Música, Arte, Tecnologia e Educação – MATE 2017 em Porto Alegre

 

Nos dias 10, 11 e 12 de dezembro, Porto Alegre recebe a segunda edição do MATE Encontro da Música e Economia Criativa da América do Sul.

Durante três dias a capital gaúcha será a rota de importantes players do mercado da música e da economia criativa do Brasil e de diversos países, conectando-se e compartilhando.

Fotos: Vitória Macedo
Fotos: Vitória Macedo

O MATE – 2º Encontro da Música e Economia Criativa da América do Sul – apresentará uma programação diversificada, para maior compartilhamento de informações, conhecimentos e experiências, além da geração de potenciais novos negócios.

Entre as atividades programadas estão painéis, debates, rodadas de negócios, showcases, exibição de documentários, lançamento de livros, meditação e festas que ocuparão diferentes lugares da cidade como a Fundação Iberê Camargo, Dado Bier Bourbon Country, Espaço Cultural 512, Groova e Agulha.

O evento receberá convidados nacionais e internacionais, artistas, empreendedores, educadores, representantes de instituições privadas e públicas à estudantes e o público interessado.

> Ingressos
Os ingressos para os painéis podem ser adquiridos através do aplicativo Onni. Acesso via http://www.mate2017.com.br/#home

> Painéis previstos
– Educação, inovação e criatividade: Quais as reais iniciativas inovadoras e como identificar os seus resultados na formação da mudança
– Áudio + vídeo + novas mídias: Com o surgimento de novas tecnologias, quais as novas mídias, sua interatividade e convergências digitais
– Novos movimentos e a cena da música eletrônica: A nova era da música. Como coletivos movimentam a cena local e quais os produtores brasileiros que se destacam atualmente
– O auge dos festivais: Uma série de novos festivais vem nascendo. Quais continuam crescendo e ampliando o seu território de atuação pelo mundo. Como funcionam os diferentes modelos de negócios e quais são as suas oportunidades
– Sexualidade na arte: Corpo, gênero, nudez e empoderamento. As novas cores e suas novas vozes
– Qual o valor do dinheiro e da propriedade de uma marca: Quanto vale o conceito visual aliado à sua identidade e referências. É possível rentabilizar sem se perder pelo caminho?
– A Música da América do Sul: A rica multiplicidade da música e os diferentes estilos musicais dos países da América do Sul
Quais são e como as novas tecnologias estão mudando o mundo?

> Convidados
Abaixo, nomes já confirmados:

CLAUDIA ASSEF (São Paulo/SP) | Jornalista, escritora, fundadora do Women’s Music Event, editora do portal Music Non Stop, idealizadora do WME Awards by Vevo e autora do livro “Todo DJ Já Sambou”.

ROGÉRIO PEREIRA BRITO (Salvador/BA) | Fundador da Bigbross Produtora e do selo Bigbross Records, produtor do Dubliners Irish, tour manager e DJ.

RICARDO RODRIGUES (São Paulo/SP) | Manager do Liniker & Os Caramelos, conselheiro da SIM/SP, radialista e produtor audiovisual. Articulador da Rede Brasil de Festivais e da Rede P10 – Casas de Shows de Música Autoral.

MAITHE BERTOLINI (São Carlos/SP) | Diretora e coordenadora de programação do Festival CONTATO, programadora do Espaço Cultural GIG em São Carlos e responsável pela produção na agência Let’s GIG Booking & Music Services.

WILLIAM MENDONÇA (Fortaleza/CE) | Gestor e produtor cultural, diretor dos Festivais Noites Brasileiras e do Ecléticos Livre. Responsável por projetos e eventos que contemplam diversas categorias artísticas, priorizando o impacto e a relevância cultural.

MAX DE LA FUENTE (Santiago/Chile) | Fundador & CEO da Groovelist, plataforma desenvolvida no Chile, atuante em toda a América Latina, que conecta músicos com festivais, casas de shows, rádios e feiras de negócios.

ALEXANDRE ROSSI (Rio de Janeiro/RJ) | Diretor Artístico do Circo Voador, clássica e histórica casa de shows brasileira. Além de palco para espetáculos, o Circo sempre promoveu atividades e iniciativas voltadas à educação e outras artes, tornando-se parte da história da cultura brasileira.

GUTA BRAGA (São Paulo/SP) | Consultora, palestrante e empreendedora, especialista em Direito Autoral, trabalhou nas majors e empresas de tecnologia como: Warner/Chappell, Sony ATV, Sony Music, Imusica, BMG, Universal e Nokia. Ministra o curso: Música e Negócios – Empreendedorismo e Inovação, na PUC/RJ.

