Ian Ramil na Quarta Cultural em Porto Alegre

Dia 28 quem estará no palco do projeto é Ian Ramil, um dos grandes compositores brasileiros da atualidade, vencedor do Grammy latino por “Derivacivilização”.

Quando lançou Derivacivilização, segundo álbum de sua carreira, Ian não imaginava que pouco tempo depois seria premiado com o Grammy Latino 2016 de melhor disco de rock em língua portuguesa. E assim, segue reafirmando seu talento em shows grandes, com banda ou mais intimistas, como é esse da Quarta Cultural do dia 28.

Foto: Rodrigo Marroni
Foto: Rodrigo Marroni

Em seu primeiro disco, que leva seu nome, ‘Ian’, já se percebe um conjunto amarrado de todas as ideias, versos, sons e experiências conquistadas ao longo dos anos pelo artista, filho do compositor Vitor Ramil e integrante de uma família de músicos com carreiras distintas, mas que se cruzam em muitos pontos. Em ‘Derivacivilização’ optou por um instrumental cru, pulsante e de muita sofisticação. O disco vem como impactante registro na nova canção brasileira. “Punk-progressivo”, como classificou Chico César em première, é fruto de um mergulho artístico destemido, que propõe reflexão sobre a realidade esfacelada da nossa civilização à deriva; um disco exuberante e, ao mesmo tempo, sem maquiagem, sem ilusões, sem novela.

De lá pra cá, Ian Ramil renovou parcerias, participou de muitos shows, recebeu prêmios, subiu ao palco em um show coletivo com toda sua família – no Teatro Guarany em Pelotas e no Theatro São Pedro, em Porto Alegre – e teve uma filha. No dia 28, às 13h, promete mostrar um pouco de cada fase para o público que for até a Biblioteca do Sicredi.

E nas artes visuais, segue em cartaz a mostra Wanderlust Breath, de Vinícius Malta, com fotos de algumas aventuras e experiências em volta da maior ilha do mundo na Austrália e também em lugares da Nova Zelândia, Indonésia e Brasil! “Busco eventos e festivais para registrar a beleza natural e a força das cores destes lugares e levar para outros olhares por meio de minhas fotografias”, afirma o artista. A exposição fica em cartaz até dia três de abril.

A Quarta Cultural é uma iniciativa do Sicredi em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Todos os eventos do projeto são gratuitos e abertos ao público. As mostras podem ser visitadas em horário comercial, de segundas a sextas-feiras na Av. Assis Brasil, 3940 – térreo.

Ian Ramil na Quarta Cultural Sicredi
Dia 28 de março, 13h
Biblioteca do Sicredi – Av. Assis Brasil, 3940 – térreo. Porto Alegre
Entrada franca

Produção: Liga Produção Cultural
Realização: Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura
Apoio: Câmara Rio-Grandense do Livro

Fonte: Bebê Baumgarten Comunicação

Ingressos para show “Casa Ramil” estão no terceiro lote de vendas

Pelotas será palco do primeiro show que reúnirá Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago e João Ramil interpretando canções próprias em versões inéditas.

Casa Ramil Foto: Marcelo Soares
Casa Ramil Foto: Marcelo Soares

A venda de ingressos para o espetáculo Casa Ramil que acontece dia 20 de março, às 21h, no Theatro Guarany já está no terceiro lote. Clássicas como Almôndegas, Deu pra ti, Loucos de Cara, Ramilonga, Derivacivilização, Artigo 5°, Amora, Casca, estão no repertório de afetos que o público da terra poderá prestigiar em primeira mão.

O espetáculo nasceu de encontros durante dois verões na casa de veraneio da família na praia do Laranjal, em Pelotas, quando filhos, netos e até bisnetos se juntaram para cantar e tocar, proporcionando à matriarca Dalva Ramil, no alto dos seus 90 anos, reviver o cotidiano de música que ela e o marido, Kleber Ramil, construíram com os filhos e que teve continuidade com as novas gerações.

Os ensaios já começaram, trazendo à tona o prazer dos Ramil em cantarem as composições uns dos outros e se revezarem nos instrumentos. E entre os desafios, tocar alguns deles pela primeira vez. Além dos tradicionais violões, baixo elétrico, violino, guitarra e percussão, a paisagem sonora do Casa Ramil incorpora saz, cuatro venezuelano, raviola agostina, rabeca e efeitos eletrônicos. A cenografia também tem a alma da família, com vídeos de Isabel Ramil, que responde também pela iluminação em parceria com o tio Marcelo Linhares. Karina Ramil é a responsável pela direção de cena. O projeto gráfico é de Chris Ramil, Isabel Ramil e Mariana Barbieri. Na produção, Kaio Ramil, sob a coordenação geral de Branca Ramil, idealizadora do projeto.

