Renã Burkert, o primeiro Pelotense a integrar o Cirque du Soleil

De Pelotas para o Mundo, Renã Burkert embarcou para a Alemanha no último dia 23 de junho, para integrar o espetáculo Sonor, onde passou pela montagem do novo número de Roda Cyr criado a partir de suas técnicas.

Iniciando em 2004 no grupo de Capoeira Filhos da Roda. Na sequencia Renã integrou o Grupo Tholl, fundou o grupo Conexão, entrou para o time de artistas do Beto Carrero Word e conquistou o 5º lugar no World Championships 2016 in Wheel Gymnastics.

Foto Arquivo Pessoal
Foto Arquivo Pessoal

Trajetória
Renã fez parte do grupo de capoeira Filhos da Roda durante 4 anos, saindo em 2007 quando entrou para o Grupo Tholl onde teve o primeiro contato com a Roda Cyr, e a partir daí começou a treinar e se dedicar a esta técnica, tendo suas primeiras lições através de vídeos da internet, pois na época era uma modalidade pouquíssimo conhecida no Brasil.

Beto Carrero - Arquivo Pessoal
Beto Carrero – Arquivo Pessoal

Em 2010 criou o Grupo Sincronia, que em seguida passou a se chamar Conexão, e ganhar espaço na cidade e região com animações a apresentações do espetáculo Eletro Cirque. Já em 2013, foi chamado para integrar os shows do Parque Beto Carrero Word onde ganhou visibilidade e intensificou sua rotina de treinamentos sempre buscando evoluir e aprimorar seu número solo.

5º lugar no World Championships 2016 in Wheel Gymnastics
5º lugar no World Championships 2016 in Wheel Gymnastics

No ano de 2016 com muita determinação e dificuldade conseguiu representar o Brasil no Campeonato Mundial de Rodas, em Cincinnati, EUA, conquistando o 5º lugar na modalidade Cyr Whee e colocando o Brasil como referência no topo da ginastica de Rodas.

Após o título do campeonato mundial Renã redobrou sua rotina de treinos pois queria ainda mais, sempre acreditou que precisava ser o melhor naquilo que se propôs desenvolver, foi quando em março de 2018 resolveu participar do teste para o Cirque du Soleil, sendo selecionado para integrar o núcleo de Casting.

Ranã - Cirque du Soleil
Ranã – Cirque du Soleil

No dia 19 de junho de 2018 recebeu um e-mail com instruções para assinatura de contrato e confirmação de dados de passagens, vindo a embarcar para a Alemanha do último dia 23 de junho para integrar o espetáculo Sonor, onde passou pela montagem do novo número de Roda Cyr criado a partir de suas técnicas, para ser apresentado em um cruzeiro pela Europa a bordo do navio na MSC Meraviglia em parceria com o Cirque du Soleil.

Renã sempre acreditou no seu sonho e mesmo achando que ele estava muito distante jamais deixou de dar o seu melhor e de valorizar cada passo dado para seu crescimento. Sempre soube agradecer os amigos e familiares que estiveram por perto nos momentos de desanimo e dificuldade, pois, sem o apoio destes nada seria possível.

Cirque du Soleil 3Hoje, realizado por esta conquista ele declara: “Acredito que Pelotas está no cenário mundial em muita coisa, mas no circo é a primeira vez. Tenho muito orgulho de entrar na história da cidade com um feito que sempre foi meu sonho. Obrigado Pelotas!”

Mesmo sabendo do seu alto grau de evolução nestes últimos anos sempre manteve os pés no chão e muita humildade para agradecer a todos aqueles que lhe ajudaram a subir cada degrau desde o seu início, e toda a vez que visita Pelotas aproveita para ver sua família e arruma um jeito de visitar seus velhos amigos.

É com muito orgulho que comprovamos o quão qualificado é este Pelotense e o quanto vale a pena lutar pelo que acreditamos. A realização deste sonho não é só do Renã, mas de todos que sempre acompanharam sua trajetória, acreditaram e torceram por ele.