FABRICIO NORONHA (Vitória/ES) | Artista e empresário. Diretor do Festival Lab.Infinitas, principal festival de artes integradas do Espírito Santo. Atua, no território nacional, produzindo conteúdo e projetos na área de tecnologia, educação e cultura. Articula a Rede Pulso de empreendedores criativos. Fala sobre economia criativa e música toda quarta-feira, 17h30, na Band News FM. Lançou o livro de poemas “Sangue Som Fogo”.

DANIEL BACCHIERI (São Paulo/SP) | Jornalista, produtor audiovisual e criador do StreetMusicMap, uma das plataformas mais ativas sobre música de rua do mundo. Bolsista do programa de Empreendedorismo em Jornalismo do Tow-Knight Center, da The City University of New York (CUNY). Curador de música de rua em eventos de economia criativa como Festival Path, O.bra Festival, SIM São Paulo (Semana Internacional de Música de São Paulo), Prêmio Brasil Criativo e Caminhos da Música.

FRANCISCO CERENO (Belo Horizonte/MG) | Ativista cultural, consultor para turnês internacionais e organizador de projetos de intercâmbio cultural, desenvolvendo uma rede internacional para apoiar jovens profissionais na ONG Embaixada Cultural. Coordenador da Música Mundo, a primeira feira internacional de negócios da música em Minas Gerais.

DILSON LAGUNA (São Paulo/SP) | É formado em Performance e Music Business pela London College of Music, fundador e diretor da Flow Creative Core, empresa responsável pela marca Sofar Sounds no Brasil. Coordena as produções executivas em cada uma das doze cidades onde está o projeto: Aracaju, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Maceió, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A Flow também é responsável pela vinda do Festival Jazz Re:freshed para o Brasil.

LEONARDA GLÜCK (Curitiba/PR) | Atriz, dramaturga, performer, curadora e diretora teatral graduada pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Artista residente e fundadora do Espaço Cultural Casa Selvática desde 2012 (Curitiba). Diversas vezes premiada pela Fundação Cultural de Curitiba, pela Fundação Nacional das Artes e por programas como o Rumos Itaú Cultural. Em 2016, lançou o seu primeiro livro de dramaturgia, “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”.

PAULO ANDRÉ PIRES (Recife/PE) | Idealizador e produtor do “Abril Pro Rock”, festival realizado anualmente em Recife desde 1993. Produziu e realizou turnês internacionais com: Chico Science & Nação Zumbi, Cabruêra, DJ Dolores : Aparelhagem, Nação Zumbi, Siba e a Fuloresta, Cascabulho, entre outros.Realizou turnês brasileiras de artistas como: Vive la Féte, Lee “Scratch” Perry, The Charlatans, dEUS, Jon Spencer Blues Explosion, Aterciopelados, entre outros. Foi co-produtor do Porto Musical, conferência internacional de música e tecnologia, em parceria com a Womex – World Music Expo. Conselheiro do Porto Digital.

Fonte: Fernanda Calegaro

Fotos: Vitória Macedo
Fotos: Vitória Macedo

Entrevista com a poeta Larissa Leão por Charlie Rayné

De como encontrei a poesia de Larissa Leão e descobri que Poesia e Medicina podem caminhar juntas.

Por Charlie Rayné

A poesia foi ao meu encontro. Eu sempre fui buscador de poesia, mas desta vez foi ela que me puxou para si. Estava num dia bem cinzento, caminhando pelo Campus I da UCpel e encontrei uma mostra impressionante. E posso dizer: valeu a pena!

Foto Divulgação
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Sim, este é o título da exposição de poesias de Larissa Leão com mostra até dia 1 de dezembro de 2017, na Galeria de Arte da UCPel.
Valeu a pena porque as palavras dela iluminaram aquela tarde bem “blasé”. Valeu a pena porque a “pena” desta estudante de medicina pode ser comparada a um preciso bisturi. Texto maduro, repleto de emoções e maravilhosamente carregado daquela coisa chamada “verdade humana.”