Ingressos custam R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia entrada – para estudantes, professores e pessoas com mais de 60 anos mediante comprovação). A compra pode ser feita em dinheiro ou cartões de débito e crédito (no segundo caso parcelado em até três vezes). É importante lembrar que estudantes podem comprovar o benefício com carteirinhas da UNE, das instituições de ensino ou comprovantes de matrícula. Já professores, através de carteirinhas das instituições de ensino, dos sindicatos ou contracheque. O público da região que quiser reservar ingresso, pode entrar em contato com A Vapor Estúdio ou Lua Nova Produções, através das fanpages ou evento no Facebook.

Casa Ramil
{Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago, João}
Quando? 20 de março, às 21h
Onde? Theatro Guarany – Pelotas
Valores? Inteira R$ 160,00 Meia R$ 80,00

+ informações no evento via Facebook.

Fonte: Satolep Press

Encontro inédito reúne Família Ramil no Theatro Guarany em Pelotas

Ocupando o palco e os bastidores do Theatro Guarany, os Ramil se reúnem para compartilhar com o público o ambiente da CASA RAMIL, onde a música sempre deu o tom.

O espetáculo nasceu de encontros durante dois verões na casa de veraneio da família na praia do Laranjal, em Pelotas, quando filhos, netos e até bisnetos se juntaram para cantar e tocar, proporcionando à matriarca Dalva Ramil, no alto dos seus 90 anos, reviver o cotidiano de música que ela e o marido, Kleber Ramil, construíram com os filhos e que teve continuidade com as novas gerações.

Foto Divulgação
Foto Divulgação

No palco, Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago e João Ramil interpretam canções próprias em versões inéditas: Almôndegas, Deu pra ti, Loucos de Cara, Ramilonga, Derivacivilização, Artigo 5o, Amora, Casca… Todos tocam e cantam, dividindo-se nos solos e somando-se nos vocais. Parte do prazer dos Ramil no espetáculo está em uns cantarem as canções dos outros e se revezarem nos instrumentos, incluindo aí o desafio de tocar alguns deles pela primeira vez. Além dos tradicionais violões, baixo elétrico, violino, guitarra e percussão, a paisagem sonora incorpora saz, cuatro venezuelano, viola agostina, rabeca e efeitos eletrônicos.

Os vídeos são de Isabel Ramil, que responde também pela iluminação em parceria com o tio Marcelo Linhares. Karina Ramil é a responsável pela direção de cena.O projeto gráfico é de Chris Ramil, Isabel Ramil e Mariana Barbieri.Na produção, Kaio Ramil, sob a coordenação geral de Branca Ramil, idealizadora do projeto.

SHOW CASA RAMIL
Com Kleiton & Kledir, Vitor Ramil, Ian Ramil, Gutcha, Thiago Ramil e João Ramil
Onde? Theatro Guarany, Pelotas
Quando? 20 de março de 2018, terça-feira
Hora? 21h

Realização: Ramil e Uma Produções
Produção local: A Vapor Estúdio e Lua Nova Produção Cultural

INGRESSOS
1º lote:
Inteira R$ 140,00
Meia R$ 70,00
Solidário R$ 100,00 (doação de 1 Kilo de alimento entregue no dia do espetáculo)

2º lote:
Inteira R$ 150,00
Meia R$ 75,00

3º lote:
Inteira R$ 160,00
Meia R$ 80,00

+ informações no evento via Facebook.

Ian Ramil: tem cheiro de espírito trash samba

Recentemente Ian Ramil deu entrevista para o site da Billboard da Argentina, confira…

O músico de Porto Alegre, filho de Vitor Ramil, continua colhendo reconhecimentos pelo seu inclassificável segundo álbum, que chamou a atenção ao ganhar um Grammy Latino em 2016.

Foto: Rodrigo Marroni
Foto: Rodrigo Marroni | Texto Original: billboard.com.ar

A vida de Ian Ramil foi experimental enquanto vivia em Porto Alegre (Brasil). A mãe professora universitária e o pai musicista – o reconhecido Vitor Ramil, criador do “A estética do frio” -, seu vínculo com a arte foram inevitáveis. Passou seus anos universitários transitando entre o jornalismo e o teatro (chegou a dirigir duas peças), até se jogar na música. “Quando subi ao palco vi que toda essa liberdade se impregnava em mim, pensei que era isso o que eu queria”, explica.