Foto Arquivo Pessoal
Foto Arquivo Pessoal

Fonte: Débora Pinheiro

“Tchêatro do Bebé” encerra a temporada do “Quinta de Humor” em Rio Grande

Nesta quinta-feira, 08, será realizada a última “Quinta do Humor” da temporada de verão no Partage Shopping Rio Grande. Projeto levou ao público entretenimento gratuito e de qualidade.

Após três apresentações de grande sucesso, o palhaço Bebé encerra a participação no empreendimento com mais um grande espetáculo a partir das 20h, na Praça de Alimentação.

Mais de 12 mil pessoas assistiram as irreverentes performances do palhaço e os personagens do seu teatro que, pela primeira vez, foram apresentadas gratuitamente à população rio-grandina. Segundo o artista José Ricardo de Almeida, o Bebé, o projeto “Quinta de Humor” possibilitou levar até o público mais alegria e diversão durante a semana, além de ser realizado em local com uma estrutura propícia para os espetáculos, com conforto e segurança.

“Nós artistas e, principalmente palhaços, somos doutores da alegria e o nosso objetivo é arrancar o máximo de risadas do público. Isso faz bem para alma e nos ajuda a enfrentar os obstáculos da vida de forma mais leve, até porque fazemos piada de episódios do nosso cotidiano”, conta Almeida ao falar sobre os enredos das apresentações, que buscam retratar situações corriqueiras do dia-a-dia, mas com muito humor.

Encerramento temporada “Quintas de Humor”
Quando: 08/02/2017 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Praça de Alimentação – Partage Shopping Rio Grande
Entrada Franca

Grupo Tholl recebe doação de containers para reestruturação do Centro de Treinamento

Chegada de equipamentos doados pela Sagres e CMPC dá início à reformulação do CT com criação de biblioteca e miniteatro.

Foto: Nauro Junior
Foto: Nauro Junior

O Centro de Treinamento (CT) do Grupo Tholl contará em breve com um miniteatro para apresentações e uma biblioteca. A mudança começou na manhã desta sexta-feira(27) com a chegada de dois contêineres doados pela Sagres Agenciamentos Marítimos e CMPC Celulose Riograndense – empresas parceiras do grupo no projeto Porto das Artes. Os equipamentos serão transformados em camarim, miniteatro e também em uma biblioteca para os artistas e a comunidade. A ideia é que até 2018 o grupo possa fazer apresentações no próprio CT, com as melhorias que estão se consolidando. Para o diretor do Grupo Tholl, João Bachilli, os contêineres chegam em boa hora, e ampliam as possibilidades de funcionamento do CT. “Com esta novidade conseguiremos criar dois espaços muito importantes para a logística dos artistas e também de interatividade com o público”, destaca.

Foto: Nauro Junior
Foto: Nauro Junior

A capacidade do local será de aproximadamente 150 pessoas. Com o novo palco, a trupe pretende criar uma espécie de miniteatro para os treinamentos e apresentações. O diretor anuncia que a biblioteca será denominada de “Minha rua”, já que tem como objetivo trazer a literatura aos vizinhos do Tholl. Após a organização do local, uma campanha será feita para a arrecadação de livros do mundo circense e da literatura em geral. “As pessoas poderão se encontrar com a literatura e as artes aqui dentro”, resume. João credita à parceria com as empresas, a possibilidade de realizar este antigo desejo, que contou com o empenho da arquiteta Fernanda Pereira, responsável pela estruturação do projeto. “Estamos contentes de termos aqui no CT esta forma contemporânea de construção, em sintonia com a proposta de potencializar, reutilizar e de se reinventar, que o Grupo Tholl mostra nos palcos”, finaliza.

Fonte: Gabriela Mazza
Jornalista – MtB: 9838
Satolep Press – Comunicação e fotografia

Grupo Tholl prepara turnê “No Natal Daquele Ano”

O Grupo Tholl, Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul, definiu as datas das primeiras apresentações de “No Natal Daquele Ano”, sua mais nova produção, em dezessete cidades do Rio Grande do Sul.