Imediatamente busquei contato da artista e marcamos uma entrevista. E uma semana depois foi possível.
Larissa, futura médica é uma cirurgiã de palavras. Desde pequena criava e ouvia histórias e era inventiva. Este “ouvir” talvez seja a principal base que sustenta sua arte. Imediatamente perguntei à jovem de 23 anos como é a construção de seu trabalho, os instrumentos que operaram um milagre na minha tarde:
“Eu uso a realidade, minha rotina, o que eu vivo, o que eu vejo, o que eu sinto. Então é inevitável: eu uso histórias das pessoas que cruzam comigo – pacientes, família, amigos. E na verdade eu gosto disso. Cada pessoa é uma obra de arte. Eu só tenho o trabalho de pôr no papel.”

Foto Divulgação
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Seria impossível eu não perguntar a ela qual seria a relação entre medicina e poesia. Afinal, a medicina é uma ciência tão concreta, um tanto fria às vezes…já a poesia, aquele emaranhado de fugas, “viagens” e descompromissos. Ela faz um sorriso contido. Ela é contida na medicina e libertina nas palavras?
Ela me diz que a poesia é um remédio contra os males e que não tem contraindicações. Ela me diz que Medicina e poesia podem ser aliados para a melhoria da saúde das pessoas.
“Uma vez ouvi de um amigo que, como escritora, eu já curava muita gente. Eu acho que é exatamente isso que eu quero fazer.”

Saio convencido de que esta mistura, nas mãos de Larissa será salutar. Saio contente em saber que a Medicina também poderá contar com a Arte desta poeta.

– Na sua opinião, o mundo contemporâneo está doente mais de alma ou de corpo?
“De alma. E isso reflete no corpo também. A correria, a competição, o egoísmo, o ego e a intolerância adoecem. É mais fácil pensar num remédio para dor no peito do que descobrir o que é que está causando esse aperto. Geralmente, uma boa conversa e um abraço bem dado poderiam ser mais eficientes do que qualquer droga”

Silêncio. Deixo neste instante a entrevista. Me despeço de Larissa e faço o convite para visitarem a exposição.
A poesia me curou.

Foto Divulgação
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Sarau Mandinga + Lançamento do livro “8 horas por dia” de Ju Blasina em Pelotas

No próximo sábado, 25 de novembro, pós 19h no Pagu Art Bar em Pelotas, acontece o Sarau Mandinga com lançamento do livro “8 horas por dia” (Concha Editora) da poeta Ju Blasina.

O evento tem entrada franca e o primeiro bloco será dedicado à apresentação do livro, a partir daí microfone aberto para a participação de todos. No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, o coletivo Mandinga Arte Cultura convida a todos para que leiam mulheres.

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Mulher, feminista, mãe, bióloga por formação, poeta por condição, alquimista amadora e escrava da Netflix nas horas vagas, Juliana Ruas Blasina nasceu na Porto Alegre dos anos 80. Publicou seu primeiro livro de poemas aos oito anos, em cartolina cor-de-rosa, encadernado do lado errado. Vive em Rio Grande onde toca uma barbearia com o marido na garagem de casa. Publica em meios digitais e alguns jornais da região sul do Rio Grande do Sul desde 2009. Foi por anos cronista colaboradora do Caderno Mulher (Jornal Agora, Rio Grande) e da Revista Samizdat, além de integrante do grupo Mandinga Arte Literatura, com o qual levou pelo Estado o projeto Poesia no bar. Tem dois e-books publicados de forma independente (2010 e 2014), vinculados ao blog P+2T. Para Ju Blasina, o livro 8 horas por dia é “um sonho encadernado do lado certo”.

Sarau Mandinga com lançamento do livro “8 horas por dia” da poeta Ju Blasina
Quando? 25 de Novembro de 2017
Hora? pós 19h
Onde? Pagu Art Bar – Rua Três de Maio, 711 – Pelotas/RS
Quanto? Entrada Franca
Realização? Mandinga Arte Cultura

Editora Concha
A Concha é uma editora independente ligada à Mundo Moinho (www.mundomoinho.com.br), produtora artística de Rio Grande – RS, e existe para colaborar com a circulação de literatura, com a formação de escritores e com a ampliação de público leitor a partir da cidade papareia. Literatura contemporânea e crítica literária são nossos principais interesses. Projetos acadêmicos e experimentos em arte também têm nosso coração. Já foram publicados pela Concha os títulos Antes que o mundo aconteça, de Daniel Baz (poemas, 2016), Histórias de vento, mar e amor, organizado por Joselma Noal (contos, 2017) e 8 horas por dia, de Ju Blasina (poemas, 2017).