O caminho até a gravação do teu primeiro disco parece eterno por tudo o que vinhas acumulando, Como resolveste esse background?
Eu tinha muita música. Imagina que eu toco desde que tinha nove anos. Quando comecei, queria fazer a experiência de Hamburgo, como The Beatles. Tocar todo o tempo e ver o que acontecia com isso. Todas as semanas fazia shows com a banda e sozinho. Foram uns dois anos assim. Durante o processo, experimentei muito com as minhas canções. Isso me deu a pauta do que tinha que gravar em IAN (2014). A partir da experiência, nasceu o conceito.

Por que dizes que te encontras entre João Gilberto e Nirvana?
Procurei pensar nos opostos das minhas influências. É difícil refleti-las quando te perguntam sobre elas. Gosto de um trabalho que tenha uma força bem forte e de repente mude e se converta em algo muito suave, e ao mesmo tempo depois se transforme em outra coisa.

Desde quando escutas João Gilberto?
Desde criança. Muito da minha formação tem a ver com a influência dos meus pais. Isso É evidente. Toda a minha vida escutei muita música boa, é como uma formação radiofônica constante, isso sempre me pareceu um privilegio.

Como foi o processo de gravação de Derivacivilização? É o segundo disco estranho e inclassificável…
O gravamos na casa dos meus pais enquanto eles estavam viajando. Fui com a minha banda para lá. Estava tudo pensado: quais seriam as canções, a ordem, e não as mostrei para ninguém essas composições até chegar e começarmos a gravar. Ensaiamos um pouco e nos jogamos. Me interessava muito o primeiro contato dos músicos com as canções, ver que trash- acontecia. Confiei muito neles e em nossa conexão.

A crítica especializada da Argentina diz que é um disco de trash samba, o que achas?
Está bom, eu acho. Tem muita improvisação. Sua essência é espontânea. Teve sessões com toda a banda, mas também ramil- gravamos separadamente e depois juntamos os resultados. O primeiro contato com essa música ficou no disco, é isso. Cheira- Mas depois seguimos mudando constantemente essa música ao vivo. Nunca é igual, nunca será igual a espírito trash – samba.

O que foi que disse teu pai com toda essa pré-produção algo experimental?
Tinha medo das histórias que lhe contava para fazer este disco. Desde a parte técnica (não era um estúdio profissional, nem soava bem) inclusive as canções, que os músicos não conheciam. Me dizia que tinha muito ruído de fora, que escutava os cachorros dos vizinhos. Eu pensava que isso era muito melhor do que esperava. Sem ir muito longe, é um disco que tem muito som ambiente. Quando estava em viagem gravava até com o meu telefone. Sons de igreja, conversas alheias, buzinas, depois fui armando como uma costura como se colocasse a cidade dentro do disco.

Finalmente, o álbum ganhou um Grammy Latino como melhor Álbum de Rock em Português, que significou para ti?
Isso foi muito louco por várias questões. Um disco gravado em casa, que é muito barulhento, infreqüente com algumas temáticas, com críticas sociais, me parece o oposto ao que a indústria espera da música. É uma coisa rara, me custava crer. Já a indicação me parecia algo surreal. Fizemos o que acreditávamos no que pensávamos, e, porém, a indústria nos premiou. Por esse lado, o prêmio vale muito mais, não abandonamos as nossas liberdades, as nossas certezas. Isso é importante: não estávamos fazendo música para que toque na rádio.

Confira a matéria completa: billboard.com.ar

Tradução:
Horacio Severi, Tradutor e Professor
horacioseveri@yahoo.com.br

Shows gratuitos com Ian e Vitor Ramil em Porto Alegre

Nova edição do projeto Discografia Pop Rock Gaúcho acontece nos dias 10 e 11 de junho (sábado e domingo) com entrada franca no Araújo Vianna, com shows de Vitor Ramil, Ian Ramil, Maria do Relento e Rosa Tattooada.

Novamente serão apresentados quatro shows inéditos, onde os convidados executarão na íntegra e na ordem álbuns clássicos de suas respectivas carreiras.

No sábado, dia 10 de junho, o projeto recebe os shows de Vitor Ramil tocando o álbum “Ramilonga” de 1997 e de Ian Ramil tocando seu primeiro disco “Ian” de 2014. Esta será a primeira vez que pai e filho dividirão o palco do mesmo evento. Já no domingo, dia 11, Maria do Relento toca o álbum “Maria do Relento” de 1995 e Rosa Tattooada apresenta o álbum “Rosa Tattooada” de 1992.