Foto: Juliano Kirinus
Foto: Juliano Kirinus

Livre para todos os públicos, a montagem estará em Rio Grande dia 26 de novembro, Jaguarão, dia 1º de dezembro; Bento Gonçalves, 3; Flores da Cunha, 4; Pelotas, dia 6; Santa Vitória, 7; Cachoeira, 8; Canguçu, 9; Erechim, 10; Aratiba, 11; São Lourenço do Sul, dia 15; Camaquã, 16, Caxias, 17, Farroupilha, 18, Ijuí, 21; Passo Fundo dia 22 e Costão do Santinho-SC no dia 24 de dezembro, sob a direção de João Bachilli, roteiro e produção musical de Bachilli e João Schmidt.

Acompanhe a turnê via facebook.com/grupotholl.

No Natal Daquele Ano (Sinopse)
Uma árvore de Natal na vida de uma criança pode se tornar uma verdadeira caixinha de surpresas.
“Quando eu era pequeno, em um certo ano, minha família e eu montávamos a árvore com grande alegria e festa. Cada enfeite que eu pendurava minha imaginação brincava com situações de pura fantasia. Meus pensamentos viajavam e eu brincava com eles.
– Pendura, pendura… Só falta o toque final, a estrela no ponto mais alto, carregando toda a luz dos nossos sonhos!
Pronto! Estava montada. Linda!
Luzes piscantes, enfeites diferentes, bonecos, duendes, bolas, estrelas e guirlandas, faziam uma composição com total harmonia.
Trabalho feito! Missão cumprida!
Hora de dormir e esperar a vinda do Bom Velhinho. Nem pensava em presentes, só ficava fixado na beleza da minha árvore, projetava como ele iria achar ela linda, talvez desta vez eu surpreenderia o Papai Noel, seria eu quem daria um presente a ele!
Comecei a adormecer, não sei se estava dormindo ou ainda acordado!
Acho que minhas emoções me levaram a acreditar que aquele mundo era real!
Minha árvore se transformou, criou vida. De dentro dela surgiu um grande cortinado de Circo. Cada vez que as cortinas abriam surgia uma surpresa nova… foram muitas! Coloridas, engraçadas, mágicas e emocionantes!
Aqueles personagens que ali se apresentavam com graça e agilidade sempre traziam uma mensagem importante pra mim: de que devemos sempre acreditar nos nossos sonhos e desejos, que nossa felicidade está em nossas mãos, que devemos ser generosos e cultivar a PAZ.
Parece que escutamos tanto estas palavras… Colocamos elas em prática?
Pois então, aquele seria um ponto de partida. …A noite de NATAL!
E todos os outros dias do ano como consequência desta noite símbolo!
Fazer o bem sempre e ajudar a quem precisa!
Num pulo me acordei e senti que tudo aquilo tinha sido um sonho!
Será?…
Olhei minha árvore e vi que ali estavam colocados vários presentes para todos da minha família. Nunca esqueci daquela noite.
“O NATAL DAQUELE ANO” ficou sempre na minha memória e sempre lembro dele, sempre questiono se foi sonho ou não! “

O mais importante é que o verdadeiro sentido que o Natal traz aos nossos corações ficou dentro de mim e tento preservá-lo sempre: AMOR! PAZ! FELICIDADE! FELIZ NATAL!
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Muito Palhaço pra Pouco Circo será apresentado em Porto Alegre

Nome tarimbado do teatro gaúcho, Heinz Limaverde volta à cena. Só que, dessa vez, ao ar livre. Muito Palhaço para Pouco Circo vai ter como palco o Recanto Europeu, no Parque Farroupilha, no dia 22 de outubro, às 16h.

Não haverá bilheteria e o ator irá passar o chapéu – em vez de ingresso, contribuição espontânea. Se chover, a apresentação será cancelada.

Foto: Adriana Marchiori
Foto: Adriana Marchiori

O Espetáculo:
O imaginário do circo está presente em nossas memórias de infância e também do que somos hoje, nos conectando com um mundo de magia, sonho e aventuras, onde o palhaço é um personagem central. Solo de Heinz Limaverde, Muito Palhaço pra Pouco Circo nasce desse universo de jogo e possibilidades de aventuras, trazendo à cena uma forma simples e poética de revivermos os antigos picadeiros de circo.