8 horas por dia (uma prévia)

Tricot

Desfazer velhos sonhos
como quem puxa a ponta solta
do velho agasalho de lã

Enrolar metros e metros
de fio, de novo e de novo
até ter nas mãos um novelo

Olhar para ele
como se fosse a primeira vez

Tecer com ele uma nova peça
que ao menos sirva

Durante a próxima estação.

Poema do amor banal

Perdoe-nos, poeta
mas hoje vivemos num tempo
de tanta pressa e tão pouca virtude
de desejos tão rasos e dizeres rudes

que das costelas fez-se grades
do corpo, o próprio leito:
viver agora é estar preso dentro do peito

e o coração apertado se debate
como quem ora tem ânsia de morrer
ora se ilude

a vida agora anda de um jeito
que temo não mais sabermos amar amiúde.

Turvos

Feito fumaça negra no céu azul
a raiva consumia as meninas
– e onde antes o amor era tudo o que se via

agora isso… um abismo absurdo

era triste admitir que já não havia
lá espaço a miniatura alguma
dela refletida

nem uma lágrima sequer contida nos cantos curvos

e naqueles olhos que um dia foram tão claros
– de um verde esperança tão raro
hoje se viam vazios e turvos

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Julieta e Julieta – Crônica por Charlie Rayné

Um disparate. Apaixonar-se por uma menina. Justo ela que era uma menina. Nunca fora daquelas que brincavam de carrinho e juntava-se aos meninos para jogar pelada. Antes, gostava das bonecas todas, gostava tanto delas que as admirava de forma estranha; beijava-lhes a boca, chamava-lhes de princesa.

Era admirada pelos meninos. Era delicada. Era inteligente.

Sentia arrepios quando roçava sua boca nas outras bocas fêmeas de mesmo hálito e textura. Quanta tontura lhe dava quando percebia que embaixo das saias havia prazeres iguais aos seus, odores particularmente femininos. Andava a suspirar enquanto os seios cresciam e queria ver seios já prontos, seios da mãe, das irmãs mais velhas, das primas.

Shakespeare. Romeu e Julieta. Era a peça do colégio. O Romeu era bonito, mas tinha cheiro de homem. Cheiro forte, intenso. Homens não lêem, não pensam, homens não falam de delicadezas, não sabem pôr a mesa, nem entender os altos e baixos da mulher!

Romeu era todo teso, encorpado. Olhos verdes, o Romeu, e jogava bola como ninguém. Ele se envolveu. Ela brincou de ser mulher e tascou-lhe um beijo. Um beijo de hálito quente e forte, um dinossauro a invadir a caverna forte, a língua dele uma hélice que ia do sul para o norte, sem leveza, sem nada!

A ama logo a despertou da tentativa vã. Era ensaio. E neste ensaio a vida dela seguia na constatação do que queria ser. A ama já sabia o que ela “ainda” já queria!

O ator Romeu queria mais beijo. Os homens querem sempre mais e invadem sem pedir licença. Ela, tensa, tentou fugir e acabou fugindo de si mesma. A ama já era amada…

Os pais fazem gosto. Rapaz bonito. Bom nome. Bom porte. Família de boa conta bancária.

Tanta pressão, tanto disparate. O espetáculo estrearia e junto com ele a hierarquia jurássica: Romeu e Julieta!

– Quero tocar em tuas tetas – Ele falou numa ânsia decisória. Falou das coxias, tocando em seus seios e coxas que nada sentiram.

Troglodita Romeu! Ela não é vaca! Não tem tetas, tem seios! Ela não tem dúvidas, tem certeza de que ele, de que eles nada entendem do corpo misterioso da mulher.

A apresentação começa. Romeu se desdobra em versos românticos. Ela é atriz neste momento, mas ama a ama. Pode avistar os pais, de olhos lacrimejantes, pedintes daquilo que ela não é!

A peça que se exploda! Abandona a atriz! Shakespeare que se revire no túmulo! Shakespeare que se choque! Julieta larga Romeu e tasca um beijo na ama. Escândalo na plateia. Que se dane a plateia! Que se danem as donas e madonas de todas as igrejas e séculos.

A mãe e as irmãs choram. O pai balança a cabeça. Romeu se faz pequeno, os músculos não servem para mais nada!

Abandonam o teatro as duas. Famílias antagônicas na vida real. Ficção e realidade se misturam. Romeu que vá procurar outra Julieta. Ela e Ela… Vão enfrentar a fúria do convencionado. Elas não vão morrer, não! Não vão fugir da natureza. Não dirão “não” uma para a outra. As estrelas não serão castas estrelas. Não haverá veneno. Sem Montechios e Capulettos. Serão Julieta e Julieta.