E como não poderia ser diferente, mais uma vez os shows serão gratuitos. Um lote de ingressos será distribuído no dia 9 de junho a partir das 12h na bilheteria do Araújo Vianna, mediante a apresentação de documento de identificação com cpf. O restante dos ingressos serão distribuídos no dia de cada evento, a partir das 12h. Poderá ser retirado apenas dois ingressos por cpf (ou dois ingressos para o mesmo dia, ou um ingresso para cada dia).

Discografia Pop Rock Gaúcho é financiado pelo Pró-Cultura RS através do patrocínio da Net Claro e tem apoio da Conteúdo Gestão Cultural e do Grupo Austral. É uma criação da Olelê e uma realização da Mezanino e Mais Além Produções.

Vitor Ramil
“Ramilonga” é uma espécie de marco zero na carreira de Vitor Ramil. No disco de 1997, Vitor estabeleceu as sete cidades da milonga (ritmo comum ao Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina): Rigor, Profundidade, Clareza, Concisão, Pureza, Leveza e Melancolia. Através delas a poesia de onze “ramilongas” percorre o imaginário regional gaúcho mesclando o linguajar gauchesco do homem do campo à fala coloquial dos centros urbanos. No disco de grande sucesso do cantor, o canto forte gauchesco deu lugar a uma expressividade sofisticada e suave, utilizando instrumentos indianos como sitar, tablas e tambura, que nunca antes tinham sido reunidos neste gênero de música.

Ian Ramil
“Ian” de 2014 foi o primeiro disco lançado por Ian Ramil. Gravado na Argentina e com produção do Matías Cella – que produziu Jorge Drexler, entre tantos outros grandes artistas – o álbum lançou canções emblemáticas como “Suvenir”, “Segue o Bloco” e “Seis Patinhos”. Elogiado pelo público e imprensa, o disco permitiu a Ian levar sua primeira turnê de shows para os Estados Unidos (Nova Iorque), Colômbia, México e para diversas cidades do Brasil.

Maria do Relento
Com o disco de estreia de 1995, a Maria do Relento conquistou logo seu lugar no cenário nacional ao trazer uma proposta inovadora e irreverente. Lançado pela Excelente Discos – sociedade entre a banda Titãs e o produtor Carlos Eduardo Miranda – o disco lançou hits como “É fácil Dizer Adeus”, “Ritmo de Festa” e “Conhece o Mário?“, que recebeu indicação para a premiação da MTV, o VMB de 1995, no quesito Escolha da Audiência.

Rosa Tattooada
O álbum de 1992 da Rosa Tattooada foi lançado pela Sony Music. Produzido por Thedy Corrêa, do Nenhum de Nós, o disco tornou a banda conhecida em todo o Brasil – época em que abriram shows do Guns n Roses (RJ e SP)- e lançou clássicos como “Tardes de Outono”, “Na Estrada”, “Voando Baixo”, “Voltando Pra Casa” e a lendária “O Inferno Vai Ter Que Esperar”! Parceria de Thedy & Jacques Maciel, “Inferno” é uma das músicas mais tocadas na história do rádio no Rio Grande do Sul.

Discografia Pop Rock Gaúcho 2017
10 e 11 de junho, sábado e domingo
Local: Araújo Vianna – Porto Alegre RS
Sábado – Abertura: 17h
18h30: Ian Ramil tocando “Ian” de 2014
20h: Vitor Ramil tocando “Ramilonga” de 1997
Domingo – Abertura: 17h
18h30: Maria do Relento tocando “Maria do Relento” de 1995
20h: Rosa Tatooada tocando “Rosa Tattooada”, de 1992
Evento gratuito. Ingressos limitados.
Classificação: Livre

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Fonte: Aline Fiabane

Ian Ramil e Duca Leindecker no Theatro Guarany com entrada franca

Projeto Acústicos RS promove shows com entrada franca nas cidades de Santa Cruz do Sul, Bento Gonçalves e Pelotas com patrocínio da NET Claro.

Rock de Galpão, Antonio Villeroy, Papas da Língua, Jéf e banda, Duca Leindecker e Ian Ramil integram a segunda turnê do projeto, que ocorre durante o mês de fevereiro.

