Pintora gaúcha participa da GZ- Basel, na Suíça

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Giuliana Mottin destaca-se no mercado internacional de arte.

A artista plástica porto-alegrense Giuliana Mottin, radicada nos Estados Unidos, foi selecionada pela galeria holandesa Zero para participar da feira de arte contemporânea GZ-Basel. O evento ocorrerá na Basiléia, Suíça, entre 18 e 22 de junho, e será a primeira vez que a pintora mostrará seu trabalho na Europa. A feira acontece no período e na mesma cidade da Art Basel, conhecida como “Olimpíada do mundo da arte”.

Esta é apenas uma das últimas das conquistas da gaúcha, de 34 anos, que vem acumulando elogios e destacando-se no circuito artístico norte-americano. Ela participou da Select Fair durante a Art Basel Miami Beach, em dezembro de 2013, e também da Alternative Art Space Gallery, em Boston, em abril deste ano. Uma exposição sua com o artista Sean Kalen Blake está em cartaz na DNA Gallery, que a representa em Santa Barbara, California.

Também pela DNA Gallery, Giuliana participou da Select Fair New York, entre 8 e 11 de maio, em Nova Iorque. No primeiro dia do evento, a colunista Ann Binlot recomendou no T Magazine Blog, no site do The New York Times, que, entre as 41 galerias presentes, três fossem visitadas. E uma delas é justamente a pequena DNA Gallery.

Saatchi Art Gallery | O talento de Giuliana não passou despercebido por Rebecca Wilson, curadora-chefe e diretora de desenvolvimento de artistas da Saatchi Art Gallery, uma das mais importantes galerias de arte virtuais do mundo — desdobramento da conceituada Saatchi Gallery de Londres. Em maio de 2013, Rebecca a selecionou para a mostra on-line Young Masters, uma coletiva de jovens talentos cujos trabalhos têm semelhança aos dos grandes pintores do século XX.

E, por identificar pontos em comum do estilo de Giuliana com o do pintor Jackson Pollock, em janeiro de 2014, Rebecca também a convidou para a coletiva on-line em homenagem ao norte-americano que foi referência do expressionismo abstrato. A mostra reuniu um grupo de 15 artistas, que se destacaram entre cerca de 2 mil jovens.

*Perfil de Giuliana Mottin na Saatchi Art Gallery:
http://www.saatchiart.com/account/profile/384996​

Novas exposições | Mesmo com a agenda cheia nos próximos meses — com mostra já marcada até em dezembro, na Select Fair WYNWOOD, entre os dias 2 e 7, em Miami —, Giuliana conta que, atualmente, a sua rotina mensal envolve passar duas semanas em casa, trabalhando em novas pinturas, e as outras duas viajando para os lugares onde está expondo. O que pode parecer cansativo, para ela é um incremento de criatividade e de paixão pelo ato de criar. Viver em aviões, de fato, não é problema para a pintora, que está planeja realizar uma mostra individual em Porto Alegre ainda em 2014.

Quem é Giuliana Mottin
O interesse de Giuliana pelas artes começou ainda na infância. Estimulada pelos pais, teve contato com as tintas aos 3 anos, quando descobriu que o seu jeito de pintar, que persiste até hoje, era com as mãos, sem usar pincéis. Aos 11, passou a ter aulas de pintura a óleo, estudo que manteve durante toda a adolescência. Foi, inclusive, aluna de Gessy de Menezes.

Em 1999, buscou aperfeiçoamento na Accademia di Belle Arti, em Florença, na Itália, onde posteriormente graduou-se em Figurino e Design de Moda, na University of Florence. Durante o período em que viveu na cidade, Giuliana participou de uma série de produções cinematográficas, entre elas Hannibal, do diretor Ridley Scott.

Mudou-se para Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 2007, onde continuou a desenvolver a sua técnica de pintura. Acrescentou a ajuda de uma pequena esponja, que marca fortemente as suas telas. Desde 2013, constituiu uma segunda residência, esta em Los Angeles, Califórnia, onde tem um estúdio de pintura.

Entre os ícones que sempre a inspiraram, estão nomes como Cy Twombly, Modigliani, Jean Dubuffet, Edvard Munch e Jackson Pollock. Para expressar o que pensa sobre o seu próprio trabalho, Giuliana cita duas passagens do poeta romeno Tristan Tzara, um dos iniciadores do Dadaísmo: “A arte é uma coisa privada, o artista faz isso por si mesmo; uma obra compreensível é o produto de um jornalista (…)” e “Precisamos de obras fortes, diretas, precisas e para sempre incompreendidas (…).”

Segundo a artista, ela lê estas frases todos os dias: “É para lembrar a mim mesma que padrões não importam. O que importa é ser único. Eu não sou escritora, nem poeta, mas em cada uma das minhas pinturas há um poema a ser desvendado. Elas estão apenas esperando por seu poeta, ou seja, a pessoa que sentirá tocada pela obra.”

Mais sobre Giuliana: www.giulianamottin.com | www.facebook.com/giulianamottin

Fonte: Ana Guerra e Dóris Fialcoff

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