da cultura gaúcha, falecido em 14 de junho de 1916. O reconhecimento do valor e qualidade de seu trabalho veio somente a ocorrer após à sua morte. Ainda com resquícios estigmatizadores que depreciam e inferiorizam a vida deste artista gaúcho, comumente, nos dias de hoje, a mídia quando o menciona, prefere salientar fatos relacionados a ele não ter seguido os direcionamentos aristocráticos de sua família, os quais seriam determinados pelas elites como atributos de sucesso. O fato de o sucesso de JSLN ter sido como artista e do imenso valor de sua arte para a cultura brasileira, não costuma receber o mesmo destaque. A seu tempo, JSLN ao ser notoriamente talentoso para as artes, desestabilizava os limites de controle que a burguesia pelotense impunha como determinações de direcionamento de vida da população local. O filme também levanta estas discussões. Entretanto, neste filme, também é possível refletir sobre o valor da produção artística deste escritor, assim como do seu empenho e talento para deixar sua arte registrada para o futuro.

Página do Rio International Monthly Awards (RIMA) – 2021, no Instagram –  @rimawards

Ficha Técnica:

Título do Filme: A Última Morada de João Simões Lopes Neto

Produção: ZESKI Filmes (Márcio Kinzeski) e ARTPEL (representada por Sérgio Bizarro)

Direção: Márcio Kinzeski

Roteiro: Manoel Soares Magalhães (@manoelsmagalhaes)

Produção Executiva: Marilaine Quintanilha

Elenco:

Vargner Vargas – João Simões Lopes Neto     – Instagram:  @vagnervarg

Clemente Viscaino – Coronel Pedro Osório

Roberta Pires Rangel – Melpômene  –  Instagram: @roberta_pires__

Hakeen Mhucale – personagem que representa uma pessoa que foi escravizada no século XIX  –  Instagram: @itsraakim

Desenho de Som, Montagem e Finalização: Vitor Liesenfeld

Direção de Fotografia: Rogério Farias

Figurino da personagem João Simões Lopes Neto: Andrea Mazza Terra e Gê Fonseca (Instagram: @ge.fonseca.1)

Caracterização, cabelo, visagismo e maquiagem da personagem João Simões Lopes Neto: Gutto Pereira  –  Instagram:@guttopereiira

Cabelo e Maquiagem da personagem Melpômene: Oswaldo Beauty

Foto Still: Janine Tomberg

Apoio técnico, Grua, Traveling, Captação de áudio: Sérgio Bizarro

 

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Sobre Deco Rodrigues 6714 Artigos
Jornaleiro/Produtor cultural, social mídia, gestor de conteúdo web, pretenso escritor, autor estreante com o romance Três contra Todos.

1 Comentário

  1. Parabéns a todos os envolvidos!! Deixando a terrinha orgulhosa, obrigada!

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