Rock de Galpão - Foto: Giovani Vieira
Rock de Galpão – Foto: Giovani Vieira

Inicia no dia 02 de fevereiro a segunda turnê do projeto Acústicos RS, que promove apresentações de renomados artistas gaúchos pelo interior do Rio Grande do Sul: uma noite e dois grandes shows em três cidades, com entrada franca. Rock de Galpão, Antonio Villeroy, Papas da Língua, Jéf e banda, Duca Leindecker e Ian Ramil integram as apresentações em Santa Cruz do Sul, Bento Gonçalves e Pelotas que tem patrocínio da NET Claro.

 Antonio Villeroy -Divulgação Samboleria

Antonio Villeroy -Divulgação Samboleria

Antonio Villeroy e Rock de Galpão dão início à programação, com shows às 20h e 21h30 no Teatro do Colégio Mauá. Em Bento Gonçalves, o público poderá conferir as apresentações de Jéf e Papas da Língua no dia 09, no SUSFA. Pelotas encerra a segunda edição do projeto com Ian Ramil e Duca Leindecker no dia 15 de fevereiro no Theatro Guarany.

Ian Ramil - Foto: Rodrigo Marroni
Ian Ramil – Foto: Rodrigo Marroni

Os ingressos são distribuídos sempre um dia antes de cada apresentação, das 12h as 19h, e nos dias de espetáculo, das 12h até às 20h, com direito a duas entradas por CPF. Em Santa Cruz do Sil, o público poderá garantir suas entradas no dia 01 de fevereiro no Teatro do Colégio Mauá. Em Bento Gonçalves, os ingressos estarão disponíveis no dia 08, no SUSFA. Em Pelotas a distribuição de entradas ocorre no dia 14, no Theatro Guarany.

Acústicos RS tem patrocínio da NET Claro com financiamento do Governo do Estado do RS, produção e realização da Mais Produções e co-produção da Primeira Fila Produções. Mais informações e novidades, acompanhe pela fanpage do projeto – facebook.com/acusticosrs

Santa Cruz do Sul
Distribuição de ingressos: 01/02, das 12h às 19h e 02/02 das 12h até 20h – de acordo com a disponibilidade de ingressos
Show: 02/02
20h – Antonio Villeroy | 21h30 – Rock de Galpão
TEATRO COLÉGIO MAUÁ – Rua Cristóvão Colombo, 366 – Higienópolis

Bento Gonçalves
Distribuição de ingressos: 08/02, das 12h às 19h e 09/02 das 12h até 20h – de acordo com a disponibilidade de ingressos
Show: 09/02
20h – Jef | 21h30 – Papas da Língua
SUSFA – R. Garibaldi, 559 – São Francisco

Pelotas
Distribuição de ingressos: 14/02, das 12h às 19h e 15/02 das 12h até 20h – de acordo com a disponibilidade de ingressos
Show: 15/02
20h – Ian Ramil | 21h30 – Duca Leindecker
THEATRO GUARANY – R. Lôbo da Costa, 849 – Centro

Villeroy completou 35 anos de carreira em 2016 como um dos autores brasileiros mais gravados na atualidade. Depois de Lupicínio Rodrigues é o gaúcho com o maior número de gravações na história da MPB. Além de seus próprios discos, suas canções podem ser ouvidas nas vozes de artistas como Ana Carolina, Gal Costa, Ivan Lins, Luiza Possi, Maria Bethânia, Maria Gadu, Mart’nália, Moska, Preta Gil, Seu Jorge, Zizi Possi, entre outros. Rock de Galpão é um projeto especial que mescla as sonoridades regionais do Sul do país com as mais contemporâneas e universais formas de fazer música. O projeto é conduzido por Tiago Ferraz (voz e guitarra), Rafa Schuler (guitarra e vocais), Guilherme Gul (bateria), Alexandre “Mestre Kó” Gaiga (teclados e vocais), Paulinho Cardoso (acordeon) e Gustavo Viegas (contrabaixo).

Com mais de 20 anos de carreira, os Papas da Língua apresentam seus maiores sucessos revisitados em seu último lançamento, um DVD comemorativo lançado em 2014. Já o músico de Três Coroas Jéf, vencedor do programa Breakout Brasil, um reality show do Canal Sony, é o jovem talento que integra a caravana do Acústicos RS 2017, acompanhando de sua banda.

Encerrando o lineup, o vencedor do Grammy Latino 2016, Ian Ramil, retorna à sua cidade natal, Pelotas, para se apresentar na mesma noite que Duca Leindecker, que em show acústico apresenta todas as fases e sucessos de sua carreira.