Julieta e Julieta – Crônica por Charlie Rayné
Originalmente publicado no livro Memorial de Amor Inquieto

Eduardo Majer lança “O Iluminador de Almas” na na Feira do Livro de Pelotas

O Iluminador de Almas – Obra de Eduardo Majer será lançada no dia 12/11 às 19h na Feira do Livro. Confira a entrevista com o jovem escritor sobre sua obra de estreia e fique por dentro dos seus nobres ideais.

Por Charlie Rayné

A primeira informação que tive de Eduardo Maier era de que ele trabalhava num lugar chamado Escola do Ser e que lá existiam oficinas e palestras sobre qualidade de vida e espiritualidade. Pensei que o livro certamente não fugiria deste tema.

Foto: Charlie Rayné
Foto: Divulgação

Eduardo é um jovem escritor pelotense, com serenidade e gestos quase irreais…Sim, ele transborda uma sensibilidade, uma paz que não condiz com o caos do mundo lá fora. Eu, na minha habitual ansiedade, estranhamente, consigo me acalmar diante de uma sala pequena, simples e aconchegante, localizada na rua Major Cícero, 247.

Trata-se da Escola do Ser. Imediatamente me ponho a pensar que talvez para “ser” a simplicidade seja o ingrediente principal. E é. Eduardo começa a me responder alguns questionamentos feitos anteriormente, via WhatsApp, de forma tão natural e empolgante que novas perguntas surgem e a conversa vai longe. Tão longe que realmente consigo ficar completamente entregue ao momento da entrevista e esqueço o turbilhão da rua.

Sobre o que fala o livro “O Iluminador de Almas?
O Romance nos conta a história de um adolescente, Beto, que por ser questionador e buscador de algo maior, encontra na simplicidade a fonte de bem viver. Na sua caminhada, conhece um professor “Mente Aberta”, o Minhoca, que inventa e usa sua criatividade para ir além do habitual em sala de aula. Juntos descobrem uma linda forma de troca de aprendizagens e conhecimentos.

Folheio o livro e ponho meus olhos em uma passagem e outra, constatando naquelas palavras o que podemos chamar de simplicidade profunda. De onde vem isto, Eduardo? Por que escrever para jovens que na quase totalidade estão envolvidos meramente em smartphones, hormônios e falta de comprometimento?
“Acho pertinente levar às pessoas, adultos e principalmente os jovens a possibilidade de pensar e viver uma vida de mais qualidade, “ligados” no sentido da vida e no porquê de estarmos aqui. Os adultos falam dos jovens, mas não entendem seu mundo. Como convivo muito com eles, me coloco em seus lugares.”

O escritor termina a colocação, com aquela empolgação serena e totalmente consciente. Deixo-o livre. Ele, talvez sabedor de que as pausas são também ensinamentos, percebe minha “deixa” para que ele fale mais e começa a discorrer com propriedade sobre a importância de dar à vida um significado pleno, de total harmonia. E o livro traz esta experiência, um bálsamo para edificar, um instrumento para se debruçar nas questões essenciais.

Um tanto hipnotizado pelo assunto tão desejado por mim e tão importante para todos, mantenho-me em silêncio, contemplativo. E ele retoma sua paixão, falando na descoberta de algo que tanto busco, ou melhor que tantos buscam- a paz:
“Com certeza, a vida é o propósito maior, estar aqui é só agradecimento. Que aventura, não? Um paraíso cheio de pássaros, frutas, flores, pessoas, arco-íris, nuvens, lua, sol… ih, vai longe! O que ocorre no externo, como a desordem econômica e política, hoje aceito e perdoo. Dou energia para outras coisas; o meu mundo interno está lindo, cheio de cores e alegrias. Esta é uma escolha que faço.”

Foto: Charlie Rayné
Foto: Divulgação

Com o tempo esgotado, gostaria eu de perguntar sobre a Escola em que Eduardo ensina práticas de autodescoberta e equilíbrio. Mas se assim fizesse, eu sairia do foco e para Majer esta seja uma das chaves da plenitude. Sua insistência em vislumbrar o melhor que há no mundo já me dá um positivo puxão de orelha. Com o livro nas mãos, aguardo o dia 12 de novembro, às 19h para receber o autógrafo. E ao me despedir, prometo conferir brevemente os cursos, terapias e ensinamentos deste jovem professor de vida!
A próxima entrevista será na “Escola do Ser”.

