Fio da Navalha lançará documentário homenageando a vida e obra de Flavio Dornelles

O ator e diretor porto alegrense é tema do novo trabalho da produtora, que resgata os momentos marcantes na trajetória do artista em seus mais de trinta anos de carreira.

Foto: O Fio da Navalha
Foto: O Fio da Navalha

Todos acomodem-se em seus lugares, pois o espetáculo já vai começar, ou melhor, estrear, dentro de poucos dias. Nessa nova história os personagens continuarão a brindar-nos de um enredo primoroso através do universo excêntrico de falas bem elaboradas e também cenários criativos e desfechos surpreendentes. O público poderá encantar-se novamente com o bom humor sarcástico e dotado de crítica social, além da magia dos tradicionais contos de autores marcantes na literatura brasileira que enriquecem a obra teatral tão indispensável à cultura pelotense.

Quem são eles? Seria o Chico Ruivo, o Osoro ou a Lalica, de “O Jogo do Osso”? Quem sabe poderia ser também o Cristo desajeitado e irreverente, acompanhado de freiras nada convencionais de “A Alface”? Ou ainda, talvez a doçura e o amor inocente de Pedrinho e Angela, “A Bruxinha Que Era Boa”, enfrentando as maldades do terrível bruxo Fredegundo e sua trupe? Bem, na verdade trata-se de todos eles, juntos e misturados, como dizem por aí. Todos e apenas um. Ou melhor, todos em um. Porque Flávio Dornelles é personagem que não acaba mais e talento pra dar e vender. Assim como a equipe da produtora independente Fio da Navalha, que está lançando mais uma obra da sétima arte. Desta vez, um documentário que homenageia o ator, diretor e professor de teatro em sua longa e bem sucedida trajetória profissional.

Fio da Navalha
Foto: O Fio da Navalha

Flávio Dornelles carrega consigo uma vasta bagagem, tendo participado de diferentes grupos teatrais na cidade, como a Cia. Cem Caras, inúmeras montagens, além de ministrar oficinas e cursos de teatro. Formou-se na primeira turma do curso de Teatro da Universidade Federal de Pelotas, mostrando que, mesmo com os anos de prática, o bom profissional permanece sempre disposto a aprender. Seus espetáculos foram berço de grandes talentos, dentre eles, nomes reconhecidos, não somente no cenário pelotense como também fora dele, tanto no teatro quanto na música. O cantor, músico e compositor André Lago, da banda de rock Mr Jhokin, além do ator da Rede Record, Theo Becker, figuram nessa lista.

“Uma pessoa que dedica sua vida a encorpar nosso patrimônio cultural”. (Luis Fabiano)

O documentário Flavio Dornelles – Palcos de Minha Vida apresenta o artista dirigindo e atuando. No desenrolar das cenas, este porto alegrense cuja cidade adotou como seu, interpreta o poeta pelotense ‘Lobo da Costa’, enquanto diferentes palcos de sua vida e obra apresentam também as histórias dos bastidores. Uma característica a ser destacada no trabalho do Fio da Navalha é o processo de construção e produção das obras, sempre contando com a parceria dos envolvidos nos projetos.

Foto: O Fio da Navalha
Foto: O Fio da Navalha

Neste documentário, o roteiro foi sendo criado durante as gravações, juntamente com Donelles, o que confere à obra o fator surpresa. Mesmo estando o artista e a equipe emergidos nessa atmosfera criativa, lhes fora assegurada também a possibilidade de vivenciarem o inusitado, o desfecho pouco esperado, os caminhos nos quais a própria obra os conduz em meio a licença poética que escapa por entre os dedos, garantindo a renovação e a fluidez tão indispensável ao universo da arte. “Entendemos que o filme é uma pequena homenagem frente a imensa contribuição de Flávio Dornelles ao teatro pelotense. Uma pessoa que dedica sua vida a encorpar nosso patrimônio cultural”, disse o diretor e fotógrafo da produtora, Luis Fabiano, em entrevista ao jornal Diário da Manhã.