Ian Ramil e Thiago Ramil reúnem-se em concerto em Porto Alegre

Ian acaba de vencer o Grammy Latino por “Derivacivilização” e Thiago também recebeu indicação por “Leve Embora”. Ambos comemoram com músicos convidados no show do dia 09 de dezembro.

Esse papo de que santo de casa não faz milagre tá bem ultrapassado e cá pra nós, até politicamente incorreto. Pois aqui temos um exemplo claro de dois talentosos artistas que estão fazendo mais do que milagre: estão construindo lindas carreiras, baseadas em trabalho, talento, pesquisa, parcerias e muito entusiasmo. E estão colhendo frutos.

Foto: Rodrigo Marroni
Foto: Rodrigo Marroni

Recentemente embarcaram para os Estados Unidos onde participaram da cerimônia do Grammy Latino 2016, no último dia 17 de novembro, da qual Ian saiu com o troféu de melhor disco de rock em língua portuguesa por Derivacivilização. Ambos estavam indicados, Thiago na categoria Melhor Disco de Pop com Leve Embora. Além disso, recentemente os saíram premiados do Açorianos 2016, Thiago como Revelação e Melhor Intérprete e Ian como Melhor Compositor.

Foto: Guilherme Bragança
Foto: Guilherme Bragança

Pra comemorar essas conquistas e as good vibes que estão rolando, os dois, que são primos e amigos desde a mais tenra idade, sobem juntos ao palco do teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa para um concerto inédito, reunindo, além dos dois, os músicos que fizeram parte da gravação dos discos e ainda muitos convidados especiais. Este mesmo show foi realizado no Teatro de Arena para uma plateia lotadíssima, em edição muito especial, fazendo referência às antigas Rodas de Som no local, criadas nos anos 70 pelo músico e agitador cultural Carlinhos Hartlieb. Agora Thiago e Ian estão a postos para mais uma memorável noite, repleta de comemorações e significados!

Ian Ramil e Thiago Ramil
Dia 09 de dezembro, às 20h
Teatro do Centro-Histórico Cultural Santa Casa
Av. Independência, 75. Bairro Independência

Ingressos:
R$ 50 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
À venda no site: https://www.sympla.com.br/ian-ramil-e-thiago-ramil—centro-historico-cultural-santa-casa__102171

Lote promocional – R$ 30,00

Downloads gratuitos dos discos:
Derivacivilização /// www.ianramil.com
Leve Embora /// www.thiagoramil.com.br

Fonte: bebê baumgarten / bd divulgação

Seis considerações sobre a premiação de Ian Ramil no Grammy Latino 2016

O Grammy para Ian Ramil (Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa) com o disco ‘Derivacivilização’ é muito significativo. Não pelo Grammy em si, mas pelo quê o trabalho do Ian representa neste momento.

por: Leandro Maia

1) O Ian nunca perseguiu facilidades. É um cara que se expõe, manifesta suas idéias, busca diálogo e se posiciona. Derivacivilização é um disco de posicionamento fortíssimo e contemporâneo. O prêmio não deixa de ser um recado da comunidade internacional ao que ocorre no Brasil. Deixo a dica da canção ‘Artigo 5º’, direta e no rim. O disco apresenta ainda uma baita diversidade, profundidade nas letras, incluindo delicadeza e um trabalho de banda super bem concebido.

2) Derivacivilização foi feito através de crowdfunding, gravado em sua casa em Pelotas, pelo Lauro Maia e equipe do A Vapor Estúdio. Lançado pelo selo Escápula discos. Independente. Pra quem não sabe, escápula é o osso da ‘paleta’, como diriam os gaúchos,a antiga ‘omoplata’. Ou seja, a galera se propõe a trabalhar, literalmente ‘paletear’, carregar o piano nas costas. A Escápula e o A Vapor são extremamente profissionais, participam de feiras, estão atentos ao universo independente, investem em qualificação profissional e na gestão do selo e em produção cultural. Paleteiam e abrem a picada, pra manter o jargão sulista.

Ian Ramil recebendo o Grammy Latino 2016 (17/11/2016)
Ian Ramil recebendo o Grammy Latino 2016 (17/11/2016)

3) Acho que vale mencionar e lembrar da indignação do Ian em não ter sido recebido pela grande televisão local, no caso – o Jornal do Almoço/RBS. Manifestou esta indignação ao ver Paula Fernandes falar de sua indicação ao Grammy. Ele disse ‘Eu também fui indicado e nunca tive espaço neste programa’. Eu perguntaria: em quantas rádios pop-rock gaúchas o disco do Ian tem tocado? Quais são os programas de TV para a música local? Assim como quase todos os artistas gaúchos, ele saúda a importância das rádios públicas e educativas, que são as que tocam o nosso repertório sem pedir Jabá ou qualquer coisa parecida.

