Luciano Mello estreia “Depois da Queda” em Pelotas

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Depois da queda, novo show de Luciano Mello, estreia no próximo dia 31 de agosto, 20h, na Bibliotheca Pública de Pelotas, com entrada franca.

Foto: Patrick Tedesco
Foto: Patrick Tedesco

Luciano Mello iniciou sua carreira no final dos anos 80 compondo trilhas sonoras para teatro. Já no início dos anos 90, ganhou o prêmio Sul Em Canto com a produção e apresentação do clipe Caras Magras, música de sua autoria, participando também de alguns projetos paralelos, entre eles a banda Cinema Elétrico.

Histórias em torno da queda (K7) 2015 - Luciano Mello
Histórias em torno da queda (K7) 2015 – Luciano Mello

Após acumular ao longo dos anos, composições, shows, projetos e diversos trabalhos como produtor musical, Luciano Mello lançou em 2015 “Histórias em torno da queda” em fita K7 acompanhada de código pra download em alta qualidade. Agora em 2017, chega o momento de apresentar seu novo show “Depois da queda”.

Luciano Mello “Depois da Queda”
Quando? 31 de agosto de 2017 – quinta-feira
Hora? 20h
Onde? Bibliotheca Pública Pelotense
Entrada Franca

Subversão. Subverter o sentido é o jogo de Depois da Queda, novo show de Luciano Mello, pela primeira vez, solo. Talvez a ideia de solo aqui também seja subvertida. Para um show solo, normalmente imaginamos um artista solitário com seu instrumento. O instrumento de Luciano Mello são muitos e junto com ele neste solo teremos computador, teclado, controlador, processador de voz, pedais e um toca-fitas cassete, com uma fita, que claro, toca de verdade.
Política. Depois da Queda é um show político, invoca um pouco de caos para que desse caos se extraia um pouco de paz. É dúbio mas diz ao que vem.
Dúbio. Canções de amor viram canções de guerra (sem maiores explicações para não estragar surpresas canções desconhecidas e inéditas se misturam, sem qualquer cerimônia, à canções mais do que populares e que em algumas vezes pareceram ter dado o que tinham que dar. Ledo engano. Em Depois da Queda, tudo é renovado, até a
fita cassete.
Diz ao que vem. Diz porquê não faz rodeios, ataca direto, se posiciona sem medo, faz pensar e, contudo, não faz canção de protesto, faz poesia.
Histórias em torno da queda. Estruturado no álbum Histórias em torno da queda, lançado por Luciano Mello pelos selos Bing Machine e Escápula Records em março de 2015, Depois da Queda não é a versão solo do show de mesmo nome, é um show absolutamente
novo. Traz versões novas para sete canções do álbum de 2015, releituras de três canções do álbum de 2007, Universo Barato, e também uma interessante versão ao vivo para “O ciúme” (Caetano Veloso) do EP TrêsCaetanos, de 2011, mais versões para Gonzaguinha,
Chico Buarque e Edu Lobo, Assis Valente e Björk. Há relíquias no repertório, canções dos anos 1970, 80 e 90, mas não se trata de um show saudosista, não há nada que tenha sido cantado, dito, que não se deva dizer hoje. Aliás, Depois da queda é um soco no estômago
da atualidade.

LUCIANO MELLO, compositor, pianista, arranjador, cantor e produtor musical trabalha música como quem pinta quadros. Para ele a canção não depende apenas de composição e interpretação, pois entende que a produção é quem define, dá caráter e cor ao que faz. Com alguns prêmios como o RUMOS – Itaú Cultural, Mello é um artista com poucos álbuns, mas com qualidade capaz de arrancarem elogios de altos postos da música, entre eles André Midani que ao ouvir o CD Universo Barato imediatamente tratou de descobrir o contato do artista para dizer: “Seu álbum é impressionante!”. A frase é pequena, mas vindo de quem veio, não é pouca coisa.
O álbum Universo Barato, lançado em 2007 (disponível em todas as plataformas digitais), reúne um time monstro de primeira classe, entre eles Arthur de Faria (que já gravou entre mais e tantos com Pato Fu, Fernanda Takai, Adriana Calcanhotto), Fernando Pezão (da banda gaúcha Papas da Língua), Nico Nicolaiewsky -in memorian- (Tangos e Tragédias),
Vitor Ramil (com quem também compôs algumas músicas em parceria), Nelson Coelho de Castro (um dos ícones máximos da chamada MPG – música popular gaúcha), Léo Henkin (Papas da Língua e compositor de trilhas de filmes como “Houve uma vez dois verões”), entre outros. Universo Barato recebeu indicação ao Prêmio Açorianos de música.
Em 2011, Luciano lançou o EP TrêsCaetanos, um mini álbum com três versões eletrônicas para músicas de Caetano Veloso (disponível em soundcloud.com).
Radicalizando o conceito de produção musical, em 2015 Luciano Mello lançou o álbum Histórias em torno da queda (disponível em todas as plataformas digitais e em Fita Cassete!), neste álbum o conceito se baseia em enquadrar canções de sua autoria, mais Camisa Listrada de Assis Valente (gravada originalmente por Carmen Miranda em 1937), em arranjos de bateria (na maioria das vezes eletrônica) com piano (quase sempre acústico), criando uma mistura de Trip Hop com Noise Rock, sem contudo deixar que o conceito sobreponha a qualidade das canções, com excelentes letras e melodias.
Mello também compõe para teatro, destacando-se recentemente as trilhas que compôs para a peça Sr. Kolpert (2013), em que todos os instrumentos foram escritos para serem executados com voz e interpretados pelo cantor Fabio Medina, de quem também produziu o
álbum eletrônico “Keep It Down” (disponível em todas as plataformas digitais). Outra trilha em destaque é a da peça No que você está pensando? (2015) de escrita e dirigida por Tainah Dadda, trilha também com indicação ao Prêmio Açorianos de Teatro.
Atualmente Luciano Mello está preparando o lançamento do single Fruto Proibido, música de Rita Lee lançada no icónico álbum de mesmo nome em 1975. Neste single, Luciano trabalhou com o produtor Guilherme Ceron, premiado com o Grammy – 2016, pela produção do álbum “Derivacivilização” de Ian Ramil.
Enquanto Mello não entra em estúdio para iniciar a gravação do seu próximo álbum que provavelmente venha a se chamar “Não ouça nunca o que eu digo”, que será produzido por ele em parceria com Guilherme Ceron, está terminando de ensaiar seu novo show: Depois da queda, com versões de voz e piano para as canções dos seus álbuns anteriores e algumas surpresas do pop nacional em versões quase acústicas.
Quase, pois o show traz várias surpresas com interferências eletrônicas, tornando um show solo, além de muito atrativo, prático de viajar. Como disse Luciano, “Levo a mim, um case com um teclado e uma malinha com surpresas, entre elas um walkman toca-fitas que funciona de verdade no show”. Coisas de um artista que além de arranjador e compositor,
conhece muito bem os segredos técnicos dos estúdios e da produção musical.

Depois da Queda
Luciano Mello: direção musical, voz, piano eletrônico, sampler, loops e fita cassete
Tainah Dadda: direção cênica
Júlio Machado: direção pianística
Patrick Tedesco: desenho visual, vídeos e projeções
Fabio Medina: operação de vídeo ao vivo
Lauro Maia: som ao vivo
Ana Maia: produção executiva

Realização CKCO e Bing Machine
Apoio: Bibliotheca Pública Pelotense; Viravento Filmes e Piano Class

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