“A história do Flávio não cabia numa entrevista”. (Carla Avila)

As gravações do longa iniciaram-se em 2014, e contaram com 6 locações, dentre elas o Teatro do IFSul, Teatro do Cassiano, Pontal da Barra e Praça Cel. Pedro Osório. O que viria a ser mais uma entrevista, como outras realizadas pela equipe e que podem ser conferidas no portal do Fio da Navalha na internet, acabou por desencadear ambições maiores. “Iamos fazer uma entrevista normal como estamos acostumados a fazer, mas ai percebemos que a história do Flávio não cabia numa entrevista. Aí decidimos fazer o longa”, comenta a produtora e pesquisadora Carla Avila.

O filme, que será levado a festivais, têm data marcada para o seu lançamento. É dia 31 de março às 19h30, no IFSul – Campus Pelotas, localizado na praça Vinte de Setembro, 455.

A magia do teatro e seu sentido no fazer sentir, num misto de emoções e de sorrisos, estará em festa. Enquanto isso, nos próximos dias os aplausos serão dele. E nos outros também, afinal, a obra de um grande artista nasce e torna a renascer, cria e transforma, propõe uma fonte inesgotável de possibilidades, além de um novo olhar frente a vida e ao mundo. A dramaturgia e o público agradecem. Flávio Dornelles, o palco, mais um vez, é todo seu!

Equipe Fio da Navalha: Luis Fabiano (direção geral/ fotografia/ edição); Carla Avila (produção/pesquisa); Claudio Ferreira (direção de fotografia/edição); Rogério Peres (direção de fotografia/WebMaster); Moizes Vaconsellos (luz/ fotografia/atuação); Daniela Xu (direção de fotografia); Liza Bilhaval (arte/figurino/produção); Júlio Sperling (edição/atuação).

Para acompanhar estar bem informado sobre todos os projetos da produtora, acesse o endereço ofiodanavalha.com.

O Ilusionista Sonoro – curta documentário sobre o músico e artista de rua Serginho Ferret

O lançamento do documentário será realizado hoje, sexta-feira (1º de dezembro) às 21 horas no Diabluras Gastronômicas em Pelotas. Após a exibição do documentário acontece a jam com Serginho e seus convidados, que é parte da programação do Colônia Festival.

Em uma conversa na madrugada de 2012 no Porto da cidade, entre o músico e artista de rua Serginho Ferret, o “Serginho da Vassoura” e a arte-educadora Roberta Alves surge a ideia de produzir uma criação audiovisual protagonizada pelo artista.

A ideia inicial que era gravar um curta de ficção, com a chegada do produtor audiovisual Chico Maximila logo se transformaria no curta documentário O Ilusionista Sonoro sobre o artista Serginho da Vassoura e sua música.

Serginho - Foto: Chico Maximila
Serginho – Foto: Chico Maximila

O documentário apresenta esse ícone da cultura urbana de Pelotas que sendo um observador de seu lugar e de seu tempo faz do seu microfone em praça pública um constante manifesto popular. Serginho é esse artista do improviso que se reinventa desde sempre, e isso somado ao seu despojamento estético e pessoal resultou no crescente reconhecimento do seu trabalho, tanto pelo público na rua quanto pela cena artística e cultural da cidade e região. A ideia em especial foi registrar o pensamento politico e artístico do Serginho através de suas composições e do seu cotidiano enquanto artista de rua.

O documentário é uma produção independente da Campos Neutrais Filmes, produtora fundada em Pelotas em 2004 por Chico Maximila e Rodrigo Neves, quem tem em seu currículo os curtas: O caramujo,2005, direção de Chico Maximila, Rodrigo Neves e Rafael Andreazza; Solitário Jorge, 2006, direção de Chico Maximila e Rodrigo Neves; Ponto a Punto doc.,2015 e Marés,2016; ambos com direção de Chico Maximila.