4) Lembro do Ian participando e colaborando com artistas de sua geração. A excelente turma da Apanhador Só, entre outros baitas. Participou de movimentos como ‘Escuta o Som do Compositor’ e ‘ASC – Autorial Social Clube’. Transita entre Poa e Satolep. Prestem atenção nessa geração, que passa por Felipe Cato e Gisele de Santi, Trem Imperial, Fabrício Cambogi, Marcelo Fruet e mais um monte, um monte de gente boa e ótima. Desculpem não mencinar A ou B diretamente. Acredito que esta geração resolveu importantes equações da música MPB/Rock no RS, sem afetação ou provincianismo. Com visão abrangente, sem queixumes, mas sabendo das boas brigas.

5) Há pouco, Ian recebeu o Prêmio Açorianos de Música como melhor compositor Pop-Rock. As indicações do Açorianos ocorreram antes da divulgação do Grammy. Acho essa que foi a única indicação. Derivacivilização, como álbum, sequer foi indicado. Não que eu discorde dos vencedores. Quero ressaltar, sim, a importância dos indicados. Não quero criar uma polêmica desnecessária, apenas refletir sobre critérios manifestos pelo inconsciente coletivo portoalegrense que premia compositores sem indicar seu álbum. Não é uma crítica ao prêmio. Isso possivelmente ocorre em outros lugares, áreas e situações. Como o Açorianos é o único registro histórico que temos em termos de música, menções e premiações no RS, acho que merece maior divulgação e reconhecimento. Digo isto porque tive de escrever estes tempos sobre a produção musical gaúcha e quais evidências históricas eu tinha a minha disposição? Basicamente, o Prêmio Açorianos e os contemplados pelo FUMPROARTE.

6) Existem edições do Açorianos passados, no site da SMC, em que não são registrados os indicados, apenas os vencedores em um arquivo word. Não há suficiente crítica musical em Porto Alegre que dê conta de registrar a música da cidade. Em geral as matérias de jornal pós-prêmio fazem o favor em sintetizar chamadas como ‘Fulano de Tal foi o grande vencedor do Açorianos’. Repito: não é crítica aos vencedores, mas a necessidade de valorizar os indicados. A valorização dos indicados valoriza o prêmio, valoriza os vencedores. É só conferir. Os espaços nos jornais são mínimos.
Enfim: Vocês se deram conta de que, se Derivacivilização não tivesse sido indicado a Grammy, o álbum não existiria na história da cidade daqui a dez anos? Percebem o desperdício de energia criativa que cultivamos?

Abraços e viva a teimosia!

Leandro Maia
Músico gaúcho, professor do curso de música popular da UFPel, atualmente fazendo doutorado na Inglaterra

Ian Ramil fará a abertura dos shows de Elza Soares em Porto Alegre e Pelotas

Ian e Elza foram contemplados recentemente por um dos mais importantes prêmios brasileiros, Ian como Revelação de 2014 e Elza como Melhor Álbum de 2015, ambos pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

12472305_10154113831297642_5079895857310609111_nIan Ramil fará a abertura dos shows de Elza Soares, dia 1º de abril (sexta-feira) no Teatro do Bourbon Country em Porto Alegre, e dia 3 de abril (domingo) no Theatro Guarany em Pelotas.

Ian Ramil – Derivacivilização
Um disco denso, arranjos potentes entremeados por sutilezas de silêncios, gravações feitas com o celular e texturas diversas. O show de abertura do espetáculo de Elza Soares será realizado em um formato diferente do que venho apresentando nos shows de lançamento do novo álbum. A banda contará com Ian Ramil (voz e violão), Guilherme Ceron (baixo-acústico), Pedro Dom (piano e clarinete) e Gutcha Ramil (voz, violino e percussão). Esse formato capta a essência do disco, induzindo a atmosfera de caos ao lirismo, mas sem perder a intensidade e o vigor das canções e das linhas melódicas originais do disco.”

Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo
Premiado como o disco do ano e Elza Soares considerada “a melhor cantora do milênio” pela BBC, descrita como “uma mistura explosiva de Tina Turner e Celia Cruz” pela Time Out. “A mulher do fim do mundo” possui letras críticas, mais do que atuais, que jogam luz sobre a vida urbana de São Paulo, a partir de temas como transsexualidade, violência doméstica, narcodependência, a crise da água e a morte.