O palhaço Roe Roe tenta fazer de tudo para agradar sua plateia. Mostrando que brincar e imaginar são parte de nossas vidas, todo o tempo. Ainda que nem tudo dê certo, o palhaço tropeça, erra, pisa na bola. Mas não deixa de tentar e acreditar que o mundo pode ser um lugar de encontro e encantamento.

Muito Palhaço pra Pouco Circo foi desenvolvido através de intervenções e pesquisas do palhaço Roe Roe em parques, escolas e eventos. A montagem propõe uma relação de proximidade com o público, que também é parte de nosso circo imaginário. O palhaço Roe Roe transita entre gags clássicas, números musicais, improvisos, a interatividade com o público e as habilidades do artista de rua para entreter e dialogar com os espectadores. O resultado é um espetáculo para todas as idades cheio de encanto e diversão.

Como nas antigas rodas de brincadeiras, o ator propõe canções, apresenta brinquedos artesanais, instrumentos musicais e muito jogo, tornando a plateia parte do acontecimento cênico.

Vem brincar com o Roe Roe?

Muito Palhaço pra Pouco Circo
Quando: 22/10, sábado, às 16h.
Onde: Recanto Europeu do Parque Farroupilha, em Porto Alegre.
Quanto: contribuição espontânea
Obs: se chover, a apresentação será cancelada

O ATOR – HEINZ LIMAVERDE:

Integrante da Cia. Rústica, Heinz Limaverde fixou endereço em Porto Alegre por mais de 20 anos. Mas atualmente se define como nômade, cruzando o país com seus espetáculos.

O ator começou sua trajetória artística a partir do fascínio despertado pelas trupes que visitavam sua cidade natal – Crato, no Ceará. De shows de drag queen a Shakespeare, da rua à sala, o intérprete tornou-se um dos nomes de maior destaque da cena gaúcha. No cinema, atuou no longa Ainda Orangotangos e no curta-metragem Outros, ambos de Gustavo Spolidoro.

Heinz já recebeu vários prêmios como ator de teatro, entre eles dois troféus Açorianos (O Gordo e o Magro vão para o Céu, 2008, e O Pagador de Promessas, 2000), dois Braskem (A Megera Domada, 2008, e Sonho de um Noite de Verão, 2006) e um Tibicuera (O Hipnotizador de Jacarés, 2006).

Fonte: Léo Sant´Anna

Projeto resgata a história do circo e da música no Brasil

O circo é democrático. Nele cabem todas as diferenças, encontram-se todas as idades, as classes sociais, as profissões, as orientações sexuais, etnias e tantas outras distinções.

13267939_1091321247590848_7760490639610353508_nSegundo registros, ele existe no Brasil desde o século XIX, e exerceu um papel fundamental no desenvolvimento da musica nacional. Sua estrutura-palco itinerante penetrava nos interiores e capitais desse Brasil com espetáculos que agregavam diversas linguagens e dentro dos quais a música era imprescindível, executada por bandas contratadas localmente ou pertencentes ao próprio circo. Além da fina sintonia entre a música e os números apresentados, os próprios circenses se apropriavam da música pra dialogar com o público – como as rumbeiras e os palhaços. Também era debaixo da lona que cantores populares como Cauby Peixoto, Cascatinha e Inhana apresentavam seu trabalho musical.

Lívia Mattos, artista e socióloga, começou a se debruçar sobre o tema no seu bacharelado em Sociologia na Universidade Federal da Bahia, dando continuidade à pesquisa fora da academia. Entretanto, mais do que um projeto pessoal, trata-se de um apanhado documental da história do circo e da música no Brasil, baseado em uma fonte preciosa: as memórias e narrativas de quem fez história. O projeto Música no Circo começou suas entrevistas pela “etapa Bahia”, com os artistas circenses Pinduca, Pé de ferro, Dona Zeza, Chupeta, Cida, Fura-Fura, Baianinha, Dona Neide, Anselmo Serrat, Clovis Santos e Picolino. Esta etapa só foi possível através do apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