A direção é de Chico Maximila e o roteiro de Roberta Alves e Chico Maximila. O doc foi filmado no ano de 2012 e finalizado no ano de 2016 e tem duração de 17 minutos.
O doc foi filmado nos ambientes cotidianos do Serginho entre eles a sua casa, o seu trajeto pelas ruas da cidade e a praça onde durante diversos anos Serginho ocupou com sua caixa de som, seu microfone e muita irreverência. O documentário traz quatro composições do Serginho que são: PROSTITUTA DA MÚSICA BRASILEIRA, CRIANÇA VUDU/SUPER HERÓI BRASILEIRO, MR. GOOGLE e 200 ÂNUS DE PELOTAS.

Lançamento do curta documentário O Ilusionista Sonoro
Sobre o músico e artista de rua Serginho Ferret
Quando? 1º de dezembro de 2017 – sexta-feira
Hora? 21h
Onde? Diabluras Gastronômicas – rua Felix da Cunha, 954

Ficha Técnica:
O Ilusionista Sonoro
Duração: 17 min.
Ano: 2016

Produção: Campos Neutrais Filmes
Direção: Chico Maximila
Roteiro: Roberta Alves e Chico Maximila
Direção de Produção: Roberta Alves
Som Direto: Davi Mesquita Batuka
Mixagem: Felipe Campal e Chico Maximila
Finalização: Thiago Heinemann Rodeghiero
Colorização: Felipe Campal
Montagem: Chico Maximila
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Documentário “O espírito das Águas” do Canal São Gonçalo a cidade de Pelotas

Dirigido pelo Coletivo Rastro e narração de Ediane Oliveira, o lançamento nas redes sociais será realizado durante o mês de novembro na página do Rastro no facebook.

Foto Gustavo Arruda
Sofá na Rua #49 Foto: Gustavo Arruda

Na noite de 29 de outubro de 2017, durante o evento Sofá na Rua #49, aconteceu a pré-estreia do documentário “O Espírito das Águas”, uma linha do tempo sobre a várzea do Canal São Gonçalo e suas influencias no surgimento da cidade de Pelotas.

Sinopse: O “Espírito das Águas” é uma viagem sensorial pela natureza e cultura da Várzea do Canal São Gonçalo. Ecossistema situado entre os municípios de Pelotas e Rio Grande, a região é palco de histórias que revelam a força das águas e a vida dos seres que ocuparam suas margens. Este curta-documentário resgata a memória de um espírito ancestral que ainda ecoa entre nós.

Lançamento do Documentário “O Espírito das Águas”
Quando? 13 de novembro de 2017 – segunda-feira
Onde? www.facebook.com/paginadorastro

“O espírito das Águas”
Gênero: curta-documentário
Duração: 8min
Produção: Rastro – Ecologia Criativa (Rastro Selvagem)
Direção: Gustavo Arruda e Gustavo Fonseca
Narração: Ediane Oliveira
Trilha sonora original: Três Marias, Gabriel Faro, Dih Neques e Matheus Heberle
Patrocínio: Sagres e CMPC
Apoio: Fly Câmera, Prefeitura de Pelotas, 222 Produtora, Satolep Press, entre outros.

Ediane Oliveira - Foto: "Espírito das águas"
Ediane Oliveira – Foto: “Espírito das águas”

Documentário Nhemonguetá – sobre cantos e danças do povo Mbya Guarani

Financiamento coletivo para viabilizar a finalização do documentário Nhemonguetá está recebendo contribuições ainda em dezembro.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

O projeto Nhemonguetá tem uma nobre causa, sobretudo nesses tempos onde as minorias estão mais do que nunca alijadas da sociedade. O documentário de etnoficção com 26 minutos, joga luz sobre os conselhos entoados pelos Grupos de Cantos e Danças Tradicionais Mbyá e os mitos centrais de sua cultura. Lançado em julho desse ano, está com um projeto de financiamento coletivo no Catarse, onde o público pode colaborar e receber recompensas que incluem desenhos e artesanatos feitos pelos próprios Mbya Guaranis.

