Nove jornalistas contam histórias incríveis sobre Pelotas

Os jornalistas pelotenses que em anos recentes lançaram dois livros sobre a Princesa do Sul voltarão à Feira do Livro de Pelotas, no dia 9 de novembro, para apresentar Mais perfeito que o paraíso e outros desatinos de Pelotas – editado pela Libretos -, que reúne 14 textos que tratam de literatura, arte, jornalismo, história e futebol.

Os autores são: Ayrton Centeno (organizador), Geraldo Hasse, Klécio Santos, José Antônio Severo, Lourenço Cazarré, Luiz Lanzetta, Nilo Dias, Patrícia Lima e Sérgio Siqueira.

O livro traz perfis de pelotenses destacados. Um deles conta a trajetória do artista plástico Fernando Duval, pelotense radicado no Rio de Janeiro, que criou o universo fantástico de Wasthavastahunn. Outro mostra o rico percurso intelectual de Ronoel Castro da Silva, o publicitário Barão. O jornalista Klécio Santos retrata o pesquisador, escritor e livreiro Adão Monquelat.

Três artigos tratam de futebol. Dois abordam a vida de grandes jogadores – Cardeal e Russo (Adolfo Milman) – que atuaram na cidade nos anos 1930. O terceiro texto traça um retrato minucioso do que foi o surgimento e o esplendor do futebol de salão de Pelotas nos anos 1960.

Os trabalhos jornalísticos de João Simões Lopes Neto, sobre os que viviam à margem na cidade rica que era Pelotas do começo do Século 20, são dissecados em dois trabalhos. Um deles é de Patrícia Lima, que defendeu tese de mestrado sobre o tema. Já o recentemente falecido Aldyr Garcia Schlee, escritor consagrado nacionalmente recebe um primeiro esboço biográfico, executado por Geraldo Hasse.

Foto: Nauro Júnior

Ayrton Centeno conta a trágica e comovente história de uma grande poeta que estudou em Pelotas, mas que passou a vida no Hospício São Pedro, em Porto Alegre. Lourenço Cazarré escreve sobre um livro surpreendente Os fios telefônicos, de Fernando Melo, que traça um retrato acurado do cotidiano da cidade nos anos 1940.

O jornalista, escritor e cineasta José Antônio Severo comparece com um texto histórico instigante; não teria sido a Guerra dos Farrapos uma luta entre a elite pelotense e os burocratas e comerciante de Porto Alegre?

Fecham o livro dois textos sobre o Laranjal. Num deles, Luiz Lanzetta retrata, com sensibilidade e humor, o que foram os primeiros anos do balneário que se formava às margens da Lagoa dos Patos.

Antes de Mais perfeito que o Paraíso, os autores apresentaram 50 tons de rosa – Pelotas no tempo da ditadura (Artes e Ofícios, 2016) e A língua de Pelotas e outras barbaridades (Insular, 2018).

Mais Perfeito que o Paraíso e Outros Desatinos de Pelotas: Lançamento e autógrafos
Quando: Sábado, 9/11, às 19h
Local: Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Pelotas


Fonte: Satolep Press

Uma resposta para “Nove jornalistas contam histórias incríveis sobre Pelotas”

  1. Folheei o primeiro livro editado pelos mesmos organizadores (não me lembro o nome, mas a capa é um desenho muito bonito que mescla café aquários, mercado público e teatro guarany). Um dos contos, que não tem de todo qualidade literária, peca principalmente no que me parece ser uma extensão da vaidade da elite pelotense, reproduzindo “nome e sobrenome” reais de personagens que são eles mesmos, para própria vangloriação, em história egocêntrica que valoriza o que temos de “melhor”: nossa elite decadente e mesquinha em seus espaços de convívio.

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