Nesta primeira etapa, aperitivos audiovisuais das entrevistas realizadas serão divulgados na web (YouTube / Facebook), para conhecimento do público em geral. Posteriormente também serão disponibilizados em uma flash page vinculada ao site: www.liviamattos.com. Lívia pretende dar continuidade ao projeto e entrevistar circenses de todos os estados, para produzir um documentário com todas as entrevistas no final. Para esta próxima etapa, todos para colaborar: quem conhecer algum circense veterano que possa contribuir com o projeto, indique ou entre em contato pelo e-mail info@liviamattos.com

Conheça e se emocione com as histórias no www.facebook.com/musicanocirco.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia apresenta Música no Circo
FICHATÉCNICA
Pesquisa/Direção/ Roteiro: Lívia Mattos
Direção de fotografia/videomaker: André Heleno
Edição/Montagem: João Maia
Captação de áudio: Napoleão Cunha/Dudoo Caribe

Fonte: André Moretti

Renã Burkert – Artista de Pelotas vai representar o Brasil em Cincinnati nos EUA

O jovem artista Renã Burkert esteve em Pelotas e aproveitou as férias para visitar sua família e amigos no inicio deste mês, ele atualmente trabalha no Beto Carrero World e integra os espetáculos Madagascar Circus Show e Blum desempenhando a 2 anos a função de acrobata e apresentando seu número de Cyr Wheel.

Foto: William Santiago

Renã está com o foco voltado para a participação do World Championships 2016 in Wheel Gymnastics, que é o Campeonato Mundial de Cyr Wheel (roda cyr), número este que ele aprendeu a 7 anos atrás no grupo de circo Tholl onde trabalhou até 2010, e desde então vem treinando e evoluindo sempre em busca da melhor execução e de truques com o grau de dificuldade cada vez maior.

Além de artista ele teve a experiência de dirigir seu próprio grupo por 3 anos em Pelotas, o Grupo Sincronia que logo passou a se chamar Grupo Conexão, e que continua realizando trabalhos artísticos esporadicamente na região.

Foto: Jean Nunes

O Pelotense foi um dos primeiros Brasileiros a ser convidado a participar do Campeonato que acontecerá no mês junho de 2016 em Cincinnati nos EUA, após um dos integrantes da comissão organizadora assistir alguns vídeos de seus trabalhos.

Foto: Le Romero

Na preparação para o campeonato ele conta que vêm assistindo a vídeos de edições anteriores da competição “fiquei muito feliz e surpreso com o convite e estou ansioso em representar Pelotas, os gaúchos, e o povo brasileiro em uma competição de nível mundial, tenho assistido muitos vídeos para aprender coisas novas e o melhor é contar com a ajuda de meus colegas de elenco principalmente meu amigo William Santiago que sempre me corrige e incentiva a tentar coisas diferentes”.

Foto: William Santiago

Renã encerra dizendo que sua meta nesta primeira participação é passar da primeira fase e que para isso intensificará sua rotina de treinamento após o período de férias, “estou renovando as energias nas férias para poder voltar com força total aos treinos e me dedicar o máximo para ter um bom desempenho”.

Por: Débora Pinheiro

Festival de Circo de Pelotas com inscrições abertas

O Festival de Circo de Pelotas é um sonho antigo do Grupo Tholl. A trupe participou de diversos eventos semelhantes pelo Brasil, como em Recife, São Paulo e Porto Alegre, sempre pensando em fazer algo do gênero. Com tal intenção, o Tholl participou de edital da Secretaria de Cultura de Pelotas, sendo agraciado com o investimento financeiro para parte da programação, a ser desenvolvida de 18 a 22 de novembro.

O evento pretende convidar a sociedade a vivenciar o circo por inteiro, através de intensa programação formativa como oficinas, diálogos sobre circo e políticas culturais e ainda apresentações em bairros, centro e praças, entre outros. Durante os cinco dias do Festival, o palco principal do circo será o Centro de Treinamento Tholl, porém, a arte circense será levada para os bairros, com apresentações e oficinas, democratizando o acesso e imbuindo, principalmente nos jovens, o gosto por esta arte milenar.