Para apoiar, o público pode acessar o site www.catarse.me/nhemongueta.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

O foco do documentário está nas crianças Mbya e seus percursos de aprendizagem e ensinamentos através de canções e dos saberes dos mais velhos. A equipe de produção acompanha durante nove meses estes grupos em três comunidades da região metropolitana de Porto Alegre: Tekóa Pindó Mirim em Itapuã, Jataity no Cantagalo e Nhundy na Estiva. A estreia do documentário está prevista para julho de 2017.

Em colaboração com os Mbyá será realizado um inventário audiovisual do patrimônio imaterial do Nhenderekó (modo de ser Guaraní).Valorizando as memórias e as novas gerações Mbyá, o projeto pretende abrir uma porta transversal de afirmação da singularidade indígena contemporânea.

O projeto também foi contemplado pelo Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (FUMPROARTE) de Porto Alegre.

Projeto Nhemonguetá no Catarse
Financiamento coletivo do documentário
www.catarse.me/nhemongueta

Foto: Eugenio Barboza
Foto: Eugenio Barboza

Fonte: bebê baumgarten / bd divulgação

Documentário pelotense “De baixo da Ponte ou Na beira do rio” estreia em dezembro

No próximo dia 3 de dezembro (sexta-feira), acontece a estreia pública e gratuita do documentário pelotense “De baixo da Ponte ou Na beira do rio” (16 min), sendo esta primeira exibição realizada junto a comunidade retratada.

O documentário produzido entre os anos de 2014 e 2016 junto a comunidade que vive na margem do canal São Gonçalo na cidade de Pelotas é uma produção local que será exibida de forma gratuita em diversos pontos da cidade nos finais de semana do mês de dezembro.

De baixo da ponte ou Na beira do rio (2016) é um documentário investigativo do gênero observativo com roteiro e direção de Andruz Vianna. A captação aconteceu ao longo de oito meses, quando o contato com o grupo de habitantes revelou o que se tornaria o foco do documentário, um enorme senso comunitário instalado naquela sociedade. A perspectiva desde o alto da ponte é o ponto de vista comum da população e foi mantido na narrativa visual.

No dia 2 de dezembro, quinta-feira, às 20h será realizado o pré lançamento no pátio interno da Secretária Municipal de Cultural. Dia 3, a estreia oficial será realizada de baixo da ponte Alberto Pasqualini, com direito a uma pedalada guiada até o local, com saída às 19h30min do Mercado Central.

Acompanhe a página do filme no facebook, debaixodaponteounabeiradorio, para ficar por dentro dos próximos locais e datas de exibição.

A equipe do documentário tem Andruz Vianna na direção, roteiro e montagem; Lucas Mendonça na co-direção, áudio direto e imagens; Juliana Charnaud como assistente de direção, produção de imagens e fotografia; Alejandro Escobar, imagens; Pesquisa de Cauê Lima Canabarro e Ana Isabel Corrêa, assessoria de imprensa.

A finalização e exibição do documentário tem financiamento do Procultura 2016 da Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas.

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Produção do documentário Permanência em Pelotas

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” – Constituição Federal de 1988, artigo 205.

Autor desconhecido (Imagem: Divulgação)
Autor desconhecido (Imagem: Divulgação)

Por Calvin Cousin

Utilizando esse artigo como norteador, estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pelotas – UFPel desenvolvem o documentário Permanência, que irá focar nas vivências de alunos que dependem dos auxílios estudantis da instituição para se manter na cidade. Retratando uma realidade em constante crescimento nas universidades brasileiras, assim como as dificuldades enfrentadas para a obtenção do diploma de ensino superior, o projeto busca alertar os espectadores acerca das complicações de conciliar a vida universitária com a vida fora da instituição.