Lançamento do Livro “O Iluminador de Almas”, de Eduardo Majer
Onde? Feira do Livro de Pelotas – Estande da Livraria Mundial
Quando? 12 de novembro – domingo
Horário? 19h

Jonas Espirito Santo lança “Esquila” na Feira do Livro de Pelotas

Sábado, 11 de novembro de 2017, acontece o lançamento do romance “Esquila” de Jonas Espirito Santo durante a 45ª Feira do Livro de Pelotas. A sessão de autógrafos será às 19h e o autor participará do Sarau Literário às 20h30min.

Folder Pelotas FINALEsquila, romance de estreia de Jonas Espirito Santo, conta a história do jovem Augusto e seu pai durante o início do verão em dezembro de 1999, na fronteira oeste do Rio grande do Sul. O Pampa gaúcho serve de pano de fundo para o autor desenvolver sua prosa agridoce e discorrer sobre temas tão diversos e complexos como: o fim da adolescência e a condição humana; a formação do estado do Rio Grande do Sul e o rock dos anos noventa; Yukio Mishima e Ovídio; Nine Inch Nails e Vitor Ramil.

A música exerce um papel importante e original na obra. As canções citadas no livro são como personagens que em determinada parte assumem o controle do romance. Esquila é ao mesmo tempo regional e universal, tradicional e transgressor, doce e brutal, divertido e melancólico. Um conto moderno sobre o Rio Grande do Sul, um retrato emocionante dos anos noventa.

Jonas Espirito Santo
Atua como professor em duas escolas na cidade de Porto Alegre. Esquila é seu primeiro trabalho literário. O romance foi gerado em quase cinco anos, divididos entre suas funções de professor de língua estrangeira e de ensino profissionalizante.

Esquila
Um velho e o filho adolescente viajando em um antigo Maverick pela fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Um refúgio esquecido no Pampa. Um grupo de seis pessoas na imensidão da Campanha: às bordas do Uruguai encontrariam muito mais do que procuravam. Uma jornada inesquecível que transformaria para sempre suas vidas. Aquele dezembro intenso se revelaria tão fantástico quanto brutal. Ninguém sairia impune daquele verão que os transfiguraria impiedosamente.

Ágorat – Nasce mais um novo espaço para celebrar a Arte em Pelotas

O Ágorat Centro Cultural inaugura oficialmente neste sábado e domingo, 11 e 12 de novembro de 2017, com entrada franca.

Confira a entrevista com André Loureiro, idealizador do espaço e artista transformador, e confira a programação dos dois dias de eventos.

Por Charlie Rayné

André de Borba Loureiro - Foto: Charlie Rayné
André de Borba Loureiro – Foto: Charlie Rayné

Uma casa antiga, na Rua Uruguai 1345, esconde mais um presente para a cidade. Quem me recebe é um homem de feições simpáticas e muita expressividade no rosto. É André de Borba Loureiro, o dono da casa, o dono de uma história que vai começar.

Estamos no “Ágorat”, casa que vai abrir suas portas no dia 11 de novembro para nos oferecer muita arte e reflexão. André me convida para entrar num espaço que já respira cultura: quadros diversos, palco, cortinas, tapete vermelho, camarim esmerado, sala de espera aconchegante e uma rica fonte num pequeno jardim interno.

Pelotense, filho de uma atriz de teatro e radionovelas da gaúcha e da rádio farroupilha e de um cantor amador de tangos e boleros, André não podia cair longe do pé. Aos 18 anos começou a fazer teatro, trabalhando como autor e diretor e desde então espalhou sua arte em várias cidades, já que o padrasto, militar, proporcionou de certa forma uma vida de cidade em cidade:

Foto: Charlie Rayné
Foto: Charlie Rayné

“Passei boa parte da infância e da adolescência transitando pelo Brasil. Santos, Belo Horizonte, Petrópolis, Maringá…Venho de uma família meio aciganada, isso contribuiu muito para a minha formação’’

Com recursos próprios, mesmo com dificuldades financeiras, André se desmancha em elogios ao espaço, pensado nos mínimos detalhes para discutir, fomentar e privilegiar a Arte:

“Essa ideia de ter um espaço que disseminasse arte e fosse também uma incubadora de criação sempre me perseguiu…Nestes tempos “bicudos”, um espaço para as artes é um ato de resistência”

Foto: Charlie Rayné
Foto: Charlie Rayné

O nome, segundo ele, veio da referência grega, Ágora- uma praça da pólis, onde qualquer cidadão pudesse expressar o que quisesse: um território livre. Pergunto o porquê de o espaço não seguir o nome original grego. Nosso artista, com ar místico me diz que o “t” foi acrescentado para oportunizar bons fluídos, segundo a numerologia. E os bons fluídos podem ser sentidos. Durante a entrevista, escutamos sons do pessoal do teatro fazendo oficina, uma das atividades que a casa já oferece e que já está em pleno vapor.

