Jogo Sujo: O Vermelho do Rock

Composta por Matheus Carrer (bateria), Marcio Moraes (vocais e guitarra), Jacson Strapazzon (baixo), Lucas Nicolini (guitarra) e Mateus Bündchen (teclados), os temas de amor sabem como ser o combustível infalível de todas as horas.

Que o bom e velho Rock and roll nunca morre, isso nós já sabemos! Aliás, muito pelo contrário… Ele apenas se renova! Essa juventude atemporal que só entende quem é adepto ou sabe apreciar aquele som único e sempre em tempo de uma boa guitarra distorcida.

Foto William Hermann

Mas o fato é que o estilo também cria raízes. Ramifica de forma tamanha, que sequer os Beatles, lá nos anos 1960, poderiam imaginar que, aqui, em plenos anos 2000, essa banda radicada Bento Gonçalvense seguiria seus passos. Inspirados naquele período da música, eles são adeptos desse som notável (e nostálgico) do rock original, que nunca sai de moda, e a gente ama. De quem estou falando? Dos rapazes da Jogo Sujo!

Caindo Na Estrada
Foi então que, em meados dos anos 2007 os amigos resolveram se juntar, puro e simplesmente para dar vazão à sua veia musical, e tocar os melhores sucessos de suas playlists. Só que, como já era de se esperar – e acontece nas melhores bandas – a brincadeira acabou ficando séria. Não demorou muito para, em 2017, lançarem o primeiro álbum, intitulado Embriagados de Amor.

A produção ficou por conta de Lucas Hanke, ex-integrante da banda Júpiter Maçã. Mas esse não foi o único nome de peso no disco, não! O trabalho ainda contou com as participações de Frank Jorge (Cascavelletes), na faixa A mais de 100, e King Jim (Garotos de Rua) em Rock and Roll (A Solução dos Seus Problemas).

“2017 é um divisor de águas para banda. nosso primeiro show do ano já foi 100% autoral. Já tínhamos reformulado o visual da banda e começamos a vestir o vermelho. Também é o ano de lançamento do nosso primeiro disco (Embriagado de Amor), a partir dali as coisas começaram a acontecer”, recorda Marcio Moraes.

O que aconteceu em seguida? Bom, nem é preciso dizer que a Jogo Sujo caiu na estrada, fez turnês no interior do estado e em São Paulo, onde participou da gravação do programa Show Livre, e ainda, de quebra, foi indicada ao Prêmio Açorianos de Música 2017. No final de 2018, a canção Você Chegou Para Ficar, encerra com chave de ouro aquele ano, contando com mais
uma participação, Fabrício Back, da banda Vera Loca.

Que Tal a Gente Ser Feliz Agora?
Pra que deixar pra depois? Esse é o questionamento do novo single da banda. Na produção, Juliano Cortuah, responsável por diversas trilhas sonoras das novelas da Globo. A música não é só mais uma canção de amor. É, mas, sobretudo, também discute igualdade de gênero. A mensagem que fica fala de amor, mas também é política, afinal. Ela enaltece um amor livre, que deve prevalecer sobre qualquer julgamento.

“A banda representa o amor. Essa é nossa bandeira. Cantamos um amor guiado pelo coração. Essa canção faz um debate sobre igualdade de gênero, propondo que o amor é livre e deve prevalecer sobre qualquer outro julgamento. Azul ou Rosa. Meninos, Meninas; Meu coração é quem vai escolher”, frisa Moraes.

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