Oficina Horizontal de Poesia em Pelotas

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Neste próximo sábado, 9 de setembro, acontece o segundo encontro da Oficina Horizontal de Poesia, no Museu do Doce (Praça Coronel Pedro Osório, número 8) das 14h às 16h, com entrada franca.

Não precisa dominar idiomas, saber escrever e nem entender nada de poesia. É só chegar com junto com essa galera bonita que não tem caô nenhum mesmo. O evento é gratuito e não tem pré-requisitos.

Com a proposta de todos aprenderem a ler e escrever melhor, a oficina horizontal busca reintroduzir seus participantes a um assunto que todos eles já conhecem um pouco.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Embora muitas pessoas educadas consigam relembrar e até recitar de cor alguns poemas de seus tempos de infância, escola e até universidade, a maioria das pessoas não é mais admiradora nem leitora assídua de poesia. Muitas explicações para essa queda de popularidade são possíveis. Desde o século XIX, as famílias já não recitam mais poesias em suas salas; a preeminência do verso livre persuadiu muita gente de que a poesia perdeu sua musicalidade e o modernismo deixou o estigma de que a poesia tem de ser difícil e intrincada. A suspeita se tornou o modo de leitura predominante: muitos adultos e jovens ainda acreditam que a poesia precisa ser decifrada, que uma perícia especial ou uma habilidade quase mágica é necessária para revelar seus sentidos escondidos. A proposta da oficina é aplacar esses medos e encorajar respostas a diferentes tipos de poema. A idéia é inspirar os participantes a continuarem lendo e ouvindo poesia. Nesse evento, o interesse está menos em sentidos profundos ou escondidos e mais no jeito como poetas comunicavam pensamentos e sentimentos através de um meio verbal que é familiar a quase todos desde muito cedo.

Em vez de perguntar “o que esse poema significa?”, a proposta da oficina é encorajar uma abordagem baseada em quatro perguntas fundamentais: “o que eu noto nesse poema?”, “o que é estranho ou peculiar aqui?”, “que palavras novas, ou palavras familiares em novas situações, eu vejo?”, “por que ele é escrito dessa, e não de uma outra maneira?”.

Embora a oficina apresente poemas de diferentes épocas (do renascimento inglês ao contemporâneo brasileiro), seu objetivo não é uma investigação histórica. Seu foco está em técnicas, padrões, hábitos e gêneros. A observação desses elementos é distribuídas em três áreas que se acredita definirem a poesia e separá-la das demais formas de escritura e expressão: figuras de linguagem, som e música, e tom de voz.

A oficina foi planejada para considerar aspectos dessas três grandes áreas, mas cada encontro se concentra, em algum grau, sobre todas elas juntas, incentivando a leitura mais atenciosa possível dos poemas selecionados.

Não é necessário dominar idiomas nem saber escrever para participar. Não é necessário pagar, nem se escrever, nem nada. Se a ideia te apela, basta acessar o grupo no facebook e observar a data dos encontros, que normalmente acontecem aos sábados, a partir das 14 horas, mas não têm local nem horário pré-fixado.

Fonte: Guilherme Oliveira

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