Pergunto para André sobre o lançamento, que será um Sarau. Peço que me antecipe a programação. Ele me mostra uma extensa programação para o dia, que inclui Cinema, teatro, dança, música e artes plásticas e intervenções artísticas diversas.

Foto: Charlie Rayné
Foto: Charlie Rayné

A aula de teatro acaba. Já vejo alunos circulando num espaço que certamente já se tornou uma referência. Para finalizar a entrevista, que poderia render um livro inteiro, despeço-me questionando Loureiro sobre “A cara” do novo espaço e o que o público poderá esperar… Ele, satisfeito, arremata:

“O importante é que está casa tenha olhos para ver, ouvidos para ouvir, boca para falar e cérebro para coordenar, criar e sensibilizar”

Confiram a programação do lançamento de Ágorat:
(Entrada Franca)

Sábado – 11 de novembro de 2017

CINEMA
16h – Apresentação do filme SHORT BUS, de John Cameron Mitchell.

TEATRO (A partir das 20h)
TEATRO A CORTINA DE CONTAS, de Ricardo Monti – direção de André Loureiro, com André Loureiro e Eliana Guilherme
A BERGAMOTEIRA, de Caio Fernando Abreu – direção de Conrado Wesley, com Conrado Wesley e Lara de Bittencourt
POZZO E LUCKY, adaptação de cena de ESPERANDO GODOT, de Samuel Beckett – direção de André Loureiro, com André Loureiro e Ilo Moliveira

DANÇA
ZIMRA Studio de Dança – apresentação dos bailarinos Mariana Rockemback e David Fevii

MÚSICA
Mayara Araújo, flautista
Coral Linguagem de Emoções, de Cláudia Braunstein
Serginho Ferret, MPB e música autoral

EXPOSIÇÕES
Telas e gravuras – coleção particular de André Loureiro
Patrick Tedesco – escultura em gelo
Ledy – fotografias

E mais as presenças de Ro Eponto executando tatuagens artesanais, Kessler Volpicceli grafitando e as mestres de cerimônia Thaís e Mel Velasquez.

Domingo – 12 de novembro de 2017

10h – Teatro Infantil
D. Edvilda e suas histórias fantásticas, atuação e direção de Lara Bittencourt

CINEMA
16h – Apresentação do filme LGBTS “DIZER E NÃO PEDIR SEGREDO”, de Evaldo Morcazel

TEATRO (A partir das 20h)
– A CORTINA DE CONTAS, de Ricardo Monti – direção de André Loureiro, com André Loureiro e Eliana Guilherme
– Apresentação de performance de Tatiane Duarte

MÚSICA
Celino Leite, voz e violão
Tiago Ribas e Sônia Cava, violino e piano digital

Oficina gratuita com Marcelo Maluf na 45ª Feira do Livro de Pelotas

A programação da 45ª Feira do Livro contará com a oficina gratuita “Ficção, memória e escrita de si”, com Marcelo Maluf, nos dias 11 e 12 de novembro, das 14h às 16h30min, na Bibliotheca Pública Pelotense.

A partir da relação entre ficção, memória e a escrita de si, o palestrante irá propor aos participantes que produzam textos ficcionais e memoriais.

Para se inscrever, basta enviar o nome completo para o e-mail inscricoes.secult@gmail.com, e escrever “Oficina Marcelo Maluf” no campo assunto.

Marcelo Maluf é escritor, professor de criação literária e músico. Concluiu seu mestrado em Artes pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). O seu romance “A imensidão íntima dos carneiros” (Editora Reformatório) foi vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura (2016), na categoria estreante com mais de 40 anos.

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Fonte: Paulo Ienczak
pelotas.com.br

45ª Feira do Livro apresenta diversidade nos primeiros dias de funcionamento

A Cerimônia de Abertura Oficial da 45ª edição da Feira do Livro inicia hoje, 3 de novembro, às 19h na Tenda João Simões Lopes Neto.