De acordo com Marilia Mortican, assistente de direção e produtora da obra, muitas pessoas não têm consciência de tudo o que os estudantes encaram e do quão marcante é a desigualdade: “Se formos analisar, a maioria da população não nos conhece, não sabe como moramos, o que precisamos para sobreviver e as dificuldades mínimas do dia a dia, além do quanto a universidade se mostra negligente com essa parcela dos estudantes”. A produção servirá como protesto contra eventuais descasos não apenas da UFPel, mas também do governo com a educação em geral. Os processos de seleção para eventuais bolsistas se tornam cada vez mais vagarosos e escassos, sendo que os cursos de Cinema da instituição, tendo em vista o atual contexto econômico e político do país, estão recebendo uma cota de apenas 25% do valor recebido em 2015, conforme aponta a coordenadora dos cursos, Carla Schneider.

Marilia e o diretor Bruno Lemos são dependentes dos auxílios desde que chegaram à Pelotas, o que resultou no contato com muitas pessoas que se encontram na mesma situação. Ao dividirem suas experiências e conhecerem os problemas dos outros, tiveram a ideia de Permanência, que busca ser um documentário de valor por representar os inúmeros estudantes que saem de suas cidades de origem com pouca idade, cheios de sonhos e sem ter a quem pedir ajuda (muitas vezes, inclusive, precisam ajudar os familiares que deixaram).

Falta de equipamentos é outra dificuldade
Apesar de o planejamento datar algum tempo, o documentário será realizado nesse semestre pelo fato da equipe de produção se encontrar no quarto período do curso, no qual uma das disciplinas obrigatórias é “Realização de Documentário”, cujo objetivo é fazer com que os alunos produzam um material do gênero. Unindo o útil ao agradável, os estudantes recebem apoio e orientação dos professores para a realização de seus projetos, apesar dos poucos equipamentos disponibilizados, já que todos os recursos recebidos para a compra de material na universidade se dão através de editais que a instituição propõe. Isso gera uma série de dificuldades para a manutenção dos cursos, como, por exemplo, a impossibilidade de criar uma videoteca para que toda a produção audiovisual da UFPel seja disponibilizada ao público.

Os materiais produzidos estão disponíveis em um portfólio online, ainda que os trabalhos só sejam adicionados após o término do termo de ineditismo comumente assinado pelos alunos, que costuma durar um ano.

Os criadores esperam que o documentário possa ser utilizado como estímulo para as demais pessoas que possuem dificuldades de moradia e alimentação ou que pensam em largar tudo para concluir a graduação dos sonhos. “Queremos mostrar para a molecada das periferias que não é fácil conseguir o que se deseja, mas que milhares de jovens estão tentando”, conta Marilia.

À procura por voluntários
Para a elaboração do projeto, a equipe irá contar com ajuda voluntária daqueles que se interessarem por relatar suas experiências como dependentes de bolsas e auxílios. A partir da segunda semana do mês de outubro serão coletadas entrevistas em diversos campi da UFPel com aqueles que se voluntariarem, com datas, locais e horários disponibilizados na página do documentário, criada no Facebook. A página também divulga um formulário de informações básicas que os interessados podem preencher, auxiliando a produção a listar os locais onde se encontram aqueles que vivem a luta diária pela permanência.

A equipe de Permanência conta com os alunos de Cinema e Audiovisual Bruno Lemos (direção), Marilia Mortican (assistência de direção e produção) e Bruno Lustosa Ferrari (som), além do aluno de Artes Visuais – Licenciatura Micael Jambers (câmera).

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14264149_830693777030502_5101510297978826840_nCalvin Cousin é estudante no sexto semestre de Jornalismo na UFPel. Não acredita em horóscopo, mas é aquariano com Vênus em Peixes

Série de documentários apresenta a diversidade da música produzida no Rio Grande do Sul

Projeto Gema: Primeira exibição será em sessão comentada no Santander Cultural, dia 15 de setembro, no Santander Cultural em Porto Alegre.