Elza Soares no Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre
“A mulher do fim do mundo”
03 de abril – domingo | 20h30
Show de Abertura: Ian Ramil
Antecipados:
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country – Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar
De segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.
On line via Ingressos Rápido
Ingressos:

(Galerias)
Inteira – R$ 90,00
Meia Entrada – R$ 45,00
(Mezanino)
Inteira – R$ 120,00
Meia Entrada – R$ 120,00
(Plateia Alta)
Inteira – R$ 140,00
Meia Entrada – R$ 70,00
(Camarote)
Inteira – R$ 160,00
Meia Entrada – R$ 80,00
(Plateia Baixa)
Inteira – R$ 160,00
Meia Entrada – R$ 80,00

Elza Soares no Theatro Guarany – Pelotas
“A mulher do fim do mundo”
03 de abril – domingo | 20h
Show de Abertura: Ian Ramil
Abertura do Theatro: 19h
Antecipados:
A Le Petit Spa (Galeria Malcon)
Mr.Cat (Shopping Pelotas)
On line via Blueticket
Ingressos:
(Plateia Silver)
Inteira – R$ 120,00
Meia Entrada – R$ 60,00
(Plateia Gold)
Inteira – R$ 150,00
Meia Entrada – R$ 75,00
(Plateia Premium) R$ 200,00 (com acesso ao Camarim)
(Camarote – Primeira Ordem): R$ 600,00 (5 pessoas)
(Camarote – Segunda Ordem): R$ 500,00 (5 pessoas)

Ian Ramil e Ava Rocha e a turnê no Rio Grande do Sul

Na quarta-feira, dia 16 de dezembro, foi dado o início de uma turnê de três shows pelo estado, que reuniu duas renomadas revelações da nova mpb. Lançando o segundo álbum de ambas as carreiras, a carioca Ava Rocha e o pelotense Ian Ramil abriram a turnê do discos, Ava Patrya Yndia Yracema, de Ava, e Derivacivilização de Ian, em Pelotas.

Ian e Ava dividiram os palcos na cidade de Pelotas junto com a Dj Helô, passando na sequencia, também por Porto Alegre e Novo Hamburgo, e nós tivemos o prazer de acompanhar de perto os dois primeiros shows dessa turnê.

Não falamos em coincidência ou mero acaso quando presenciamos estes dois nomes nos palcos. Seus trabalhos, que mesmo andando por locais, culturas e linguagens um pouco diferentes, compartilham do mesmo experimentalismo a ousadia.

Vemos o Derivacivilização de Ian Ramil como um retrato do Brasil de 2015. Críticas políticas e sociais, à mídia e de como esta é capaz de manipular as massas levam as canções à formar uma obra imponente e singular, tomando rumo distinto do primeiro disco do Ian.

Em paralelo, Ava nos trouxe um trabalho ousado, que, em palavras dela em uma entrevista que deu ainda este ano, ela “queria um disco pop, inventivo, quente, político, sensual, um disco que reunisse uma série de elementos com uma linha inventiva, que a gente pudesse pirar”. Ava Patrya Yndia Yracema caminha naturalmente por todos estes elementos, fazendo com que a experiência, não apenas de ouvir o disco, mas de assistir ao show, performático e denso, seja intensa e que traga várias faces de uma única mulher.

Seus shows aqui em Pelotas foram recebidos com uma eneria ímpar.
Logo após Helô abrir os trabalhos no João Gilberto, Ava encantou o público com sua presença de palco, com seus músicos tão talentosos quanto entrosados com o espírito performático e caloroso dela. Após isso, logo nas primeiras frases de “Coquetel Molotov”, faixa que também abre o álbum, já com Ian no palco, vimos o impacto que elas causaram nos que estavam presentes.

A noite não poderia ter terminado em melhor estilo, com Ian e Ava reunindo seus músicos para uma performance experimental, que não pode se conter ao limite do palco, tomando conta da platéia também.

Porto Alegre não deixou por menos também. Tendo o cenário do palco inspirado no Derivacivilização, assinado pela artista Carina Levitan, com o show de Ramil contando com as participações de Martin Estevez, do grupo Dingo Bells e de Gutcha Ramil.

A turnê ainda contou com um último show, no Pubis Bar, em Novo Hamburgo.

Texto por Lucas Matos
Fotos por Thamires Seus
Equipe 2nós2