Foto: Revelyn Peter
Foto: Revelyn Peter

Doce Melodia foi a apresentação instrumental que abriu a 45ª edição da Feira do Livro no dia primeiro de novembro com um grupo de alunos de flauta doce da Escola Luterana Emanuel, estreando o palco da Tenda João Simões Lopes Neto.

Foto: Revelyn Peter
Foto: Revelyn Peter

Na sequência, em frente ao chafariz da Praça Coronel Pedro Osório, a Banda de Música do 9º Regimento de Infantaria de Pelotas emocionou o público com clássicas canções e, logo em seguida, as apresentações continuaram no Palco da Tenda JSLN, com o Coral Feliz Idade, a Banda de Rock Mato Cerrado e encerrando a noite, a Banda Virou Maniah trouxe muito sertanejo e pagode. No espaço para roda de conversa, aconteceu o Painel “Judicialização da Política e Politização da Justiça” com Diogenes Hassan Ribeiro, professor e desembargador do TJRS com a intermediadora, Maria Alice Estrella, e o Presidente da Câmara, Luiz Henrique Viana.

Foto: Revelyn Peter
Foto: Revelyn Peter

No feriado de ontem, dia 02, a tarde iniciou com o Anime Bomb com as apresentações de dança Kpop e desfile de Cosplayers. A partir das 19:00 as sessões de autógrafos foram com Pr. Adelar Munieweg autografando o Livro “Cinco Minutos com Jesus”, o Pr. Nilo Washholz autografando a 50ª edição do Livro “Castelo Forte” e Jeferson de Queiroz lançando seu livro “Se Somos Feitos de Partes”. A noite começou com pop rock de Alex Cruz e sua banda Chango Loco no Palco da Tenda JSLN e encerrou com o Grupo Sintonia do Samba com muito sertanejo e pagode.

Hoje (3 de novembro) a programação iniciou às 14:00 na Bibliotheca Pública Pelotense com o Minicurso “A arte da leitura” ministrado por Guilherme Tortelli. A Cerimônia de Abertura Oficial da 45ª edição da Feira do Livro inicia às 19:00 na Tenda João Simões Lopes Neto. Na sequência, acontece o show quinteto de metais com o grupo Sonora Brasil e encerrando a noite, muito pagode com Matheus Almeida.

Texto: Revelyn Peter – Assessoria de Imprensa da 45ª Feira do Livro de Pelotas

Foto: Revelyn Peter
Foto: Revelyn Peter

Programação da 45ª Feira do Livro de Pelotas – 2017

Confira a programação da 45ª Feira do Livro de Pelotas, que acontece de 1º a 19 de novembro de 2017, das 13h às 22h na Praça Coronel Pedro Osório.

A 45ª Feira do Livro de Pelotas conta com uma programação repleta de atrações que vão desde rodas de conversas e sessões de autógrafos, até torneio de xadrez e desfile Cosplay. Todas as apresentações serão abertas ao público e gratuitas.

Capa Evento 45ª Feira do Livro de PelotasNeste ano, participarão 15 livreiros como expositores e a tenda dos autógrafos terá um espaço especial reservado para os lançamentos das obras literárias. Outra novidade serão as rodas de conversas mediadas para fomentar a troca de experiências frente a frente com os autores que estarão lançando seus livros na Feira. Um destaque também para a possibilidade de apreciar apresentações culturais tanto na Tenda Cultural João Simões Lopes Neto, quanto na Bibliotheca Pública Pelotense.

E por falar nela, sua história será lançada nas páginas do livro intitulado “Bibliotheca Pública Pelotense”, escrito por Klécio Santos, nomeado Patrono da 45ª edição da Feira do Livro de Pelotas. Lisarbe Crespo da Costa, a primeira mulher Diretora-Presidente da Bibliotheca Pública Pelotense, foi nomeada Oradora da Feira do Livro neste ano em que a Instituição completa 142 anos de existência.

Com o tema “cidade dos livros: patrimônio e imaginação”, a Feira do Livro de Pelotas quer proporcionar nessa edição, experiências ricas em história, tradição e cultura pelotense, através de expressões artísticas diversas com o objetivo de incentivar ao público sobre a importância da leitura em ações conjuntas com Instituições Culturais e a Prefeitura Municipal de Pelotas.

Texto: Revelyn Peter

Clique aqui para acessar a Programação da 45ª Feira do Livro de Pelotas e veja, na imagem que segue, como navegar pela programação ou até mesmo baixar o arquivo PDF para seu computador:
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45ª Feira do Livro de Pelotas – 2017