Antonio Xango - Foto: Francisco Cadaval
Antonio Xango – Foto: Francisco Cadaval

Uma série de documentários em curta metragem irá mostrar a pluralidade da música produzida no Rio Grande do Sul. A iniciativa faz parte do Gema – projeto de pesquisa e registros multimídias, idealizado pelo pesquisador e produtor cultural Lucas Luz, contemplado pelo edital Natura Musical. Lucas reuniu um grupo de músicos e pesquisadores que, com a consultoria de Arthur de Faria e Pedrinho Figueiredo, percorreram o Estado realizando vivências e interações com diferentes músicos, mestres, grupos e comunidades tradicionais. O resultado dessa viagem são dez documentários em curta-metragem, podcasts, fotos e textos, que serão publicados no site www.projetogema.com.br. Também será lançada uma revista com fotos e um pequeno perfil dos protagonistas registrados, para distribuição gratuita em escolas e pontos de cultura.

Mbya Guarani - Foto: Lucas Luz
Mbya Guarani – Foto: Lucas Luz

Os protagonistas desta história são os índios Mbya-Guarani da Aldeia Tekoa Guaviraty Porã, de Santa Maria; Regional do Ibicuí, formado por negros quilombolas que cultivam a tradição da gaita, em Santana do Livramento; Bonitinho, guitar-hero conhecido por animar bailes e salões de CTGs pelo estado; Maçambique de Osório, um dos grupos tradicionais mais antigos do RS, formado por negros devotos de Nossa Senhora do Rosário; Goela Seca, bandinha típica alemã da cidade de Feliz; Adelar Bertussi, um dos maiores gaiteiros do Brasil e grande divulgador do bugio, ritmo genuíno gaúcho, com origens indígenas; Luis Vagner, guitarreiro, suingueiro, cantor e compositor; Antônio Carlos de Xangô, um dos mais velhos pais-de-santo do Estado; Mestre Paraquedas, mestre griô, contador de histórias, artista plástico, pesquisador e compositor; e Mestre Renato, mestre de terno de reis e luthier de violas, violões, violinos, cavaquinhos e bandolins.

Adelar Bertussi - Foto: Mario Neto
Adelar Bertussi – Foto: Mario Neto

O projeto registra as diferentes faces que compõem o universo da música produzida no Rio Grande do Sul. É fruto de uma pesquisa que envolve os elementos e a linguagem musical presente em tradições ancestrais e folclóricas do território gaúcho, transmitidas pela interação entre diferentes povos, como espanhóis, portugueses, índios, africanos, italianos e alemães, entre outros, e seus contextos, como o rural e o urbano. O conteúdo produzido para diferentes plataformas mostra as características plurais da música produzida no Estado, comprovando o quanto ela é universal e, acima de tudo, brasileira. “É a busca por uma quebra de preconceitos e para que entendamos as nossas particularidades musicais. Traremos uma colaboração ao desenvolvimento do universo cultural do Rio Grande do Sul, apresentando, de forma didática, informações sobre alguns músicos e gêneros musicais praticados em nosso território”, explica Luz.

O projeto foi contemplado pelo edital Rio Grande do Sul do programa Natura Musical com apoio e financiado pelo Pró-cultura RS LIC (Lei de Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. “Com a criação em 2014 de um edital exclusivo para o patrocínio da produção musical gaúcha, o Natura Musical tem a oportunidade de reconhecer e valorizar a cena local, em todas as suas vertentes, tradicional ou contemporânea. O projeto Gema nos ajudará a mapear e contar a história dessa produção”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura.