Acreditando que é preciso descentralizar a cultura, o Tholl levará parte das oficinas para locais mais distantes e carentes de cultura, como a Colônia de Pescadores Z-3 e outros bairros afastados da área central. Além das oficinas nos bairros, serão apresentadas oito performances pela cidade, em locais não convencionais, como hospital, fila de banco e Café Aquários, como forma de levar arte ao povo.

Faz-se necessário capacitar e qualificar novos artistas para a linguagem circense, para isso, durante o Festival, serão oferecidas oficinas de técnicas de nível intermediário (tecido aéreo e báscula), para que os artistas aprimorem os seus conhecimentos, bem como serão ofertadas oficinas de técnicas iniciantes (mágica, corda bamba, trampolim e mastro chinês), dando oportunidade à formação de novos artistas.

Durante as cinco noites do Festival de Circo de Pelotas, o Centro de Treinamento Tholl será aberto ao público, a preços populares, para as apresentações de Gala do Circo. Ao todo, serão 40 performances apresentadas, entre números do Grupo Tholl, criados especialmente para o Festival, e também de outros artistas, inscritos previamente. Como fomento à criação de público apreciador de circo e de futuros artistas, e acreditando sempre na cultura feita para todos, a programação contará com 85% de atividades gratuitas, sendo: oficinas nos bairros, oficinas no Grupo Tholl, apresentações nos bairros, conversas sobre políticas culturais voltadas ao circo. O espetáculo Exotique, do Grupo Tholl, estará encerrando o Festival, dia 22, às 20h30min, no Ginásio do Sesi.

O pessoal que trabalha com circo, teatro ou dança poderá fazer a inscrição de performances entre três e oito minutos para o Festival de Gala, integrante do Festival de Circo de Pelotas até o dia 30 de outubro pelo email festivaldecircodepelotas@gmail.com. Cada performance selecionada receberá ajuda de custo simbólica de R$100,00 e disputará o troféu Melhor da Noite e a quantia de R$1.000,00

O Festival de Circo de Pelotas recebe apoio do Expresso Embaixador, Central da Costura, Senac, Doces Imperatriz, M. Tower Apart Hotel, CDL, Sindilojas, Gelei, Celsom, Mapelli Vídeos, Juliano Kirinus Fotografia e RBS TV, com financiamento da Secretaria de Cultura de Pelotas.

Leia online nossa versão impressa: Julho/2013

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EDITORIAL: APRENDER A NADAR

Poderia ser “nós cansamos da música”, porque essa é a nossa edição menos musical, e isso é comemorável, pois mostra as outras áreas ganhando força e significância tanto para o emissor quanto para o receptor. Poderia ser e-politik de novo, e essa ideia passou pela nossa cabeça, não mentiremos ao caro leitor. A edição é política.

Com tantas manifestações pelo Brasil desde o mês passado, a política mais do que nunca se hibridou com a cultura e não parece mais possível separar uma da outra em níveis mais avançados de interpretação. O Roberto topou o desafio de fazer a ponte com a cultura na sua cobertura da versão pelotense dos atos nacionais, que usou de uma abordagem cultura-pop sem deixar de ser política. Também por aí, mas de uma forma mais subliminar, Tom Magalhães resolveu, em uma de nossas madrugáveis reuniões de pauta, abordar o lado cultural de uma tribo urbana que geralmente é mais vista pelo lado político.

Por fim, virou a edição do aprender a nadar. A cultura de protestos nas ruas renasce, e também nós engatinhamos na tentativa de compreender algo tão novo. Já na entrevista aqui ao lado, Rafael Andreazza, da Moviola Filmes, chega à conclusão de que a produção cultural em pelotas engatinha e amadurece ao mesmo tempo com o advento do Procultura.

Seja política ou culturalmente, engatinhe conosco nas páginas a seguir.

(Nossa edição impressa tem uma tiragem de 4.000 exemplares, que podem ser encontrados em universidades, livrarias, padarias, cafés e pontos culturais espalhados pela cidade.)