EXIBIÇÃO ONLINE E SESSÕES COMENTADAS
Os dez documentários, registros fotográficos, textos e entrevistas serão divulgados entre os meses de setembro e dezembro no ambiente digital no site www.projetogema.com.br e fanpage www.facebook.com/ProjetoGema. Além disso, haverá sessões comentadas em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Caxias do Sul, com a participação da equipe do projeto.

Natura apresenta Projeto Gema
Data: 15/9/2016
Horário: 19h
Local: Santander Cultural (Rua 7 de Setembro, 1028)
Entrada franca
PROJETO GEMA – 5 PRIMEIROS EPISÓDIOS
Brasil, 2016, cor, 60 min
Direção: Francisco Cadaval
Produção: Lucas Luz
Câmeras: Mário Neto, Lucas Luz, Francisco Cadaval
Som: Rafael Dezesseis, Ismael Corrêa de Oliveira
Gênero: Documentário
Classificação: 14 anos

CONOGRAMA DE LANÇAMENTOS E SESSÕES COMENTADAS:
15 de setembro: Sessão comentada em Porto Alegre | Santander Cultural
20 de setembro: Lançamento online | Vídeos #1 e #2 – Aldeia Guarani Mbya Tekoá Guaviraty e Regional do Ibicuí
23 de setembro: Sessão comentada em Canoas | Villa Mimosa
26 de setembro: Lançamento online | Vídeo #3 – Bonitinho
10 de outubro: Lançamento online | Vídeo #4 – Maçambique de Osório
11 de outubro: Sessão comentada em Caxias do Sul | Teatro do SESC
24 de outubro: Lançamento online |Vídeo #5 – Bandinha Típica Alemã Goela Seca
7 de novembro: Lançamento online | Vídeo #6 – Adelar Bertussi
14 de novembro: Lançamento online |Vídeo #7 – Antônio Carlos de Xangô
21 de novembro: Lançamento online |Vídeo #8 – Luis Vagner
2 de dezembro: Lançamento online |Vídeo #9 – Mestre Paraquedas
19 de dezembro: Lançamento online |Vídeo #10 – Mestre Renato

SANTANDER CULTURAL
A primeira sessão comentada, que marca também o início da exibição dos vídeos, será realizada no dia 15 de setembro, no Santander Cultural, em Porto Alegre. Serão apresentados os cinco primeiros documentários, que abordam a cultura dos músicos da Aldeia Guarani Mbya Tekoá Guaviraty; Regional do Quilombo Ibicuí da Armada, Bonitinho, Maçambique de Osório e Bandinha Típica Alemã Goela Seca, com bate-papo com a equipe que realizou o projeto.

EQUIPE
A equipe responsável pelo projeto é formada por Lucas Luz (pesquisador e produtor cultural), Ismael Corrêa de Oliveira (músico e pesquisador), Rafael Dezesseis (músico e sound designer), Francisco Cadaval (diretor de vídeo) e Mario Ferrari (diretor de arte e multimeios). Como consultores, figuram ainda no projeto Arthur de Faria e Pedrinho Figueiredo.

Natura Musical
O Natura Musical, programa reconhecido por seu papel na renovação e preservação da música brasileira, completou dez anos de atuação em 2015, contabilizando o apoio à realização de mais de 1250 produtos culturais (cerca de 1100 shows, 106 CDs, 21 DVDs, 18 livros e 5 filmes), com 1,3 milhão de pessoas diretamente impactadas e cerca de 118 milhões investidos (60% de recursos próprios e 40% de verbas incentivadas). Hoje proporciona o lançamento de uma média de 20 discos por ano, além de patrocinar cerca de 150 shows pelo Brasil, gratuitos ou a preços mais populares do que o mercado oferece tradicionalmente.
O programa patrocina projetos prioritariamente por meio de editais públicos, que selecionam projetos de diversos formatos e estágios da produção cultural em nível nacional, com uso das Leis Rouanet e Audiovisual, e em nível regional, com uso de ICMS, conforme a disponibilidade de recursos. A partir de 2016, o programa vai ampliar sua presença na programação cultural, com o patrocínio a uma nova casa de espetáculos em São Paulo e ao Auditório Natura Musical, no MIS, no Rio de Janeiro, com o objetivo de criar palcos permanentes para novos talentos e artistas consagrados. No ambiente digital, os canais Natura Musical são plataforma para o lançamento de singles, obras completas e outros conteúdos musicais exclusivos dos projetos patrocinados, com acesso gratuito.
OUÇA O CANAL NATURA MUSICAL NO SPOTIFY E SAIBA MAIS NO PORTAL E FACEBOOK
www.naturamusical.com.br
https://www.facebook.com/NMusical/

Sobre a Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2015, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,9 milhão de consultoras e operações na Argentina, Bolívia, Chile, México, Peru, Colômbia e França. Maior empresa B Corp do mundo, foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. A estrutura da companhia é composta por fábricas em Cajamar (SP) e Benevides (PA), oito centros de distribuição no Brasil, um hub logístico em Itupeva (SP) e centros de Pesquisa e Tecnologia em São Paulo (SP), Manaus (AM) e Nova Iorque (EUA). Detém o controle da fabricante australiana de cosméticos Aesop, com lojas em países da Oceania, Ásia, Europa e América do Norte. Produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as consultoras pela Revista Natura ou pela Rede Natura www.redenatura.net. Para mais informações sobre a empresa, visite www.natura.com.br e confira os seus perfis nas seguintes redes sociais: Linkedin, Facebook, Twitter e Youtube.

Fonte: Dona Flor Comunicação

Cine UFPel apresenta Território do Brincar

Cena do filme Territorio Brincar
Cena do filme Território Brincar

Nesta quinta-feira (3), estreia no Cine UFPel o filme Território do Brincar. No dia seguinte, é a vez de Beira-Mar, com sessão comentada com os diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Ambas as exibições começam às 19h.

Território do Brincar tem como propósito sustentar uma narrativa do brincar infantil. Ao longo de 21 meses, diversas crianças e seus trejeitos, das variadas realidades do Brasil, foram representadas. O filme faz parte de um projeto de pesquisa, registro e divulgação. Junto a ele será exibido o curta O fim do recreio, que mostra que, no Congresso Nacional, um projeto de lei pretende acabar com o recreio escolar. Ao mesmo tempo, em uma escola municipal de Curitiba, um grupo de crianças pode mudar toda essa história. Recheado de vibrantes brincadeiras infantis, O Fim do Recreio é um curta-metragem para todos os públicos.

O Cine UFPel tem entrada gratuita e fica na Agência da Lagoa Mirim (rua Lobo da Costa, 447).

Quinta-feira (3)
19h – Estreia Território do Brincar
O longa tem como propósito sustentar uma narrativa do brincar infantil. Ao longo de 21 meses, diversas crianças e seus trejeitos, das variadas realidades do Brasil, foram representadas. O filme faz parte de um projeto de pesquisa, registro e divulgação.
Doc, Longa-metragem, 1h30, cor, 2015)
Direção: David Reeks e Renata Meirelles
Produção: Maria Farinha Filmes e Ludus Filmes
Distribuição: Maria Farinha Filmes
SÃO PAULO

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

CURTA: O fim do recreio
Sinopse:
No Congresso Nacional, um projeto de lei pretende acabar com o recreio escolar. Ao mesmo tempo, em uma escola municipal de Curitiba, um grupo de crianças pode mudar toda essa história. Recheado de vibrantes brincadeiras infantis, O Fim do Recreio é um curta-metragem para todos os públicos, que bota a boca no trombone e avisa: cobra parada não engole sapo!
(Ficção, Curta-metragem, 18min, cor, 2012)
Direção: Nélio Spréa e Vinicius Mazzon
Produção: Parabolé Educação e Cultura
PARANÁ

Fonte: Comunicação UFPel